Origens Secretas do Sepulcro Rosacruz na Tradição do Rei Arthur

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Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “Secret Origins of the Rosicrucian Tomb in the King Arthur Tradition“, realizada por "O Outro Lado".

E se o túmulo de Christian Rosenkreutz remontasse a milhares de anos atrás? E se ele realmente existe?

Conforme eu sento e contemplo com os meus amigos alemães, olhamos para os modelos antes de nós e decidimos juntos, sim, é hora de começar seções editoriais dos nossos ensinamentos rosacruzes. Nossa Ordem é um conclave de amigos, agora trabalhando sob as duas últimas remanescentes tradições rosacruzes alemãs a ser encontradas, e nosso objetivo é ajudar a disseminar as maiores raízes europeias da Tradição Rosacruz, e ajudar pessoas a descobrir quão profundo realmente são o alcance das implicações dos admitidos símbolos Rosacruzes e onde encontram-se os sistemas de iniciação contemporânea, nos termos do maior oceano da tradição do mistério da Europa ocidental.

mythic-vaultNo momento eu tenho a opinião que deveríamos nos concentrar em nosso trabalho espiritual com discernimento a respeito de uma perspectiva mais ampla de tais tradições enriquecedoras, em vez de deixar-nos tornar-se sujeito à ideia de que os ensinamentos de qualquer Ordem são perfeitos em si mesmos.

Entretanto, poucas pessoas, em Ordens como Golden Dawn ou AMORC, hoje percebem exatamente onde suas Ordens estão posicionadas dentro dos domínios da Pansofia e Teosofia da Alemanha, e que existe tal posição.

Nossa Ordem, A Mystica Aeterna e sua Ordem Interna: ORMUS, decidiu apresentar esta maior relação, e explicar a hierarquia entre escalas cósmicas, o caminho para Regeneração, e como exatamente as diferentes ordens esotéricas oferecem diversas etapas sobre esta escada de iniciação. Na verdade, pouquíssimas Ordens apresentam todas sob o mesmo teto. A fim de começar esta missão de disseminar o que herdamos aqui na Alemanha, meu primeiro artigo aborda as origens antigas do túmulo Rosacruz de Christian Rosenkreutz.

Dos manifestos Rosacruzes, a saber, o Fama Fraternitatis publicado no século XVII, nós aprendemos sobre o túmulo de Christian Rosenkreutz através de uma simbólica descrição da redescoberta da sabedoria oculta na Arábia Oriental e seu retorno e reforma para o Ocidente. O manifesto narra a existência de um segredo da fraternidade Rosacruz no qual culmina no cumprimento de uma profecia, em que após 120 anos o túmulo será aberto. Aparentemente exclusivo aos mitos Rosacruzes, a Tumba de CRC (Christian Rosenkreutz) tem sete lados, contendo livros de sabedoria em sete gavetas embutidas em cada parede. Dentro está o intacto corpo de CRC, e sobre seu caixão repousa um altar circular. CRC é chamado como Senhor várias vezes no documento declarando o puro caráter cristão da fraternidade e seus ensinamentos até que, é claro, nós aprendemos que Vênus aparece como uma figura proeminente no terceiro manifesto Rosacruz, o Casamento Alquímico.

Não somente por isso, mas precisamos aprofundar os fatos. Johan Valentine Andrea (o autor do Fama) auxiliou a Princesa Antônia na criação da igreja Rosacruz, no interior do qual está uma pintura revelando a Árvore da Vida Cabalística Rosacruz. Esta pintura também realça tanto Vênus tanto quanto Mercúrio como figuras divinas, apresentadas ao lado da Santíssima Trindade. Estas descobertas fazem mais sentido quando aprendemos que Johan Valentine Andrea também ajudou, junto com John Amos Comenius, a criar a palavra “Pansofia”. Enquanto basicamente pensado para ser um sistema educacional para estudantes, nós, de fato, encontramos Abraham Von Frankenberg, o editor dos trabalhos escritos por seu amigo Jacob Boehme, chamado em seu círculo Rosacruz, na Silésia, de Pansofista. Curiosamente, alguns anos depois, Samuel Richter publicou também o D.O.M.A. Rosacruz fora da Silésia. De acordo com cartas de Von Frankenberg, Silésia era o lugar visitado pelos buscadores da fraternidade Rosacruz e foi ele que desenhou o diagrama do altar circular descrito no Fama. A filosofia deste grupo foi chamada de Pansofia, um termo no qual eu vou elaborar as próximas publicações alemãs.

