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Texto publicado originalmente na página do facebook intitulada "Tradição Rosacruz".

Na Fama Fraternitatis, quando o primeiro grupo de Rosacruzes, composto pelos Irmãos GV, IA, IO, RC, B, GG, PD e CRC, chegou inteiramente a possuir uma visão geral da filosofia secreta e revelada, decidiram não mais continuar juntos e espalharam-se pela Europa pra propagar as suas respectivas visões dos Axiomas universais. Foi então desenvolvido um contrato sêxtuplo entre eles.

O segundo artigo deste "contrato" diz: "Ninguém deve ser obrigado, por causa da Fraternidade, a usar uma roupa especial, mas cada um deve seguir o costume do seu país".

Entenda-se como roupa uma roupagem especial e como país um local de ação. Cada propagador da Tradição Rosacruz dispõe de completa liberdade de ação, propagando as suas perspectivas dos Axiomas universais, os seus Axiomata. Cada grupo age conforme as circunstâncias e a Tradição não é e nem nunca foi engessada. Os Axiomata Rosacrucianos são os mesmos, mas cada perpetuador da Tradição irá passá-los conforme a sua perspectiva, o local de ação, a circunstância, a época e o seu objetivo. A Tradição é única, mas os métodos de ensiná-la e propagá-la diferem. Se a Tradição fosse cristalizada ela morreria. E é isto que observarmos quando estudamos não só a história do Rosacrucianismo como também a da Tradição de Mistérios Ocidental.

Por isto tantos grupos, ordens e escolas de caráter rosacruciano. A luz se manifesta sob vários aspectos para penetrar os recônditos mais sombrios. As técnicas iniciáticas podem ser diferentes e, mesmo abordando uma perspectiva diferente da Luz, ela continua sendo propagadora da Luz. Logo, cabe ao estudante buscar dentre tantos sistemas aquele que mais o apraz. Não é que existam Ordens e grupos melhores e piores que outros e sim que existem diferentes técnicas iniciáticas, cada uma refletindo uma perspectiva diferente da mesma Tradição.

O Rosacrucianismo é um só e certamente é uma postura anti-iniciática enxergar sempre a divisão e a contenda e agir sempre com parcialidade e indiscrição. Que possamos sair da postura do "ou isso ou aquilo" e adentrar naquela que diz "é isto e também aquilo". Que possamos sempre enxergar a Unidade na Pluralidade.

Texto de Acauã Alves Galvão. Os leitores de nosso blog podem enviar seus textos para que possamos publicá-los por aqui. Enviem o texto para o e-mail contato@oalvorecer.com.br.

THELEMA E O ROSACRUCIANISMO

No início do século XX, a Lei da Thelema, sistema de filosofia e magia desenvolvido por Aleister Crowley (1875-1947) – To Mega Therion – teve grande influência filosófica na cultura esotérica, na cultura pop e também foi precursora do pensamento pós-moderno. No meio esotérico, a Lei da Thelema também influenciou outras ordens que não estavam ligadas diretamente a Crowley, ordens ligadas pelo fenômeno da O.T.O. (Ordo Templi Orientis), como a  FRA (Fraternitas Rosicruciana Antiqua) do Dr. Krumm-Heller (1876-1949) – Mestre Huiracocha – foco do nosso estudo.

Muitos argumentam que os ensinamentos do Dr. Krumm-Heller eram antagônicos com do Aleister Crowley, e que não possuíam nenhuma ligação esotérica, principalmente na questão da magia sexual. Mestre Huiracocha revela que uma das chaves da Magia Sexual é a não ejaculação durante o ato mágico. Em seu livro, Logos Mantram Magia, ele afirma: “declaro que, para mim, a vocalização, o uso dos mantras e a oração, mediante o despertar das secreções sexuais, é o único caminho de chegar a meta, e o resto é, infelizmente, uma perda de tempo”. Diante disso, Peter Koenig, classifica o ensinamento do Dr. Krumm-Heller como Gnosticismo Homeopático; e Gnosticismo Ascético do Samael Aun Weor – aonde evita-se ejaculações, mesmo com a sua esposa – e classifica de Gnosticismo Libertino do Crowley, na qual não há qualquer tipo de proibição quanto ao sexo.

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Texto de René Guénon, retirado de uma publicação no blog Rosacruzes.

