evangiles_de_liessies_-_saint_jean_-_avesnes-sur-helpeUm livro denominado Apócrifo de João foi citado por Irineu em um de seus escritos, Adversus Haereses, por volta de 185 d.C. Ele fala que esse livro é um dos escritos que os sábios das comunidades cristãs do Século II estavam produzindo, "um número indescritível de escritos secretos e ilegítimos, que eles mesmos forjaram, para impressionar a mente de pessoas idiotas, que desconhecem as verdadeiras Escrituras". O Apócrifo de João, então, é citado por Irineu com o objetivo de expô-lo e refutá-lo.

Pouco se sabia sobre este apócrifo até 1945 com a descoberta da Bilioteca de Nag Hammadi. Duas das três versões encontradas são traduções de uma mesma fonte e incorporam um trecho longo de um escrito denominado Livro de Zoroastro. Uma versão mais curta encontrada não contém esta interpolação e representa uma tradição distinta. Uma quarta versão foi descoberta num antigo códice Copta em Cairo, no Egito, em 1896, pelo Dr. Carl Reinhardt. Este manuscrito foi utilizado em conjunto com os três encontrados em Nag Hammadi para produzir as traduções que hoje temos. Como sobreviveram quatro versões distintas, duas curtas e duas longas, sugere-se que este texto era muito importante nos círculos cristãos gnósticos. Importante notar que o Apócrifo de João é o primeiro texto em cada um dos códices onde é encontrado na Biblioteca de Nag Hammadi.

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Imagem publicada originalmente no blog Martinismos no dia 03 de janeiro de 2016.

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Tradução livre da matéria "Pristine Church of the Rose Cross" da Rosicrucian Digest n°2, ano de 2011, disponível ao público, em inglês, neste link.

1467130191Enquanto a Ordem Rosacruz, AMORC, fundada em 1915, é e sempre foi uma organização filosófica não-sectária, iniciática e educativa, o fundador e primeiro Imperator da AMORC, Harvey Spencer Lewis, também foi, ao mesmo tempo, bispo da Igreja Prístina da Rosa Cruz, a qual ele fundou. Esta igreja, cujos Princípios eram principalmente gnósticos, no sentido amplo deste termo, foi criada por H. Spencer Lewis, em São Francisco, no início dos anos 1920.

Inspirada no seu ministro da infância, S. Parkes Cadman, um pioneiro em rádio-igreja em Nova Iorque, H. Spencer Lewis decidiu oferecer serviços religiosos não-sectários em uma estação de rádio em San Francisco. Incluíram um ritual de abertura com sons vocálicos, um programa musical, um discurso altamente informativo, embora curto, seguido de uma sessão de perguntas e respostas e um ritual de encerramento. Esta foi a primeira "Rádio Igreja" no oeste dos Estados Unidos e era extremamente popular.

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Texto de Acauã Silva. Os leitores do blog podem solicitar que seus textos sejam publicados no Alvorecer. Para isto, basta enviar email para contato@oalvorecer.com.br com seu artigo e iremos analisá-lo para, se aprovado, posterior publicação. 

IAO é a pronunciação sagrada do “nome inefável” do sagrado Tetragramaton que é o Ancião dos Tempos, nosso Pai Celestial, o Antigo dos Antigos, o Único Deus Verdadeiro.

O papiro encontrado entre os Manuscritos Essênios de Qumrán do Mar Morto tem escrito o nome de Deus em letras gregas “IAW” (IAO), de um dos textos do Levítico 3:12 e 4:27. Este antigo texto grego do Levítico, o nome de Deus está escrito IAW, a leitura de IAW é mais original que a Kurios ou Kyrios (Senhor), que não é a palavra hebraica “YHWH”, que só é encontrada no Tanakh (Antigo Testamento).

IAW

Esse papiro representa uma antiga versão da escritura grega que contem a transliteração do sagrado Tetragrama hebraico em forma do sagrado Trigrama grego IAW. Yahweh é o nome do deus oficial de Israel, tanto no reino do norte e Judá. Desde o período Aquemênida, religiosos criaram o costume de não pronunciar o nome do Senhor; na liturgia, bem como na vida cotidiana. Para os judeus do século V a.C, estabelecidos no Egito, o Deus Supremo do Céu era chamado com o nome de “Ya'u” (Yahu), cuja pronunciação secreta é “IAHO”, “IAO”. A forma como “YAU”, que ao ser transliterado ao grego toma a forma “IAW”.

