Texto lindo e elucidativo de Emma Costet de Mascheville enviado por Marylou Simonsen a Tereza Kawall e postado no blog desta, Blissnow, no dia 01 de dezembro de 2012.

Se a primeira questão que o estudante de Astrologia enfrenta é a do “determinismo” x “livre-arbítrio”, a segunda é o problema do “bem” e do “mal”.

No início, todos tem a preocupação de saber se o planeta regente do mapa que estudam é benéfico ou maléfico, se o signo zodiacal é favorável ou desfavorável. Se procuramos algum benefício no estudo da astrologia, devemos varrer desde o princípio todos estes preconceitos.

Como seria possível que o Criador, na Sua sabedoria, tivesse criado acima e ao redor de nós forças, irradiações, que nos sujeitassem necessariamente ao mal só para depois sermos condenados pelo próprio Omnijusto?

Toda Criação fala do Criador e por isto tudo o que está na natureza expressa a Sua sabedoria. Nossa incapacidade de compreender as leis divinas da natureza, nossa luta contra a Sua sabedoria, causam o nosso sofrimento- e não os planetas e signos zodiacais. Todos eles produzem em nós energias, vibrações, que alimentam diversas qualidades e virtudes.

Tomemos, por exemplo, Marte e Saturno, os mais difamados. Marte é, parcialmente considerado um planeta mais evoluído que a Terra. Se é mais evoluído do que nós, porque sua vibração sobre nós será de violência e ódio?

Analisando a dosagem de energia, de coragem e força de vontade segundo a posição do planeta Marte, veremos que de fato tais qualidades são graduadas segundo a intensidade da influência de Marte. Mas, se o homem usa essa energia recebida, doada, para finalidades de egoísmo e egocentrismo, provocando lutas, guerras, violências, ou não controlando as energias, deturpando-a entre as paixões, quem é o culpado: Marte ou o homem?

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Giovanni Domenico Campanella, também conhecido por pseudônimo Sentimontano Squilla, nasceu em 5 de Setembro de 1568, filho de Gerônimo Campanella e de Caterina, em Stignano, Condado de Stilo, Calábria, Itália. Foi um filósofo, poeta e teólogo. Ainda jovem entra para a Ordem Dominicana, em 1582, onde adota o nome Tomaso, em homenagem a Tomás de Aquino. Mas no convento de Stilo ele estuda filosofia. Em 1590 publica livro “A Filosofia demonstrada pelos sentidos”, o que lhe rende um processo junto a sua Ordem. Desobedece a sentença e se torna um fugitivo, indo a Roma, Florença e Pádua. Cursando medicina, ele apenas o faz disfarçado de estudante espanhol. Preso pela Inquisição ainda por escrever obra “Discursos universais sobre o governo eclesiástico”, ficando detido por dois anos. Retornando a Stilo, acha-se injustiçado e acaba armando uma conspiração, mas é traído por parceiros, e assim preso novamente, e agora ameaçado por uma pena de morte. Escapa da morte se fingindo de louco, mas mesmo assim é condenado a prisão perpétua. Em cinco processo sofre assim. Fica 27 anos preso, lá escrevendo suas obras. Então, se a intenção era condenar Campanella por ter escrito coisas proibidas e defender livre pensamento, não funcionou muito o deixar detido. Influenciado em especial por Telésio. Mas escreve apologia a Galileu, ademais. Interessante é sua ligação com a magia, astrologia e conhecimentos congêneres. Fala da astrologia como ciência, na sua obra mais famosa, A Cidade do Sol. Obra que se parece a República de Platão, bem como com Utopia de Morus, ou ainda a Nova Atlântida de Francis Bacon.

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