Já dissemos alhures, que existe um fenômeno que poderíamos chamar de "contra-iniciação", ou seja, uma coisa que se apresentaria como uma iniciação e que até mesmo pode dar a ilusão de ser verdadeiramente uma iniciação, mas que segue o caminho inverso da verdadeira iniciação.

Não obstante, comentamos, que esta designação exige algumas reservas; o fato é, que se tomássemos no sentido estrito, poderíamos criar a crença de uma espécie de simetria, ou por assim dizer de uma equivalência (ainda que no sentido inverso), que, sem duvida, forma parte das pretensões dos que se ligam a aquilo que tratamos aqui, e que não existe e não pode existir na realidade.

Sobre este ponto convém insistirmos especialmente, já que muitos, deixam-se enganar pelas aparências, imaginam que há no mundo duas organizações opostas que disputam a supremacia, concepção errônea que corresponde a aquela, que na linguagem teológica, põe Satã no mesmo nível de Deus, e que, com ou sem razão, se atribui comumente aos Maniqueus.

Esta concepção, conforme assinalaremos em seguida, vem a ser, o mesmo que afirmar uma dualidade radicalmente irredutível, ou em outros termos, negar a Unidade suprema que está além de todas as oposições e antagonismos; uma negação assim, é tema dos mesmos aderentes a "contra-iniciação", e algo que não nos deve surpreender; mas isso mostra ao mesmo tempo que a verdade metafísica, até nos seus princípios mais elementares, é para eles totalmente estranha, e por isso sua pretensão se aniquila sozinho.

Importa-nos assinalar, antes de mais nada, que, em suas próprias origens, a "contra-iniciação" não pode apresentar-se como algo que surgiu de forma independente e autônoma: se houvesse constituído-se espontaneamente, não seria nada mais que uma invenção humana, e não se distinguiria assim da pura e simples "pseudo-iniciação".

Para que seja mais que isso, e de fato ela é, é necessário que, de certo modo, proceda da fonte única que se liga toda a iniciação, e, mais genericamente, a tudo que manifesta em nosso mundo num elemento "não-humano" procedente dela, se manifestando por uma degeneração que chega até a uma "inversão" que constitui aquilo que podemos chamar propriamente de "satanismo". Se vê pois que, de fato, se trata de uma iniciação desviada e desnaturada, e que, por isso mesmo, não tem direito de ser qualificada verdadeiramente de iniciação, posto que não conduz ao fim essencial desta, e inclusive faz distanciar o ser dela em vês de aproxima-lo.

Não basta pois, falarmos aqui de uma iniciação truncada e reduzida a sua parte inferior, como pode ocorrer também em certos casos; a alteração é muito mais profunda; mas há nela, entretanto, como dois estados diferentes num mesmo processo de degeneração. O ponto de partida é sempre uma rebelião contra uma autoridade legítima, e uma pretensão de uma independência que não poderia existir, como tivemos a oportunidade de explicar num outro momento(1); disso resulta imediatamente a perda do contato efetivo com um centro espiritual verdadeiro e, portanto, a impossibilidade de alcançar os estados supra-individuais; e, naquilo que todavia ainda subsiste, o desvio não poderia ir mais que agravando-se seguidamente, passando por graus diversos, para chegar, nos casos extremos, até esta "inversão" da qual acabamos de falar.

Uma primeira conseqüência disto, é que a "contra-iniciação", quaisquer que possam ser as suas pretensões, não é na verdade mais que um beco sem saída, já que é incapaz de conduzir o ser, a mais adiante da condição humana; e é neste estado mesmo, pelo fato de sua "inversão" que a caracteriza, desenvolve modalidades que são as de ordem mais inferiores. No esoterismo islâmico, se diz que quem se apresenta diante de certa "porta", sem ter chegado a ela por uma via normal e legítima, vê esta porta se fechando diante dele, e é obrigado a voltar atrás, porém, não como um simples profano, o que agora adiante é impossível, mas sim como sâher (bruxo ou feiticeiro). Não poderiam ter expressado com maior nitidez sobre aquilo que tratamos.

Outra conseqüência, em conexão com a anterior, é que, ao fazer-se quebrada a conexão com o centro, a "influencia espiritual" se perde; e isto já basta para que mostre, que aqui não trata-se realmente de iniciação, posto que esta, como explicamos anteriormente, está essencialmente constituída pela transmissão desta influência. Não obstante há todavia, algo que se transmite, sem o qual, falaríamos de novo da "pseudo-iniciação" desprovida de toda a eficácia; mas não se trata mais de que uma influência de ordem inferior, "psíquica" e não "espiritual", e que abandonada dessa maneira, sem o controle de um elemento transcendente, toma de certo modo inevitavelmente um caráter "diabólico" (2).

