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Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “Secret Origins of the Rosicrucian Tomb in the King Arthur Tradition“, realizada por "O Outro Lado".

E se o túmulo de Christian Rosenkreutz remontasse a milhares de anos atrás? E se ele realmente existe?

Conforme eu sento e contemplo com os meus amigos alemães, olhamos para os modelos antes de nós e decidimos juntos, sim, é hora de começar seções editoriais dos nossos ensinamentos rosacruzes. Nossa Ordem é um conclave de amigos, agora trabalhando sob as duas últimas remanescentes tradições rosacruzes alemãs a ser encontradas, e nosso objetivo é ajudar a disseminar as maiores raízes europeias da Tradição Rosacruz, e ajudar pessoas a descobrir quão profundo realmente são o alcance das implicações dos admitidos símbolos Rosacruzes e onde encontram-se os sistemas de iniciação contemporânea, nos termos do maior oceano da tradição do mistério da Europa ocidental.

mythic-vaultNo momento eu tenho a opinião que deveríamos nos concentrar em nosso trabalho espiritual com discernimento a respeito de uma perspectiva mais ampla de tais tradições enriquecedoras, em vez de deixar-nos tornar-se sujeito à ideia de que os ensinamentos de qualquer Ordem são perfeitos em si mesmos.

Entretanto, poucas pessoas, em Ordens como Golden Dawn ou AMORC, hoje percebem exatamente onde suas Ordens estão posicionadas dentro dos domínios da Pansofia e Teosofia da Alemanha, e que existe tal posição.

Nossa Ordem, A Mystica Aeterna e sua Ordem Interna: ORMUS, decidiu apresentar esta maior relação, e explicar a hierarquia entre escalas cósmicas, o caminho para Regeneração, e como exatamente as diferentes ordens esotéricas oferecem diversas etapas sobre esta escada de iniciação. Na verdade, pouquíssimas Ordens apresentam todas sob o mesmo teto. A fim de começar esta missão de disseminar o que herdamos aqui na Alemanha, meu primeiro artigo aborda as origens antigas do túmulo Rosacruz de Christian Rosenkreutz.

...continuar lendo "Origens Secretas do Sepulcro Rosacruz na Tradição do Rei Arthur"

[The Kybalion's New Clothes: An Early 20th Century Text's Dubious Association with Hermeticism, de autoria de Nicholas E. Chapel, publicado por Journal of the Western Mystery Tradition, n° 24, vol. 3, Vernall Equinox 2013, disponível em < http://www.jwmt.org/v3n24/chapel.html>. Traduzido por Lucas Moraes. Tradução autorizada pelo autor]

O Caibalion, publicado em 1912 pelo pseudônimo Três Iniciados, é amplamente considerado como um clássico do esoterismo do século XX. O trabalho consiste em aforismos a partir de um texto de mesmo nome, bem como extensos comentários sobre estes. Ele descreve sete princípios ou leis universais "sobre as quais," afirma, "toda a Filosofia Hermética é baseada."1 Uma boa compreensão e aplicação dessas leis, de acordo com o texto, permitirá que um indivíduo alcance o autodomínio.

Já se reconhece amplamente hoje que O Caibalion, tanto como uma coleção de aforismos quanto de comentários subsequentes, foi um produto de um movimento do final do séc. XIX e início do século XX, o movimento do Novo Pensamento, e foi provavelmente escrito individualmente por William Walker Atkinson. Apesar da aceitação generalizada desta posição, no entanto, a associação auto-proclamada do Caibalion com Hermetismo tem sido em grande parte incontestada. Philip Deslippe, em sua introdução à edição Penguin/Tarcher de O Caibalion[1], tem muito a dizer sobre o contexto do Novo Pensamento, do qual o trabalho emergiu, e trás convincentes argumentos sobre a autoria de Atkinson, mas, ao mesmo tempo, ele entusiasticamente promove O Caibalion como um herdeiro da tradição hermética, afirmando que ele "criou uma ponte entre os mundos ocultos dos séculos XIX e XX, amalgamando ensinamentos esotéricos e organizando-os de tal forma que iriam inspirar de maneira única um vasto e diversificado grupo de buscadores, até os dias de hoje."2 Enquanto o último pode ser verdade, quando afirma que O Caibalion é um exemplo de filosofia hermética, ou mesmo um herdeiro da mesma, ele pisa em um terreno consideravelmente mais frágil. Certamente, O Caibalion está firmemente arraigado na tradição esotérica ocidental. No entanto, estaria ele realmente em consonância com o domínio específico do Hermetismo? Este estudo realiza uma análise crítica do pensamento de O Caibalion em comparação e em contraste com o pensamento Hermético antigo e moderno, a fim de responder a esta pergunta. Além disso, apesar da associação do Caibalion com o Novo Pensamento não ser de forma alguma novidade, as análises detalhando os pontos em comum entre os dois campos têm sido, até agora, em grande parte de natureza superficial. Assim, um dos objetivos deste estudo é ilustrar também mais claramente as formas nas quais O Caibalion evidencia a doutrina do Novo Pensamento, e situá-las de forma adequada dentro deste contexto. E então, com O Caibalion situado em seu adequado quadro histórico, proceder-se-á o estudo para avaliar a conexão do Caibalion, ou falta dela, com o Hermetismo enquanto corrente histórica.

