astralEntre o mundo físico e os planos superiores, há um plano intermediário que tem por função receber as impressões do plano superior para realizá-las sobre a matéria, da mesma forma que a mão de um artista está encarregada de receber as impressões do cérebro e de fixá-las sobre a matéria. Este plano intermediário entre o princípio das coisas e as próprias coisas é o que chamamos de Plano Astral. Esta é uma região metafísica impossível de ser percebida apenas com a razão.

No mundo divino, as coisas são inicialmente criadas em princípio (em latência, como as ideias). Este princípio passa pelo plano psíquico (outro nome para o plano astral) e aí se manifesta em negativo, de forma que tudo que era luminoso se torna obscuro e vice-versa. Sendo assim, não temos a imagem exata do princípio, mas a modelagem desta imagem, que aparecerá em negativo. Uma vez obtida tal modelagem, a criação “no astral” está terminada. Aí então começa a criação no mundo visível. A forma astral age sobre a matéria e dá origem à sua forma física. O astral não pode mudar os tipos que faz aparecer em seu molde, pois não muda a imagem que reproduz. Para isto, seria necessário a criação de um novo molde e isto só Deus e o homem poderão fazer.

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historia-do-cristianismoO CRISTIANISMO E O CATOLICISMO OU IGREJISMO
(Extraído do Livro: O Ministério do Homem Espírito, de Louis Claude de Saint Martin)

“A principal reprovação que apresento contra eles é que a cada passo, confundem Cristianismo com a Igreja (Catolicismo). Vejo frequentemente, célebres mestres literários atribuírem à religião obras de famosos Bispos que muitas vezes se desviam enormemente do espírito do Cristianismo. Vejo outros num momento, sustentarem a necessidade dos mistérios (sacramentos, etc.) em outro, tentarem explicá-los afirmando, mais uma vez que a demonstração de Tertuliano sobre a trindade pode ser compreendida até pelos mais simples. Vejo como se vangloriam da influência do Cristianismo na poesia, ainda que concordem em alguns casos, que a poesia se alimente do erro! Vejo como se desorientam com relação aos números rejeitando, com razão, as especulações fúteis que emergiram do abuso desta ciência, afirmando que o três não é engendrado, que segundo a expressão atribuída à Pitágoras, este número deve existir sem uma mãe, enquanto que a geração de nenhum número é mais evidente que a geração do número três; o dois é claramente sua mãe, em todas as ordens, natural, intelectual ou Divina; a diferença é que na ordem natural, esta mãe engendra a corrupção, assim como o pecado engendrou a morte; na ordem intelectual, engendra variabilidade, como podemos observar pela instabilidade de nossos pensamentos; na ordem Divina, engendra a fixidez, com é reconhecida na Unidade Universal. Em resumo, apesar do brilhante efeito que suas obras possam produzir, não consigo encontrar aquele alimento substancial que a inteligência exige, a saber, o verdadeiro espírito do Cristianismo, encontro, sim, o espírito do Catolicismo. Ora, o verdadeiro Cristianismo é anterior, não só ao Catolicismo, mas ao próprio nome Cristianismo que não é encontrado nos Evangelhos, embora o espírito deste nome esteja bem claramente expressado e consiste, de acordo com João (I.12) no poder de se tornarem filhos de Deus ; o espírito dos filhos de Deus, ou dos Apóstolos de Cristo, que acreditaram nele, é mostrado, segundo Marcos (XVI. 20) pelo Senhor agindo com eles e confirmando a Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.Neste ponto de vista, estar verdadeiramente no Cristianismo, seria estar unido com o Espírito do Senhor e ter completado ou consumado nossa aliança com Ele. A este respeito, o verdadeiro caráter do Cristianismo não seria tanto o de se tornar uma religião e sim o de ser um termo e ponto de repouso de todas as religiões e de todos aqueles laboriosos caminhos pelos quais a fé dos homens e suas necessidades de serem purificados de suas manchas, os obrigam a caminhar diariamente. É notável que, em todos os quatro Evangelhos, fundados no Espírito do verdadeiro Cristianismo, a palavra religião não é encontrada nem uma só vez; e nos escritos dos Apóstolos, que completaram o Novo Testamento é encontrada somente cinco vezes. A primeira vez que a palavra religião aparece é em “Atos dos Apóstolos” (XXVI.5 [da versão inglesa; também, Gl.I.13,14]) quando se fala da religião judaica. A segunda vez é em Colossenses (II.18) quando o Apóstolo casualmente condena o culto aos anjos. Na terceira e quarta vez, aparece em São Tiago (I.26,27) onde ele diz simplesmente: “Se alguém pensa ser religioso, mas não refreia a sua língua, antes se engana a si mesmo, saiba que a sua religião é vã”, e “A religião pura e sem mácula diante de Deus, nosso Pai, consiste nisto: em assistir os órfãos e as viúvas em suas tribulações e em guardar-se livre da corrupção do mundo”; estes são exemplos em que o Cristianismo parece se inclinar mais à sua sublimidade Divina ou condição de repouso, do que se revestir daquilo que costumamos chamar de religião. Portanto, há diferenças entre Cristianismo e Catolicismo: Cristianismo nada mais é do que o espírito de Jesus Cristo em sua amplitude, depois que este terapeuta Divino escalou todos os passos de sua missão, que teve início com a queda do homem, quando prometeu que a semente da mulher esmagaria a cabeça da serpente. O Cristianismo é o complemento da pregação de Melchisedek; é a alma do Evangelho; o Cristianismo faz com que as águas vivas, de que as nações têm tanta sede, circulem no Evangelho. O Catolicismo (a Igreja), ao qual pertence o título de religião, é uma espécie de esforço e tentativa de se chegar ao Cristianismo. O Cristianismo é a religião da emancipação e da liberdade, o Catolicismo é apenas o seminário do Cristianismo, a região das regras e disciplina para o neófito. O Cristianismo enche toda a terra com o Espírito de Deus. O Catolicismo enche apenas uma parte do globo embora se intitule universal.