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Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “Are The Rosicrucians Really Christians?” realizada por Jeff Alves.

Vamos esclarecer o assunto de uma vez por todas: São os Rosacruzes Cristãos ou Não?

Depois de anunciar a minha intenção de analisar todas as Ordens Rosacruzes no meu último post no blog, alguns objetivos também foram claramente definidos, a fim de concluir o processo. O primeiro desses objetivos é determinar a verdadeira natureza da Ordem Rosacruz. Afinal como é que alguém pode esperar avaliar claramente as diversas linhagens sem ter algum tipo de fator de medição através do qual poderá julgá-los?

Apenas para recapitular, vou analisar cada ordem, premiá-las com uma classificação por estrelas e um sistema de pontos, baseados em seus méritos, ensinamentos e espírito de comunidade. Elas estão indo para serem colocadas sob o microscópio.

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Temos que retornar às fontes originais que inspiram o movimento, particularmente os manifestos Rosacruzes do início de 1600 em diante. Diversos símbolos e ordens podem provar sua validade indo para 1700, numa época em que a alquimia ainda era praticada e os ideais Rosacruzes originais ainda estavam frescos em suas mentes europeias. Hoje o que vamos focar é um argumento frequentemente aquecida, a respeito do verdadeiro núcleo dos ensinamentos Rosacruzes; são os Rosacruzes realmente cristãos?

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Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “Secret Tarot Atribuitions of the German Rosicrucians Part 1” realizada por Jeff Alves.

Há alguns meses atrás eu apresentei um pequeno vislumbre da Pansofia dos Rosacruzes. Alguns dos meus bons amigos do S.O.M.A chegaram a ver pela primeira vez uma chave importante que fiz entre duas cartas de Tarô. Ao mudar a ordem dessas duas cartas desta forma você também mudará as suas posições na Árvore da Vida e os caminhos a elas associados. As duas cartas a serem comutadas são a Estrela e a Lua.

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A troca foi feita devido às palavras vindas de meu mentor na Alemanha, que me pediu para examinar as associações e garantir que "o casal real se reúnem em Reconciliação".

Sim, ele me deixou pendurado com apenas essa declaração e, embora frustante, ela me conduziu à chave para desvendar uma série de ricos e ainda escondidos ensinamentos que pertencem à uma visão alquímica da Kabbalah, anteriormente pouco falada fora do círculo Rosacruz que se formou em torno de Gustav Meyrink.

...continuar lendo "Secretas Atribuições do Tarot dos Rosacruzes Alemães – Parte 1"

 16 Deus, pois, fez os dois grandes luminares: o luminar maior para governar o dia, e o luminar menor para governar a noite; fez também as estrelas.

Comentário: O Sol que é o masculino, ou Yang, e a Lua que é feminino, ou Yin. A Lua diminuiu sua luz original e assim teve uma influência qlifótica, atraindo homens na noite para seus desejos inconscientes. A loucura é provocada por ela, a Lua, e os desejos sensuais e contatos com demônios se devem a ela, ou a sua modificação, uma vez que de início, segundo uma certa tradição, estaria unida ao Sol. Adão depois terá uma relação com esses espíritos lunares (demônio feminino Lilith). Por isso que nasceram seres espirituais negativos tanto antes de conhecer Eva, como depois, onde ficou Adão 130 anos sem ela, quando da morte de Abel. O que a tradição ocultista chama de criação de súcubos. Estrela é uma faculdade virtual.

17 E Deus os pôs no firmamento do céu para alumiar a terra,

Comentário: A expansão etérea para que se espalhasse a Inteligência (Nous).

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Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “Is Gnosticism Rosicrucian?” realizada por Jeff Alves.

Um monte de pessoas que viajam ao longo do caminho dos mistérios ocidentais aprofundam-se no Gnosticismo, especialmente os estudantes do Martinismo e da Ordem Rosacruz, afinal ambos contêm os mistérios do Cristo e enfatizam a importância sobre Sophia como nosso Redentor feminino. Hoje você verá uma entrevista da gnóstica praticante Leslie Kaneel, cujos artigos e idéias eu realmente adoro, e assim eu vou apresentar brevemente alguns pensamentos a respeito de se o gnosticismo se encaixa ou não com os ensinamentos rosacruzes.