...continuar lendo "A Nova Roupa do Caibalion: Associação duvidosa de um texto do início do Séc. XX com o Hermetismo"

f235cb8b52bf4e343e2136a4189a99a1Série O Plano Astral e o Ocultismo. Posts anteriores: 1. O Plano Astral e o Ocultismo.

A maioria dos estudantes de ocultismo tem uma única meta em mente: o manejo das forças ocultas, invisíveis. Além disso, querem chegar de forma rápida e sem perigos a aquisição de tais “poderes”. Uns querem praticar viagens astrais, outros impor a sua vontade aos outros e há ainda os que desejam soltar bolas de fogo, curar doenças até então incuráveis ou ressuscitar os mortos através de algumas palavras. Podemos ainda acrescentar ao nosso Ocultismo atual as brigas acadêmicas, as invejas individuais, os pequenos golpes baixos íntimos, as verdades absolutas e inúmeras outras paixões que agitam este meio.

As forças invisíveis existem? Será que realmente o homem pode manejar as forças ocultas da natureza ou de sua própria constituição? O manejo ocorre de forma igual para todos os homens? Basicamente, neste segunda parte da série sobre o Plano Astral, é o que iremos buscar refletir e discutir.

Existe realmente uma força invisível? Pensemos bem. Estamos sobre a Terra. Ao nosso redor temos as árvores, os vegetais, os animais, a água, o solo, o ar, dentre diversas outras coisas. No céu, os astros se movem. O Sol passa através do Zodíaco, a Lua gira à nossa volta, os planetas também seguem seu curso no céu e vemos as constelações levantarem e descerem. A Terra gira em torno do Sol e este também, com sua comitiva de planetas, em torno do centro de nossa galáxia. Além disto, temos as forças físicas e os fenômenos químicos… Enfim, há lugar para uma força invisível no Universo?

...continuar lendo "As Possibilidades Humanas – Parte 2"

astralEntre o mundo físico e os planos superiores, há um plano intermediário que tem por função receber as impressões do plano superior para realizá-las sobre a matéria, da mesma forma que a mão de um artista está encarregada de receber as impressões do cérebro e de fixá-las sobre a matéria. Este plano intermediário entre o princípio das coisas e as próprias coisas é o que chamamos de Plano Astral. Esta é uma região metafísica impossível de ser percebida apenas com a razão.

No mundo divino, as coisas são inicialmente criadas em princípio (em latência, como as ideias). Este princípio passa pelo plano psíquico (outro nome para o plano astral) e aí se manifesta em negativo, de forma que tudo que era luminoso se torna obscuro e vice-versa. Sendo assim, não temos a imagem exata do princípio, mas a modelagem desta imagem, que aparecerá em negativo. Uma vez obtida tal modelagem, a criação “no astral” está terminada. Aí então começa a criação no mundo visível. A forma astral age sobre a matéria e dá origem à sua forma física. O astral não pode mudar os tipos que faz aparecer em seu molde, pois não muda a imagem que reproduz. Para isto, seria necessário a criação de um novo molde e isto só Deus e o homem poderão fazer.

...continuar lendo "O Plano Astral e o Ocultismo – Parte 1"

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Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “Are The Rosicrucians Really Christians?” realizada por Jeff Alves.

Vamos esclarecer o assunto de uma vez por todas: São os Rosacruzes Cristãos ou Não?