Resumidamente, Pansofia é o gêmeo Hermético da Teosofia de Jacob Boehme. Onde a Teosofia ocupa-se com símbolos estritamente cristãos, Pansofia abrange uma ampla gama de símbolos, ainda que ambos sigam o mesmo ciclo iniciatório, mesmo substituindo a Sophia de Boehme com Vênus. É aqui através de Sophia, cujo nome significa Sabedoria, que podemos começar nossa busca pelo verdadeiro Túmulo de CRC.

Muitos grupos modernos da Rosacruz admitem que os sete lados do túmulo de Christian Rosenkreutz são uma ocorrência única, descrevendo desta maneira uma abóbada de sabedoria geométrica planetária, igualmente especial para os Rosacruzes.

Já a Sabedoria está claramente descrita como tendo sido construída de modo semelhante a uma estrutura bíblica. Provérbios 9,1 “A Sabedoria construiu a sua casa, talhando suas sete colunas”. À primeira vista, estes pilares parecem muito diferentes dos muros, e também a Bíblia insiste várias vezes que o templo está também “construído sobre a fundação dos apóstolos e profetas, com Cristo como a principal pedra angular”[1], sugere a ideia de que biblicamente um templo pode ser feito de pessoas, onde “vocês também, como pedras vivas, estão construindo uma casa espiritual para um sacerdócio santo”[2]. Os Rosacruzes conhecem bem este ideal, e tais ideias foram proeminentes nas primeiras Ordens Protestantes, sendo importante insistir que homens espirituais, tal como os apóstolos ou profetas, estão sendo construídos dentro de uma casa espiritual, mas como isso se relaciona com as sete colunas do templo de Sophia?

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Imagem de Sophia do Hortus Delicarium de 1185, mostrando Sophia rodeada por figuras femininas representando as Sete Artes Liberais, nutrindo-lhes com seu divino leite, representando os sete dons sagrados.

Claramente no Hortus Delicarium, de Herrad von Landsberg, nós encontramos uma imagem de Sophia alimentando sete figuras femininas, e como a Sophia de Salomão, ela está cercada por sete colunas, alimentando-lhes com os sete dons sagrados em seu leite, no qual representa o antigo cenário. Aqui abaixo as sete figuras, representados como um tipo de “pessoa divina”, com algumas das mais altas qualidades humanas ou da arte da eloquência.

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O mundo antigo conhece muito bem as sete figuras divinas, sobre o qual o templo sagrado pode ser construído como a Bíblia sugere. Platão chama-lhes como os Sete Sábios da Grécia. Seus nomes estão listados na imagem, sendo impressionante a semelhança com as nossas sete artes, retratadas ao redor de Sophia como suas colunas, da mesma forma como elas representam sete tipos de sabedoria[3]. Elas são sábias dedicadas ao deus Apolo e envolvidas numa divina apolínea Taça dos Deuses.

O que é significativo para a nossa investigação é que, aparentemente, na tendência europeia (no qual entrelaça-se com as perspectivas platônicas e cristãs já mencionadas, dentro do pensamento comum), nossos pacientes místicos europeus estavam certamente cientes dos sete homens divinos, ou sete qualidades virtuosas no qual cercam a Sabedoria como sete personificações humanas das colunas que formam algum tipo de templo espiritual.

