Trecho da obra "Novela Rosa-Cruz" (1927) [i] de Mestre Huiracocha. Este trecho específico foi enviado por nosso leitor, Acauã Silva, que o traduziu e adaptou. Os leitores do blog podem solicitar que seus textos sejam publicados no Alvorecer. Para isto, basta enviar email para contato@oalvorecer.com.br com seu artigo e iremos analisá-lo para, se aprovado, posterior publicação. 

O Rosa-cruz deve ser sonhador, idealista, refinadamente um artista. O verdadeiro Rosa-cruz será pintor, músico, poeta ainda que não saiba manejar pincéis, piano ou não saiba rimar. O Rosa-Cruz deve refinar seus sentidos e sentimentos e só o consegue cultivando com afinco os estudos herméticos. Enquanto as condições fisiológicas ou psicológicas forem diferentes o nosso poder de percepção será diferente. Por isso, do ponto de vista psicológico, o músico e o pintor são especialistas.

Mas nem por isso será um mago e nem chegará ao Plus Ultra, se não domina a paixão material, enquanto não matar seu ego animal (que se opõem ao Ego Íntimo). Temos, portanto, três categorias de seres: os insensíveis, os hipersensíveis e o meio-termo. Existem ainda os impressionáveis que surgem em certas ocasiões, mas não há nenhum que não tenha sentido a excitação sexual, o desejo de possuir uma mulher. Até os eunucos, os hermafroditas têm momentos, ainda que passageiros, em que desejam uma mulher.

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