Imagem publicada originalmente no blog Martinismos no dia 03 de janeiro de 2016.

12341296_1518913748401679_4981054235779336203_nSe parece provável que Saint-Martin tinha uma atração natural pela oração, é bem possível que essa tendência tivesse sido desenvolvida por seu trabalho de Elu Cohen. Com efeito, essa preocupação aparece desde os seus primeiros passos no caminho Cohen e seu "Livro Vermelho" o caderno onde o jovem iniciado anotava suas reflexões, testemunha isso em numerosas passagens: "Purifica teu corpo, e em seguida apresenta-o à prece; o resto se fará naturalmente e este é todo o segredo". Um outro texto, da época em que Saint-Martin era um Elu-Cohen ativo, evidencia esse interesse. Saint-Martin explica: "A prece é o verdadeiro alimento da alma, é quando ela coloca principalmente em ação todas as suas faculdades; também é dela que ele retira suas maiores forças e toda evidência da luz . O estado da alma na oração é um combate em que ela se despoja de tudo que lhe seja estranho, para se renovar com toda pureza, claridade e sublimidade de sua natureza".

...continuar lendo "A Prece, segundo Saint-Martin"

14225472_1591954451107246_2542996211268996112_nEu me deparei recentemente com uma afirmação em relação ao Martinismo que diz mais ou menos que Louis Claude de Saint-Martin (LCdSM) abandonou a "Via Operativa" em favor de de um "misticismo interno" mais seguro. Eu gostaria de responder a esta declaração e ajustá-la ao registro correto sobre o nosso querido Filósofo Desconhecido e seus métodos. LCdSM deu a impressão de ter abominado o "cerimonialismo por mero motivo de cerimonialismo", mas isso não significa que ele abandonou o caminho teúrgico. Na verdade, LCdSM era tão avançado teurgo que já não possuía qualquer necessidade de operações cerimoniais externas, preferindo internalizar as operações dos Elus Cohen, sob a Máxima: "Assim como é em cima é embaixo". O que LCdSM coloca através de suas muitas publicações é que o tempo consumido para o trabalho Elus Cohen era desnecessário quando o operador poderia internalizar as operações dentro de sua própria psique/arquétipo Superior e, de fato, torná-los mais potentes sem quaisquer sinos e cheiros, espadas onduladas ou incenso especial. A Via Cardíaca não é misticismo, mas sim uma via de operações teúrgicas internalizadas, reconhecendo que todas as forças em todo o universo estão contidas dentro do ser do operador, o que faz com que o cerimonialismo externo fique obsoleto. Eu afirmo que a "Via Cardíaca" não é simplesmente um método inferior ou a contraparte externa que prepara para a magia teúrgica operativa dos Elus Cohen, mas sim é a própria evolução de tal método e não deve, de forma alguma, ser visto como sendo um corpo exterior para todas as "ordens internas", como os Elus Cohen. LCdSM foi o destinatário de uma transmissão muito potente e antiga que na verdade nasceu antes mesmo do movimento de Pasqually. Então, em suma, muitas destas Ordens Martinistas que têm "ordens internas" que consistem na reconstituição dos Elus Cohen erram o alvo de muitas maneiras. O Martinismo adequado é visto apenas como um trampolim, quando deveria ser visto como um herdeiro legítimo da antiga Rosa-Cruz do Oriente. Não faça do Martinismo "a pedra que os construtores rejeitaram". O Martinismo, ou seja, os graus de Associado até Livre Iniciador, É a verdadeira ordem interna. Quantos de nós têm negligenciado as formas e ensinamentos de nosso querido Filósofo Desconhecido a fim de orar incessantemente durante 6 horas quando na verdade deveríamos estar orando internamente a cada segundo de nossa vida?

"Tradução livre de texto publicado na página 'Martinism'".

Texto de autoria da Matriarca Expectante Ischaia publicado originalmente em Igreja Expectante no dia 06 de julho de 2015.

thoth 2O poeta e compositor brasileiro Vinicius de Moraes escreveu em uma de suas letras.
O homem que diz "dou", não dá! Porque quem dá mesmo não diz!
O homem que diz "sou", não é! Porque quem é mesmo não diz!

Vez por outra aparecem por aí pessoas se dizendo isso e aquilo, se apresentando como representantes da Tradição, e até se auto-enaltecendo como portadores da Sucessão Apostólica do Patriarca Thoth...

Thoth consagrou, sim, pessoas que em um determinado momento pareciam ser dignas dessas consagrações, mas que logo resvalaram nas cascas de bananas da vaidade, orgulho, falta de lealdade e amor à Obra. Outros não chegaram a tanto, mas se fizeram adormecidos.

Orai e Vigiai, Irmãos, pois Thoth NÃO consagrou em Templo, não investiu nem revestiu, não deu bênção alguma ou algo semelhante a quem quer que seja FORA DOS RITUAIS DA IGREJA EXPECTANTE OU D'A GRANDE ORDEM DOS CAVALEIROS DE PHILIPPE DE LYON.