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Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “Secret Tarot Atribuitions of the German Rosicrucians Part 1” realizada por Jeff Alves.

Há alguns meses atrás eu apresentei um pequeno vislumbre da Pansofia dos Rosacruzes. Alguns dos meus bons amigos do S.O.M.A chegaram a ver pela primeira vez uma chave importante que fiz entre duas cartas de Tarô. Ao mudar a ordem dessas duas cartas desta forma você também mudará as suas posições na Árvore da Vida e os caminhos a elas associados. As duas cartas a serem comutadas são a Estrela e a Lua.

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A troca foi feita devido às palavras vindas de meu mentor na Alemanha, que me pediu para examinar as associações e garantir que "o casal real se reúnem em Reconciliação".

Sim, ele me deixou pendurado com apenas essa declaração e, embora frustante, ela me conduziu à chave para desvendar uma série de ricos e ainda escondidos ensinamentos que pertencem à uma visão alquímica da Kabbalah, anteriormente pouco falada fora do círculo Rosacruz que se formou em torno de Gustav Meyrink.

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 16 Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas.

Comentário: O Sol que é o masculino, ou Yang, e a Lua que é feminino, ou Yin. A Lua diminuiu sua luz original e assim teve uma influência qlifótica, atraindo homens na noite para seus desejos inconscientes. A loucura é provocada por ela, a Lua, e os desejos sensuais e contatos com demônios se devem a ela, ou a sua modificação, uma vez que de início, segundo uma certa tradição, estaria unida ao Sol. Adão depois terá uma relação com esses espíritos lunares (demônio feminino Lilith). Por isso que nasceram seres espirituais negativos tanto antes de conhecer Eva, como depois, onde ficou Adão 130 anos sem ela, quando da morte de Abel. O que a tradição ocultista chama de criação de súcubos. Estrela é uma faculdade virtual.

17 E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra,

Comentário: A expansão etérea para que se espalhasse a Inteligência (Nous).