É fácil compreender, entretanto, que esta influencia psíquica pode imitar a influência espiritual em suas manifestações exteriores, ao ponto de aqueles que se detém nas aparências, chegam a equivocar-se à respeito, pois a primeira origina-se na mesma ordem de realidade, na qual se produzem estas manifestações (não se diz proverbialmente, e num sentido comparável a este, que "Satã é o imitador de Deus"?); e que a imitam, poderíamos dizer ainda que da mesma forma, os elementos evocados pelo necromante imitam um ser consciente evocado no outro caminho(3).

Este fato, diga-se de passagem, demonstra que alguns fenômenos idênticos entre si, podem diferir completamente em suas causas profundas; e aqui se acha uma das razões pelas quais convém do ponto de vista iniciático, não conceder nenhum valor a tais fenômenos, porque, quaisquer que fossem, nada podem provar à respeito da questão da pura espiritualidade.

Dito isto, podemos precisar os limites dentro os quais a "contra-iniciação" é suscetível de opor-se a verdadeira iniciação: é evidente que estes limites são os do ser humano com suas múltiplas modalidades; dito de outra maneira, a oposição não pode existir senão no domínio dos "pequenos mistérios", enquanto que o dos "grandes mistérios", que se refere aos estados supra-humanos, está por sua mesma natureza, além de tal oposição, pois este está inteiramente fechado a tudo o que não é conhecido como verdadeiro na iniciação, segundo a ortodoxia tradicional (4).

Ao que se refere aos "pequenos mistérios", haverá, entre a iniciação e a "contra-iniciação", esta diferença fundamental: numa, não será mais que uma preparação para os "grandes mistérios"; na outra, se tornarão forçosamente como um fim em si mesmos, ao estar proibido o acesso aos "grandes mistérios". Entretanto podem ter muitas outras diferencias com um caráter mais específico; mas não entraremos aqui nestas considerações de importância muito secundária, do ponto de vista no qual nos situamos, e que exigiriam um exame detalhado de toda a variedade de formas que pode revestir a "contra-iniciação".

Naturalmente, pode ser que possam constituir-se centros nos quais estarão conectadas as organizações que dependem da "contra-iniciação"; mas se tratará de centros unicamente "psíquicos", e não de centros espirituais, ainda que aqueles possam, em razão do que indicávamos mas acima como ação das influencias correspondentes, tomar mais ou menos, completamente suas aparências exteriores.

Por outra parte, não haveria que surpreender-se de que esses próprios centros, e não somente algumas das organizações que lhes estão subordinadas, possam encontrar-se, em muitos casos, em luta uns com os outros, porque o domínio no qual se situam é aquele no qual todas as oposições se dão em livre curso, quando não são harmonizadas e reconduzidas a unidade pela ação direta de um principio de ordem superior.

Disto resulta que, pelo que concerne as manifestações desses centros ou dos que deles emanam, uma impressão de confusão e de incoerência que não é ilusória; eles não se põem de acordo mais que negativamente, e assim se pode dizer, para uma luta contra os verdadeiros centros espirituais, na medida em que estes se mantenham em um nível que permita que uma luta assim ocorra, ou seja, segundo o que acabamos de explicar, no que se refere ao domínio dos "pequenos mistérios" exclusivamente.

Tudo o que se refere aos "grandes mistérios" está isento de tal oposição; e, com maior razão, o centro espiritual supremo, fonte e principio de toda iniciação, não poderia ser alcançado ou afetado em algum grau por nenhuma luta que fosse (e por isso se lhe chama "inacessível a violência"); isto nos leva a precisar todavia outro ponto que é de uma importância muito particular.

Os representantes da "contra-iniciação" tem a ilusão de opor-se a autoridade espiritual suprema, na qual nada pode opor-se em realidade, pois é bem evidente que então não seria suprema: a supremacia não admite nenhuma dualidade, e uma suposição assim é contraditória em si mesma; mas a ilusão deles vem de que não podem conhecer sua verdadeira natureza.

Podemos ir mais longe: apesar de tudo, sem saber eles estão na realidade subordinados a essa autoridade, do mesmo modo que, como dizíamos precedentemente, tudo está, mesmo que inconsciente e involuntariamente, submetido a Vontade divina, e nada pode subtrair-se disso.

