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Texto publicado originalmente no blog Rosacruzes no dia 07 de agosto de 2007.

Aquele que misturou a corrente científica com a corrente literária do ocultismo foi Stanislau Guaita, descendente dos marqueses de Guaita, entre os quais se contava um monarca chamado Frederico Barbarruiva; partilhou a sua vicia entre o castelo de Alteville, perto de Deixe (Lorraine), onde nasceu, em 1861, e a sua residência em Paris. No liceu de Nancy, foi condiscípulo de Maurice Barrés, que fez dele o Saint-Phlin dos Desenraizados, e diz: «Amámo-nos e influenciámo-nos um ao outro, numa idade em que se fazem as primeiras escolhas livres» (63).

Os dois amigos, quando eram estudantes de filosofia na aula de Burdeau, liam juntos, todas as noites, Baudelaire. Entregaram-se à química e à medicina, cuidando de camponeses da região. Estanislau de Guaita foi, inicialmente, um poeta simbolista e publicou três colectâneas de poemas: Os Pássaros de Passagem (1881), A Musa Negra (1883) e Rosa Mística (1883). Mas, a 10 de Outubro de 1884, escrevia a Barrés que tinha começado durante o Verão a estudar a Cabala: «Lê os livros de Eliphas Lévi, (o abade Constant) e verás que nada há mais belo do que a Cabala. E eu, que sou bastante forte em química, espanto-me de ver até que ponto os alquimistas era verdadeiros sábios». Aprendeu o hebreu para aprofundar o Zohar, referindo-se à importante glosa de Knorr von Rosenroth, Kabala Denudata, publicada em dois volumes, em Francoforte, no fim do século XVII.

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