Portanto, qualquer certificado, diploma, certidão, bula, patente que não seja das duas Ordens mencionadas, que não possua registro com data, local, número da página de lavratura em Ata não é legal nem legítimo, como também não é reconhecido.

Saúde.'.Paz.'.União.'.
Que a Paz esteja com todos os seres.
Ischaïa
Matriarca Expectante

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Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “Secret Origins of the Rosicrucian Tomb in the King Arthur Tradition“, realizada por "O Outro Lado".

E se o túmulo de Christian Rosenkreutz remontasse a milhares de anos atrás? E se ele realmente existe?

Conforme eu sento e contemplo com os meus amigos alemães, olhamos para os modelos antes de nós e decidimos juntos, sim, é hora de começar seções editoriais dos nossos ensinamentos rosacruzes. Nossa Ordem é um conclave de amigos, agora trabalhando sob as duas últimas remanescentes tradições rosacruzes alemãs a ser encontradas, e nosso objetivo é ajudar a disseminar as maiores raízes europeias da Tradição Rosacruz, e ajudar pessoas a descobrir quão profundo realmente são o alcance das implicações dos admitidos símbolos Rosacruzes e onde encontram-se os sistemas de iniciação contemporânea, nos termos do maior oceano da tradição do mistério da Europa ocidental.

mythic-vaultNo momento eu tenho a opinião que deveríamos nos concentrar em nosso trabalho espiritual com discernimento a respeito de uma perspectiva mais ampla de tais tradições enriquecedoras, em vez de deixar-nos tornar-se sujeito à ideia de que os ensinamentos de qualquer Ordem são perfeitos em si mesmos.

Entretanto, poucas pessoas, em Ordens como Golden Dawn ou AMORC, hoje percebem exatamente onde suas Ordens estão posicionadas dentro dos domínios da Pansofia e Teosofia da Alemanha, e que existe tal posição.

Nossa Ordem, A Mystica Aeterna e sua Ordem Interna: ORMUS, decidiu apresentar esta maior relação, e explicar a hierarquia entre escalas cósmicas, o caminho para Regeneração, e como exatamente as diferentes ordens esotéricas oferecem diversas etapas sobre esta escada de iniciação. Na verdade, pouquíssimas Ordens apresentam todas sob o mesmo teto. A fim de começar esta missão de disseminar o que herdamos aqui na Alemanha, meu primeiro artigo aborda as origens antigas do túmulo Rosacruz de Christian Rosenkreutz.

...continuar lendo "Origens Secretas do Sepulcro Rosacruz na Tradição do Rei Arthur"

Texto publicado originalmente no blog Rosacruzes no dia 28 de maio de 2016.

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Já falamos anteriormente a respeito de alguns dos diversos ramos e linhagens Martinistas na atualidade. Estudamos as principais diferenças e ligações que cada uma delas têm com as demais, assim como sua forma de trabalho e material de estudo.

Conseguimos assim ter um panorama mesmo que parcial, de um grande cenário dessas ordens, linhagens, Iniciadores para nos situarmos melhor em nossa caminhada. Vimos também exemplos claros de “contra iniciação” propagados na atualidade tantos outros que utilizam nome da Ordem para benefício próprio unicamente, linhagens apenas de fachada e verdadeiras arapucas que tiram o sincero buscador da senda da Iluminação.

Apesar do “estudo das linhagens” não ser um tópico oficial dentro do estudo martinista - por considerarmos irrelevantes as diferentes siglas que cada uma carrega e por haver trabalho mais sério a ser realizado, interna e externamente pelo martinista – com intuito de instruir nossos Irmãos quanto a história do Martinismo, vamos continuar com estudo das linhagens que, dentro de duas ou três reuniões findaremos.

...continuar lendo "Dário Vellozo e o fim de sua Linhagem Martinista"

Image18 (2)Texto publicado originalmente no Boletim das Ciências Antigas, publicação da Sociedade das Ciências Antigas, em seu volume II, edição XIV, de junho de 2011. Você pode conferir o Boletim completo clicando aqui.

Setembro de 1947

Querida Irmã, Querido Irmão,

Quando, em janeiro de 1946, o Irmão Augustín Chaboseau me designou para sucedê-lo na Presidência da Ordem Martinista Tradicional, nomeação referendada pelos membros do Supremo Conselho, e fui chamado a ocupar este cargo, me vieram à mente algumas perguntas.

Naquela época, as afastei temporariamente para tentar por em marcha esta Ordem que, há que dizê-lo, começava de novo. Os ataques de que fui objeto, assim como o apoio moral com os quais me deparei, me levaram a perseverar naquilo que alguns quiseram chamar “uma missão”.