São pois utilizados, por mais que não queiram, na realização do plano divino no mundo humano; jogam nele, como todos os demais seres, o papel que convém a sua própria natureza, mas no lugar de serem conscientes deste papel como o são os verdadeiros iniciados, se enganam a si próprios, e de uma forma que é a pior que a simples ignorância dos profanos, posto que, no lugar de deixar-los de certo modo no mesmo ponto, esta tem por resultado deixa-lo mais longe do centro principal.

Mas, considerando-se as coisas, não com respeito a estes próprios seres, mas sim em relação ao conjunto do mundo, deve dizer que, de igual a todos os demais, eles são necessários no lugar que ocupam, no entanto os elementos desse conjunto, e como instrumentos "providenciais", se diria em linguagem teológica, da marcha do mundo em seu ciclo de manifestação; estão pois, numa última instancia, dominados pela autoridade que manifesta a Vontade divina ao dar a este mundo sua Lei, e que o faz servir apesar disto para seus fins, devendo concorrer necessariamente em todas as desordens parciais da ordem total.

Mesr, 11 Ramadâ 1351 H. [1933].

NOTAS:
(1). Ver a Autorité spirituelle et pouvoir temporel.
(2). Segundo a doutrina islâmica, é pela nefs (a alma) que Shaitan pode prender o homem, enquanto que pela rûh (o espírito), cuja essência é pura luz, está além de seus ataques; é entretanto por isso porque a "contra-iniciação" em nenhum caso poderia tocar o domínio metafísico, que lhe está proibido pelo seu caráter puramente espiritual.
(3). A este respeito a nossa obra sobre L'Erreur spirite. (4). Se nos tem reprovado não haver tido em conta a distinção entre os "pequenos mistérios" e os "grandes mistérios" quando falamos das condições da iniciação; sucede que esta distinção não tem que intervir então, já que considerávamos a iniciação em geral, e que de outra parte não há nela mas que diferentes estados ou graus de uma só e mesma iniciação.
Artigo publicado em "Le Voile d'Isis" e não recopilado posteriormente. Parte do conteúdo foi retomado no Reino da quantidade e os signos dos tempos, cap. XXXVIII.

Se uma Ordem contra-iniciática se aproximasse de você e lhe propusesse filiação, você saberia, à luz desta lição, distingui-la de uma organização séria e identificar os riscos à sua vida?

Imagem publicada originalmente no blog Martinismos no dia 03 de janeiro de 2016.

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Tradução livre da matéria "Pristine Church of the Rose Cross" da Rosicrucian Digest n°2, ano de 2011, disponível ao público, em inglês, neste link.

1467130191Enquanto a Ordem Rosacruz, AMORC, fundada em 1915, é e sempre foi uma organização filosófica não-sectária, iniciática e educativa, o fundador e primeiro Imperator da AMORC, Harvey Spencer Lewis, também foi, ao mesmo tempo, bispo da Igreja Prístina da Rosa Cruz, a qual ele fundou. Esta igreja, cujos Princípios eram principalmente gnósticos, no sentido amplo deste termo, foi criada por H. Spencer Lewis, em São Francisco, no início dos anos 1920.

Inspirada no seu ministro da infância, S. Parkes Cadman, um pioneiro em rádio-igreja em Nova Iorque, H. Spencer Lewis decidiu oferecer serviços religiosos não-sectários em uma estação de rádio em San Francisco. Incluíram um ritual de abertura com sons vocálicos, um programa musical, um discurso altamente informativo, embora curto, seguido de uma sessão de perguntas e respostas e um ritual de encerramento. Esta foi a primeira "Rádio Igreja" no oeste dos Estados Unidos e era extremamente popular.

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Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “There is No Such Thing as Rosicrucian Magick“, realizada por “Jeff Alves”.

Olá caros leitores,

Hoje eu gostaria de estabelecer diferenças entre Rosacruzes e iniciados de outros caminhos. Cada candidato terá, mais cedo ou mais tarde, que se deparar com caminhos mágicos da espiritualidade ocidental. Alguns leitores aqui já estudaram 'magick' e tentaram esses métodos. Magic-k com um 'k' denota a arte esotérica de magia praticada por ocultista. Esta arte geralmente implica que quem a pratica usa rituais ou meios ocultos para manifestar algum tipo de resultado que deve mudar suas vidas, seja levando a ter mais dinheiro ou sucesso... Na verdade alguns vão ter notado que, por vezes, os Rosacruzes, de fato, compartilham práticas semelhantes e rituais até mesmo semelhantes a aqueles que praticam tal caminho mágico. No entanto, temos de deixar claro aqui as diferenças porque:

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ban_mystica_aeterna

Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “Secret Origins of the Rosicrucian Tomb in the King Arthur Tradition“, realizada por "O Outro Lado".

