Sociedades Rosacruzes Maçônicas

Diferente do que muitos imaginam, bem como do usual por nosso país, onde há Fraternidades Rosacruz, é se pensar em uma sociedade Rosacruz dentro da Maçonaria, ou que se exige ser maçon antes de Rosacruz. Por aqui vemos as ordens fundadas no século 19 afiliando e ensinando, com muita propriedade e eficiência, e que são um baita caminho espiritual e iniciático. Mas houve e existe ainda as Rosacruzes maçônicas: a SRIS - Sociedade Rosacruciana in Scotia, a SRIA - Sociedade Rosacruciana in Anglia (Inglaterra), a Societas Rosicruciana in Civitatibus Foederatis (dos EUA). Porém, aparecem materiais atuais da SRIA com 12 graus.

Resultado de imagem para SRIA

Também diferentemente das ordens que conhecemos e vemos mais divulgadas, do século 19, as rosacruzes maçônicas têm seu trabalho iniciático desde 1800, e então em período muito anterior aquelas que se buscam fora dessas três citadas acima. Semelhante a Rosacruz original que conhecemos, ou uma que surgiu após os manifestos, a Rosacruz de Ouro (GURC), essas rosacruzes necessitam de filiação maçônica antes de sua iniciação. Sua estrutura de graus é semelhante as Ordens Rosacruzes, e geralmente em número de 9, diferentemente da Rosacruz de Ouro, que possuía 12, bem de como outras Ordens Rosacruzes, como a Aurora Dourada e outras posteriores.

Segundo consta, o corpo diretivo da Sociedade Rosicruciana in Civitatibus Foederatis (EUA) é conhecido como o Supremo Conselho, composto por Fratres de oitavo e novo graus. O chefe da Sociedade é intitulado O Supremo Magus, do nono grau, eleito a cada triênio. Já as instâncias são chamadas de "colégios", sendo cada uma delas dirigida, nos Estados Unidos, por um Adepto Chefe, de nono grau, nomeado para a vivência pelo Supremo Magus. A participação é restrita a 72 membros. Os novos membros são obrigados a selecionar um "lema latino" distintivo e afirmar que eles não são membros de uma organização Rosacruz maçônica como uma questão de ética. A Ordem não está interessada no aumento de número de membros, mas na qualidade dos membros, e está sempre feliz em considerar tais irmãos, cujo interesse em objetivos da Ordem são sinceros e que considere estar em solidariedade com o movimento.

Já a SRIA (Sociedade Rosacruciana in Anglia) teve seus trabalhos iniciados entre 1852 e 1859, apesar de seu documento de constituição ser de 1868. Mas se atribui sua origem a 1543, o que estaria mesmo antes dos manifestos rosacruzes conhecidos. O mais provável que seja 1866-68 mesmo, e em 1867 a primeira reunião. Essa também possui 9 graus em sua estrutura. O limite máximo de membros é de 144. O colégio oiriginal possuía 12 membros. A ordem está atualmente concentrada na Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, País de Gales, França, Holanda. Seus rituais são baseados no Fama Fraternitatis e na Rosacruz de Ouro. Diz que é a Rosacruz mais antiga do mundo. O maior legado dessa Ordem SRIA são seus 400 livros antigos e manuscritos Rosacruzes, que estão atualmente alojados no Museu da Grande Loja Unida da Inglaterra. Já a SRIS (in Scotia) já se teria segundo alguns extinto, mas há sinais de continuidade, bem como sendo a origem das outras duas que continuam.

Em diferença com Ordens Rosacruzes mais comuns, como as místicas (ex. AMORC), essas ordens Rosacruzes maçônicas foram classificadas de herméticas. Há também aquelas Rosacruzes que se pode classificar de teosóficas ou gnósticas, como a Lectorium Rosacrucianum e a Rosacrucian Fellowship, ou gnóstico-thelêmica, a FRA. Todas elas de elevados ensinamentos, e que são adequadas a cada buscador na senda da Tradição Rosacruz. Mas o que transparece em alguns documentos, é que desde a SRIS e as posteriores, se há estudo de misticismo judaico-cristão, de cabala, das letras místicas I.N.R.I., 4 elementos, da mística da Luz, o Nome de Jeová (IHVH), Alquimia Espiritual, a mística do número 12, da Santa ceia, de Jesus, religiões orientais, mistérios egípcios etc. isso somado ao simbolismo dos rituais e a característica maçônica, que foi retirada em ordens Rosacruzes de século 19. Mas no geral o que se vê em ordens Rosacruzes maçônicas é uma característica diferenciada daquela que se observa em não dessa filiação. Mas nem por isso se pode dizer menos verdadeiras do que aquelas que surgiram posteriormente, e todas colaboram a manutenção de uma Tradição Rosacruz.

 

Publicado em Categorias Hermetismo, Maçonaria, Mysterium Soltys, Rosacrucianismo

Sobre Frater Soltys

Sou Mariano Soltys, escritor e advogado residente em São Bento do Sul, Santa Catarina, com 30 livros publicados, sobre autoajuda, sociedades secretas, religião, linguagem corporal, psicologia e filosofia, com tom místico. Escrevo também poesias e busco um aprofundamento nos versos. Membro da ALB/ Araraquara e da Academia Paranocatarinense de Letras, cadeira 39, bem como da USBE (União São-Bentense de escritores). Conselheiro de Cultura e apoiador cultural, em projetos de novos escritores. Ou seja, possuo 33 livros e mais ainda sairão brevemente.

2 comentários sobre “Sociedades Rosacruzes Maçônicas

Deixe uma resposta