Depois de anunciar a minha intenção de analisar todas as Ordens Rosacruzes no meu último post no blog, alguns objetivos também foram claramente definidos, a fim de concluir o processo. O primeiro desses objetivos é determinar a verdadeira natureza da Ordem Rosacruz. Afinal como é que alguém pode esperar avaliar claramente as diversas linhagens sem ter algum tipo de fator de medição através do qual poderá julgá-los?

Apenas para recapitular, vou analisar cada ordem, premiá-las com uma classificação por estrelas e um sistema de pontos, baseados em seus méritos, ensinamentos e espírito de comunidade. Elas estão indo para serem colocadas sob o microscópio.

JUDGEMENT-DAY (1)

Temos que retornar às fontes originais que inspiram o movimento, particularmente os manifestos Rosacruzes do início de 1600 em diante. Diversos símbolos e ordens podem provar sua validade indo para 1700, numa época em que a alquimia ainda era praticada e os ideais Rosacruzes originais ainda estavam frescos em suas mentes europeias. Hoje o que vamos focar é um argumento frequentemente aquecida, a respeito do verdadeiro núcleo dos ensinamentos Rosacruzes; são os Rosacruzes realmente cristãos?

...continuar lendo "São os Rosacruzes Realmente Cristãos?"

 16 Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas.

Comentário: O Sol que é o masculino, ou Yang, e a Lua que é feminino, ou Yin. A Lua diminuiu sua luz original e assim teve uma influência qlifótica, atraindo homens na noite para seus desejos inconscientes. A loucura é provocada por ela, a Lua, e os desejos sensuais e contatos com demônios se devem a ela, ou a sua modificação, uma vez que de início, segundo uma certa tradição, estaria unida ao Sol. Adão depois terá uma relação com esses espíritos lunares (demônio feminino Lilith). Por isso que nasceram seres espirituais negativos tanto antes de conhecer Eva, como depois, onde ficou Adão 130 anos sem ela, quando da morte de Abel. O que a tradição ocultista chama de criação de súcubos. Estrela é uma faculdade virtual.

17 E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra,

Comentário: A expansão etérea para que se espalhasse a Inteligência (Nous).

...continuar lendo "Estudo Ocultista sobre o Gênesis – parte 2"

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Estudo ocultista sobre o Genesis
Comentários com chaves ocultas, cabalísticas e gnósticas

Introdução

capa light biblia e misticismoNo presente artigo há um estudo e comentário dos versículos do livro inicial da Bíblia, de acordo com concepções cabalísticas, gnósticas, teosóficas e místicas. Assim fiz uso de autores que traduziram novamente o hebraico, para conquistar o real significado da língua hebraica, base da Torá (Bereshit), livro original. Ademais, livros como o Zohar e Sepher Yetzirah foram também fundamentais, como outros da mística judaica, O Tanya, Bahir etc e mesmo da mística cristã, como aqueles provenientes do Martinismo e da já citada gnose. Assim esse trabalho, como o que já vinha ocorrendo, se desenvolve numa ótica diferente das religiões, da teologia e mais ainda da ciência oficial, se aproximando mais da ciência oculta. Aqui é um caminho onde o leitor ou leitora encontrará alguma tradução dos textos que antes achava meras histórias sem sentido. Assim personagens nunca existiram como homens, mas sim forças cósmicas e características psíquicas ou espirituais. O desenrolar da evolução é assim traçado, e isso sob ponto de vista espiritual. Um mundo mental ou potencial é antes Criado, e as coisas surgem da relação entre o Infinito (En Sof) e o finito, ou as esferas da árvore da vida cabalística, cujas sete esferas abaixo do Grande Rosto representam os sete dias da Criação. Há ademais a relação do macrocosmo e do microcosmo, do universo e do centro da obra divina, o homem. Descubra aqui a sabedoria de quem escreveu a Bíblia. Boa leitura.

...continuar lendo "Estudo Ocultista sobre o Gênesis"

gnosticTexto de Acauã Silva. Os leitores do blog podem solicitar que seus textos sejam publicados no Alvorecer. Para isto, basta enviar email para contato@oalvorecer.com.br com seu artigo e iremos analisá-lo para posterior publicação, se aprovado. 

