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Texto de Lyam Thomas Christopher publicado originalmente no blog Forbbiden Realms no dia 5 de fevereiro de 2018.

Você está possuído por um espírito maligno? Quando você olha para o mundo, alguma força misteriosa o compele a vê-lo como sem propósito, sem sentido e aleatório?

O grande plano da modernidade para você como um cidadão orgulhoso de uma utopia tecnológica - como um intelectual sem problemas que se deleita em um paraíso de plástico e cromo controlado pelo clima e com botões - é basicamente autodestrutivo. Ela o afasta da natureza, vê o corpo humano como uma mera máquina e nega a existência da alma do mundo, da própria força vital que alimenta sua própria perspectiva. Quanto de você tem esse poder da modernidade?

Os professores, cientistas e líderes de hoje não o dirão, é claro, mas suas ações revelam que eles são possuídos por uma cosmovisão limitante, um sistema de crenças que os compele a ver o universo como vazio e quase todo morto. Como o “mundo externo”. Um lugar estranho de alteridade, onde as estrelas são frias e insensíveis, e a natureza é desprovida de qualquer inteligência animadora. Apenas os humanos possuem a inteligência, certo? E as florestas, os oceanos e o céu são lugares “físicos” duros e indiferentes, repletos de leis brutais que nos destruirão se não os controlarmos. A Mãe Natureza não se incomoda em falar conosco porque, bem, ela não é real, né? Apenas uma noção poética. Uma personificação que inventamos para nos confortar. Da mesma forma, deuses e espíritos também não são reais. Não existe tal coisa como destino. O universo é sugado de sentido, esvaziado de fantasia, e a fantasia é, na melhor das hipóteses, "apenas um sonho", ou uma alucinação, na pior das hipóteses. Aprendemos a sufocar o mistério de uma estrela cadente transformando-a em um pedaço sem sentido de detritos espaciais.

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