E se o túmulo de Christian Rosenkreutz remontasse a milhares de anos atrás? E se ele realmente existe?

Conforme eu sento e contemplo com os meus amigos alemães, olhamos para os modelos antes de nós e decidimos juntos, sim, é hora de começar seções editoriais dos nossos ensinamentos rosacruzes. Nossa Ordem é um conclave de amigos, agora trabalhando sob as duas últimas remanescentes tradições rosacruzes alemãs a ser encontradas, e nosso objetivo é ajudar a disseminar as maiores raízes europeias da Tradição Rosacruz, e ajudar pessoas a descobrir quão profundo realmente são o alcance das implicações dos admitidos símbolos Rosacruzes e onde encontram-se os sistemas de iniciação contemporânea, nos termos do maior oceano da tradição do mistério da Europa ocidental.

mythic-vaultNo momento eu tenho a opinião que deveríamos nos concentrar em nosso trabalho espiritual com discernimento a respeito de uma perspectiva mais ampla de tais tradições enriquecedoras, em vez de deixar-nos tornar-se sujeito à ideia de que os ensinamentos de qualquer Ordem são perfeitos em si mesmos.

Entretanto, poucas pessoas, em Ordens como Golden Dawn ou AMORC, hoje percebem exatamente onde suas Ordens estão posicionadas dentro dos domínios da Pansofia e Teosofia da Alemanha, e que existe tal posição.

Nossa Ordem, A Mystica Aeterna e sua Ordem Interna: ORMUS, decidiu apresentar esta maior relação, e explicar a hierarquia entre escalas cósmicas, o caminho para Regeneração, e como exatamente as diferentes ordens esotéricas oferecem diversas etapas sobre esta escada de iniciação. Na verdade, pouquíssimas Ordens apresentam todas sob o mesmo teto. A fim de começar esta missão de disseminar o que herdamos aqui na Alemanha, meu primeiro artigo aborda as origens antigas do túmulo Rosacruz de Christian Rosenkreutz.

...continuar lendo "Origens Secretas do Sepulcro Rosacruz na Tradição do Rei Arthur"

Trecho da obra "Uma Aventura entre os Rosacruzes", por Franz Hartmann

1914144_1068870169832143_4458831280862784808_n"Homem algum pode tornar-se membro de nossa pobre Ordem se o seu conhecimento for baseado em dogmas, crenças, credos ou opiniões que tenham sido ensinados por outrem, ou que ele tenha aceito por ouvir dizer ou pela leitura de livros. Esse conhecimento imaginário NÃO é um conhecimento REAL; não podemos saber nada a não ser o que sabemos por nós mesmos, porque isso nós SENTIMENTOS, VEMOS E COMPREENDEMOS. O que é comumente chamado de conhecimento é apenas uma questão de memória. Podemos guardar na memória incontestáveis coisas, que podem ser verdadeiras ou falsas; mesmo que sejam verdeiras, não transmitem um conhecimento real. O verdadeiro conhecimento não pode ser passado de um homem para outro; o homem pode apenas ser guiado ao lugar onde poderá obtê-lo, mas é a ele que cabe apossar-se da verdade, não só intelectualmente, com seu cérebro, mas intuitivamente, com o coração.

Para obtermos o verdadeiro conhecimento devemos sentir a verdade de uma coisa, e compreender que ela é verdadeira, saber o motivo disso; não pode ser de outra forma. Acreditar na veracidade de uma coisa sem ter real conhecimento de sua verdade não passa de superstição; por consequência, todas as cossas especulações científicas, filosóficas e teológicas são fundamentais na superstição e não no real conhecimento. A ciência e o conhecimento de vossos modernos filósofos e teólogos estão continuamente em perigo de serem derrubados por uma nova descoberta que não se combinará com seus sistemas artificiais, porque estes estão construídos com base nas percepções sensórias e na argumentação lógica. A verdade não pode ser subvertida; ela dispensa argumentações e, uma vez percebida pelo poder ESPIRITUAL da percepção e compreendida pela inteligência ESPIRITUAL do homem, emite o conhecimento real a este, e não pode mais ser afastada por polêmicas.