É isso mesmo, eu questionei isso ...

...continuar lendo "É o Rosacrucianismo Gnóstico?"

gnosticTexto de Acauã Silva. Os leitores do blog podem solicitar que seus textos sejam publicados no Alvorecer. Para isto, basta enviar email para contato@oalvorecer.com.br com seu artigo e iremos analisá-lo para posterior publicação, se aprovado. 

Hermetismo e Neoplatonismo há uma gradação na escala do ser e não uma separação total, uma monista (gnose) e outra dualista (maniqueista). Essas visões, apesar de dispares, se ajustaram e passaram a fazer parte de um conjunto de saberes, assim “com ou sem demiurgo a interpor-se entre e eles e o Pleroma, qualquer que fosse a natureza dos males e sofrimento dos quais queriam livrar-se – mundanos ou cósmicos, ilusórios ou materiais -, interessava-lhes ascender e reencontrar a Unidade”, na qual Claudio Willer chama de Neoplatonismo Renascentista (WILLER, 2007 apud: FERNANDES, 2010, p. 25). Esse sincretismo é ampliado na visão de Christian Hermann Weisse (1837), na qual diz que o gnosticismo representou uma tentativa de uma filosofia do cristianismo e que em virtude da enorme amplitude, se aproxima do misticismo, magia e teosofia. Essa união se deu com a mediação da tradição pitagórica-platônica, a cabala, a teosofia de Jacob Bohme, o rosacrucianismo e o martinismo. O Rosacrucianismo moderno advém dos plafetos de Johann Valenin Andreae (1586-1654). O primeiro manifesto, Fama Fraternitatis Rosae Crucis, aparecem alternadas confissões de fé monista (hermética) e dualista (gnóstico), “sem dar atenção à contradição” (WILLER, 2007 apud: FERNANDES, 2010, p. 47). Cornelius Agrippa von Nettsheim (1486-1535), em Da Incertitude e Vaidade das Ciências e das Artes” foi o primeiro autor a falar das conexões entre a cabala e o gnosticismo, “propondo uma influência da primeira sobre “ofitas, gnósticos e heréticos valentinianos”” (FERNANDES, 2010, p. 48). Aproxima-se, então, a várias escolas filosófico-religiosas antigas, que a micro-existência é sempre feliz, na medida em que se harmoniza, pelo conhecimento, com a realidade macrocósmica do Universo (REALE, 2003 apud DOS SANTOS). O próprio gnosticismo cristão é a união de várias facetas de sistemas esotéricos, religiões orientais, judaísmo e cristianismo. “Por Gnose aqui se deve entender o Conhecimento tradicional que constitui o fundo comum de todas as iniciações, cujas doutrinas e símbolos foram transmitidos, desde a mais remota antiguidade até nossos dias, através de todas as Confraternidades secretas, cuja longa corrente jamais foi interrompida” (GUÉNON, in Études sur la Franc Maçonnerie et le Compagnonage, 1993 apud: FEDELI, 2014).

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bibliaEquívocos

Eu estava vendo alguns vídeos na rede e me surpreendeu um certo ministro de igreja, ou de seita, que dizia que católicos, judeus e outros não seguiam a Bíblia, mas outros livros. Esse absurdo era pouco explicado, mas na sua oratória de enrolação e cara de intelectual (o homem usava óculos...), ele continuava com o disparate e defendia uma espécia de bibliolatria. Claro que Judeus tem sua fonte primeira na Torá, que seria o Antigo Testamento (ou Tanach), e Católicos tem a Bíblia como central, apenas a interpretando no Catecismo e tendo ainda a teologia com contribuição de filósofo Tomás de Aquino, mas são interpretações. O mesmo se diga do Talmud e Midrash, que são interpretações e releituras da Bíblia Hebraica, e não livros que substituem a Torá, como disse o referido ministro religioso. Também o Zohar comenta a Bíblia, mas esse em sentido místico ou da cabala. Mas ele não tocou no lado esotérico desse livro, e assim cairia a carapuça dos ataques.

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