Hermetismo e Neoplatonismo há uma gradação na escala do ser e não uma separação total, uma monista (gnose) e outra dualista (maniqueista). Essas visões, apesar de dispares, se ajustaram e passaram a fazer parte de um conjunto de saberes, assim “com ou sem demiurgo a interpor-se entre e eles e o Pleroma, qualquer que fosse a natureza dos males e sofrimento dos quais queriam livrar-se – mundanos ou cósmicos, ilusórios ou materiais -, interessava-lhes ascender e reencontrar a Unidade”, na qual Claudio Willer chama de Neoplatonismo Renascentista (WILLER, 2007 apud: FERNANDES, 2010, p. 25). Esse sincretismo é ampliado na visão de Christian Hermann Weisse (1837), na qual diz que o gnosticismo representou uma tentativa de uma filosofia do cristianismo e que em virtude da enorme amplitude, se aproxima do misticismo, magia e teosofia. Essa união se deu com a mediação da tradição pitagórica-platônica, a cabala, a teosofia de Jacob Bohme, o rosacrucianismo e o martinismo. O Rosacrucianismo moderno advém dos plafetos de Johann Valenin Andreae (1586-1654). O primeiro manifesto, Fama Fraternitatis Rosae Crucis, aparecem alternadas confissões de fé monista (hermética) e dualista (gnóstico), “sem dar atenção à contradição” (WILLER, 2007 apud: FERNANDES, 2010, p. 47). Cornelius Agrippa von Nettsheim (1486-1535), em Da Incertitude e Vaidade das Ciências e das Artes” foi o primeiro autor a falar das conexões entre a cabala e o gnosticismo, “propondo uma influência da primeira sobre “ofitas, gnósticos e heréticos valentinianos”” (FERNANDES, 2010, p. 48). Aproxima-se, então, a várias escolas filosófico-religiosas antigas, que a micro-existência é sempre feliz, na medida em que se harmoniza, pelo conhecimento, com a realidade macrocósmica do Universo (REALE, 2003 apud DOS SANTOS). O próprio gnosticismo cristão é a união de várias facetas de sistemas esotéricos, religiões orientais, judaísmo e cristianismo. “Por Gnose aqui se deve entender o Conhecimento tradicional que constitui o fundo comum de todas as iniciações, cujas doutrinas e símbolos foram transmitidos, desde a mais remota antiguidade até nossos dias, através de todas as Confraternidades secretas, cuja longa corrente jamais foi interrompida” (GUÉNON, in Études sur la Franc Maçonnerie et le Compagnonage, 1993 apud: FEDELI, 2014).

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spedro2Há uma doutrina antiga, a das “duas igrejas” ou das “duas épocas“, que ensina o fim da Igreja de Pedro, a do papado, pela Igreja de João, a do discípulo amado que, inclinado sobre o seu peito, ouviu as batidas de seu coração. Assim, a igreja de Pedro, o exoterismo, daria lugar à igreja de João, o esoterismo.

Esoterismo, com “s”, designa um um conhecimento especial que é reservado, restrito a um grupo de pessoas que se mostraram merecedoras de recebê-lo; que passaram por um processo iniciático. Trata-se de uma abordagem mais profunda que não se restringe à esfera puramente intelectual, exigindo uma preparação interior para ser apreendida em todo o seu alcance. Já o termo exoterismo, com “x”, quer dizer uma massa de informações de ampla difusão, não tão profunda e acessível a toda e qualquer pessoa (Domínio da Vida, AMORC).

Podemos entender que a igreja de Pedro é constituída pelas igrejas que somos habituados a ver e conhecer, já a igreja de João é mais restrita, alguns diriam discreta ou secreta. Mas qual a base para esta restrição?

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inovac3a7c3a3o-sistemc3a1tica-2_fotorUma das coisas que me levaram a escrever este artigo foi uma amiga me contar uma situação que me fez ficar impressionado. Um dos membros de uma família estava muito doente e os médicos já haviam dito que ele não escaparia. Eram muito religiosos e não abandonaram a fé, mas a família era dividida entre católicos e evangélicos. Fizeram uma aposta – a religião que conseguisse curar a senhora doente seria a única religião da família. O padre verificou os exames, fez as suas práticas e não obteve resultado, desistindo dela por dizer que não se tratava de uma doença espiritual. Os crentes perseveraram e conseguiram o que era até então impossível – a senhora foi curada e isto foi confirmado pelos médicos. A parte católica virou evangélica e hoje os crentes desta cidade utilizam isto como argumento para os católicos tornarem-se evangélicos. Não preciso nem comentar sobre o que acho dessa situação…

Será que existe relação entre o Deus milagroso dos evangélicos, o pensamento positivo dos livros de auto-ajuda e a visualização? É o que veremos a seguir…

...continuar lendo "Os Pastores, o Segredo e a Visualização"