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Estudo ocultista sobre o Genesis
Comentários com chaves ocultas, cabalísticas e gnósticas

Introdução

capa light biblia e misticismoNo presente artigo há um estudo e comentário dos versículos do livro inicial da Bíblia, de acordo com concepções cabalísticas, gnósticas, teosóficas e místicas. Assim fiz uso de autores que traduziram novamente o hebraico, para conquistar o real significado da língua hebraica, base da Torá (Bereshit), livro original. Ademais, livros como o Zohar e Sepher Yetzirah foram também fundamentais, como outros da mística judaica, O Tanya, Bahir etc e mesmo da mística cristã, como aqueles provenientes do Martinismo e da já citada gnose. Assim esse trabalho, como o que já vinha ocorrendo, se desenvolve numa ótica diferente das religiões, da teologia e mais ainda da ciência oficial, se aproximando mais da ciência oculta. Aqui é um caminho onde o leitor ou leitora encontrará alguma tradução dos textos que antes achava meras histórias sem sentido. Assim personagens nunca existiram como homens, mas sim forças cósmicas e características psíquicas ou espirituais. O desenrolar da evolução é assim traçado, e isso sob ponto de vista espiritual. Um mundo mental ou potencial é antes Criado, e as coisas surgem da relação entre o Infinito (En Sof) e o finito, ou as esferas da árvore da vida cabalística, cujas sete esferas abaixo do Grande Rosto representam os sete dias da Criação. Há ademais a relação do macrocosmo e do microcosmo, do universo e do centro da obra divina, o homem. Descubra aqui a sabedoria de quem escreveu a Bíblia. Boa leitura.

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estudo-documentos-relatc3b3rios-e-legislac3a7c3a3o1. Escolher sempre um centro para onde a oração (qualquer que seja o culto) seja praticada.

2. Lembrar-se que os verdadeiros mestres não escrevem livros, e colocam a simplicidade e a humildade acima de qualquer ciência. Desconfiar dos pontífices e homens que se dizem perfeitos.

3. Não alienar jamais a liberdade por um juramento que prenda o indivíduo a um clero, mesmo que seja numa sociedade secreta. Somente Deus tem o direito de receber um juramento de obediência passiva.

4. Lembrar-se que todo poder invisível vem do Cristo, Deus vindo em carne em todos os planos, e não entrar nunca no invisível, em relação com um ser astral ou espiritual, sem confessar ao Cristo esse desejo. Não procurar “poderes” especiais; esperar que o céu nos dê, caso sejamos dignos.

5. Não julgar nunca as ações dos outros, nem condenar o próximo.

6. Ter a certeza de que o homem não é jamais abandonado pelo céu, mesmo nos momentos de negação e dúvida, e que estamos no plano físico para benefício dos outros e não nosso.

7. Lembrar-se que a purificação física pelo regime é uma infatilidade, se não for apoiada pela purificação astral, pela caridade, pelo silêncio, e pela purificação espiritual, procurando não pensar ou falar mal das pessoas ausentes. Lembrar-se sempre que a oração, que dá a paz no coração, é preferível a qualquer tipo de magia, que só cria o orgulho.

Que o estudante medite esses conselhos e que não faça nenhum ato importante sem rogar o apoio do céu. Verá mais tarde que estávamos certos ao preveni-lo desde o início.

PAPUS. Tratado de Ciências Ocultas – Volume 2

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bibliaEquívocos

Eu estava vendo alguns vídeos na rede e me surpreendeu um certo ministro de igreja, ou de seita, que dizia que católicos, judeus e outros não seguiam a Bíblia, mas outros livros. Esse absurdo era pouco explicado, mas na sua oratória de enrolação e cara de intelectual (o homem usava óculos...), ele continuava com o disparate e defendia uma espécia de bibliolatria. Claro que Judeus tem sua fonte primeira na Torá, que seria o Antigo Testamento (ou Tanach), e Católicos tem a Bíblia como central, apenas a interpretando no Catecismo e tendo ainda a teologia com contribuição de filósofo Tomás de Aquino, mas são interpretações. O mesmo se diga do Talmud e Midrash, que são interpretações e releituras da Bíblia Hebraica, e não livros que substituem a Torá, como disse o referido ministro religioso. Também o Zohar comenta a Bíblia, mas esse em sentido místico ou da cabala. Mas ele não tocou no lado esotérico desse livro, e assim cairia a carapuça dos ataques.

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