Desde essa data, a própria vida da O.M.T. com suas dificuldades, tanto materiais como morais, me obrigaram a reconsiderar a questão fundamental que tinha afastado, que não só é a da existência de uma Obediência, de uma Ordem Martinista, mas também da pró- pria função de Grão Mestre da Ordem.

O resultado destas reflexões é o que submeto a vossas meditações.

...continuar lendo "Carta de Demissão de Jean Chaboseau como Grão Mestre da Ordem Martinista Tradicional"

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Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “The Pansophy Secret Behind Western Initiation”.

Propondo Iniciação Arturiana, Maçônica e Rosacruz como Caminho Único

E Pensamentos no tocante ao Porquê um Mestre do Terceiro Grau Deve Ser um Adepto Independentemente da Tradição

Olá amigos e leitores.

O post de hoje vai deixar as nossas Avaliações Rosacruzes de lado e oferecer algo importante a considerar para todos os líderes e estudantes, como eu acredito haver melhores maneiras para podermos trabalhar em conjunto...

E eu quero dizer em todas as principais formas de iniciação Europeia.

Existem muitos tipos de Ordens e muitos delas parecem oferecer uma iniciação "diferente".

Tem Maçonaria, Rosacruz, Golden Dawn, Martinismo, mas elas são realmente únicas?

A minha convicção é que elas são apenas diferentes em tanto quanto elas divergem do maior sistema ocidental da iniciação. Você vê, desde as suas fundações há um padrão mais universal. Que a maior parte esqueceu.

É bom ter uma variedade de Ordens para escolher. Todo mundo parece ter seu próprio gosto, à procura de certas coisas que o atrai, seja deuses Egípcios, mistérios Cristãos ou Cavalaria. Mas em sua espinha dorsal, eu digo, elas não são tão diferentes, afinal.

Ou seja, não muito diferente quando visto 'corretamente' de acordo com a Pansophia.

Na verdade eu prevejo como a Pansophia pode se tornar popular nos anos futuros.

...continuar lendo "A Secreta Pansophia por trás da Iniciação Ocidental"

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martinismoTexto do Irmão Monte Cristo, publicado originalmente em Hermanubis Martinista.

Não é raro recebermos e-mails de amados irmãos se dizendo interessados em ingressar em uma Ordem Martinista e para tanto solicitando do grupo Hermanubis razões e motivos suficientes que os convençam de realmente se afiliarem ou de receberem uma iniciação. É claro que o nosso papel não é convencer ninguém a ser ou deixar de ser Martinista, esta é uma decisão pessoal e íntima, nestes casos nós costumamos responder aos interlocutores com os 10 motivos para não serem Martinistas. Este texto reproduzimos abaixo:

1)Você está preparado e o "mestre" ainda não apareceu diante de seus olhos para lhe revelar todos os segredos do Universo? Então o Martinismo não é a sua melhor escolha. Em nossa fraternidade não há "gurus" nem lideres infalíveis, não defendemos nenhum dogma religioso. Para o Martinista o Mestre está dentro de si mesmo, pois somos todos filhos de um mesmo Pai;

...continuar lendo "10 Motivos para não ser um Martinista"

f235cb8b52bf4e343e2136a4189a99a1Série O Plano Astral e o Ocultismo. Posts anteriores: 1. O Plano Astral e o Ocultismo.

A maioria dos estudantes de ocultismo tem uma única meta em mente: o manejo das forças ocultas, invisíveis. Além disso, querem chegar de forma rápida e sem perigos a aquisição de tais “poderes”. Uns querem praticar viagens astrais, outros impor a sua vontade aos outros e há ainda os que desejam soltar bolas de fogo, curar doenças até então incuráveis ou ressuscitar os mortos através de algumas palavras. Podemos ainda acrescentar ao nosso Ocultismo atual as brigas acadêmicas, as invejas individuais, os pequenos golpes baixos íntimos, as verdades absolutas e inúmeras outras paixões que agitam este meio.

As forças invisíveis existem? Será que realmente o homem pode manejar as forças ocultas da natureza ou de sua própria constituição? O manejo ocorre de forma igual para todos os homens? Basicamente, neste segunda parte da série sobre o Plano Astral, é o que iremos buscar refletir e discutir.

Existe realmente uma força invisível? Pensemos bem. Estamos sobre a Terra. Ao nosso redor temos as árvores, os vegetais, os animais, a água, o solo, o ar, dentre diversas outras coisas. No céu, os astros se movem. O Sol passa através do Zodíaco, a Lua gira à nossa volta, os planetas também seguem seu curso no céu e vemos as constelações levantarem e descerem. A Terra gira em torno do Sol e este também, com sua comitiva de planetas, em torno do centro de nossa galáxia. Além disto, temos as forças físicas e os fenômenos químicos… Enfim, há lugar para uma força invisível no Universo?

...continuar lendo "As Possibilidades Humanas – Parte 2"