Nossa Ordem, portanto, nada tem a ver com credos, crenças ou opiniões de qualquer espécie. Essas coisas não têm importância para nós; só desejamos o conhecimento real. Se todos fôssemos suficientemente perfeitos para reconhecer todas as verdades por percepção direta, não precisaríamos de livros nem instrumentos; não precisaríamos usar a lógica nem fazer experimentos. Mas se estivéssemos nesse estado de perfeição, não estaríamos aqui, mas no NIRVANA. Do jeito que as coisas são, continuamos a ser homens, embora muito acima do animal intelectual que se costuma denominar homem e que não foi REGENERADO. Ainda usamos nossos livros, temos nossa biblioteca e estudamos as opiniões dos pensadores; mas nunca aceitamos esses livros e opiniões, ainda que provenham do próprio Buda, como guias infalíveis, a menos que recebam o aval de nossa razão e compreensão. Nós os veneramos e deles fazemos uso; eles nos servem, mas nós não o servimos".

Texto publicado originalmente no Círculo Iniciático de Hermes.

sword-1ROSACRUZES E ROSACRUCIANOS
Por René Guénon
Tradução e notas: Fr. Goya (Anderson Rosa)

Uma vez que fomos conduzidos a falar dos Rosacruzes, não será talvez inútil, ainda que este tema se refira a um caso mais particular que a iniciação em geral, agregar a isso algumas correções, já que em nossos dias, este nome de Rosacruz se emprega de uma maneira vaga e freqüentemente abusiva, e se aplica indistintamente a personagens diferentes, entre os quais sem dúvida, muito poucos teriam realmente direito a ele. Para evitar todas essas confusões, parece que o melhor seria estabelecer uma distinção clara entre Rosacruz e Rosacrucianos, de onde este último termo pode receber sem inconveniente uma extensão mais ampla que o primeiro; e é provável que a maioria dos pretensos Rosacruzes, designados comumente como tais, não foram verdadeiramente mais que Rosacrucianos.

Para compreender a utilidade e a importância desta distinção, é mister primeiramente recordar que, como já dissemos em algum momento, os verdadeiros Rosacruzes nunca constituíram uma organização com formas exteriores definidas, e que, a partir do início do século XVII pelo menos, houve não obstante numerosas associações que se podem qualificar de rosacrucianas, o que não quer dizer de modo algum que seus membros foram Rosacruzes; pode-se inclusive estar seguro de que não eram, e isso unicamente pelo fato de que formavam parte de tais associações, o que pode parecer paradoxal e inclusive contraditório à primeira vista, mas que é sem dúvida facilmente compreensível depois das considerações que expusemos anteriormente.

...continuar lendo "Rosacruzes e Rosacrucianos"

ban_mystica_aeterna

Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “The Pansophy Secret Behind Western Initiation”.

Propondo Iniciação Arturiana, Maçônica e Rosacruz como Caminho Único

E Pensamentos no tocante ao Porquê um Mestre do Terceiro Grau Deve Ser um Adepto Independentemente da Tradição

Olá amigos e leitores.

O post de hoje vai deixar as nossas Avaliações Rosacruzes de lado e oferecer algo importante a considerar para todos os líderes e estudantes, como eu acredito haver melhores maneiras para podermos trabalhar em conjunto...

E eu quero dizer em todas as principais formas de iniciação Europeia.

Existem muitos tipos de Ordens e muitos delas parecem oferecer uma iniciação "diferente".

Tem Maçonaria, Rosacruz, Golden Dawn, Martinismo, mas elas são realmente únicas?

A minha convicção é que elas são apenas diferentes em tanto quanto elas divergem do maior sistema ocidental da iniciação. Você vê, desde as suas fundações há um padrão mais universal. Que a maior parte esqueceu.

É bom ter uma variedade de Ordens para escolher. Todo mundo parece ter seu próprio gosto, à procura de certas coisas que o atrai, seja deuses Egípcios, mistérios Cristãos ou Cavalaria. Mas em sua espinha dorsal, eu digo, elas não são tão diferentes, afinal.

Ou seja, não muito diferente quando visto 'corretamente' de acordo com a Pansophia.

Na verdade eu prevejo como a Pansophia pode se tornar popular nos anos futuros.

...continuar lendo "A Secreta Pansophia por trás da Iniciação Ocidental"