No início do século XIV, Dante publicou sua Divina Comédia. Através de sua visão do inferno, na parte chamada “Inferno”, ele também nos apresenta um castelo de sete lados. Todos os comentadores viram os seus sete lados, como uma representação das Sete Artes Liberais e os sete portais ou portas como as Sete Virtudes. Dentro, ele também encontra sete filósofos pagãos diferentes e sábios que devem permanecer. O aspecto de tal castelo conduz a um Templo de Sabedoria muito próximo aos sete lados da Tumba de CRC. Entretanto, tudo isso parece necessitar dos mesmos símbolos enigmáticos da tumba de Christian Rosenkreutz até, é claro, nós começarmos a olhar para os mitos germânicos que também ajudaram a colocar as fundações durante a criação de nossa Tradição Rosacruz.

Até agora nós temos sete lados, algum tipo de estrutura de pedra, e o conhecimento daquilo que foi o Templo da Sabedoria, mas e o caixão dentro da estrutura, além dos outros objetos rosacruzes mencionados no Fama? Entra agora a Branca de Neve e os Sete Anões, onde nós encontramos uma Bela Adormecida, ao que parece. Portanto, em nossa busca pela descoberta da verdade, precisamos agora voltar aos irmãos Grimm, a quem estamos em débito sobre como eles gravaram e combinaram vários mitos germânicos antigos, dentro dos simbólicos contos infantis.

Nessa lenda, a Branca de Neve está cercada pelos sete anões que em contraste às nossas sete virtudes ou artes, representam, ao invés disso, sete tipos de ignorância. Dados os nomes de Mestre, Dunga (o mudo) e Soneca, essa representação germânica de um amplamente conhecido conto europeu, representa o que os Gnósticos descrevem como “A Queda de Sophia”, principalmente porque Branca de Neve caiu em seu “sono” após comer uma maçã, uma maçã que poderia somente ser a maçã de Eva na queda da humanidade, insinuando a doutrina Rosacruz da Queda do Homem e nossa Regeneração. Ao mesmo tempo, ela não está cercada pelos Sete Sábios da Virtude. A própria aparência dos anões, com sua estatura de criança e barbas cinzas, é um claro simbolismo do “conhecimento atrofiado”. Toda a comédia é um drama de entrar em ignorância e conhecimento falso. Significativo para a nossa investigação Rosacruz, como de acordo com a lenda germânica, ela está dormindo dentro de um caixão de vidro. Isso tudo pode parecer uma semelhança fantasiosa, mas a coisa se complica meus amigos. Os irmãos Grimm basearam sua versão desta velha história europeia, sobre uma mulher conhecida por eles. Seu nome não era outro que Maria Sophia. [4]

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Branca de Neve em seu caixão de vidro cercado por sete anões.

Contudo, os irmãos Grimm não estão sozinhos em sua criação da lenda. Eles tinham “preparado” as conhecidas lendas da época, reconhecidamente preservando-os para uma futura geração. Muitas dessas lendas estavam em circulação e uma das versões mais antigas foi registrada no século 4 por Jacob de Saron. Desta vez, todas as sete figuras da lenda caem adormecidos como um grupo coletivo. Não há caixão, mas uma caverna. A lenda famosa é intitulada "Os Sete Adormecidos de Éfeso”, sendo uma tradição cristã recontada a um grupo de fiéis que se escondeu dentro de uma caverna, cerca de 150 DC, a fim de escapar da perseguição. Consequentemente, eles caíram em um sono milagroso e acordaram cerca de 200 anos depois, apenas para descobrir que todo o Império Romano se tornou cristão. (Esta história também é mencionada nas famosas Suras do Alcorão.) Outro ponto importante é como Goethe, na Germânia, escreve que os sete adormecidos foram guiados à sua caverna por um pastor, que parece ser ninguém menos que Hermes-Mercúrio, sendo que este deixa lá o seu cão de guarda pastor durante o sono atemporal dos sete adormecidos.

Agora temos registros de cavernas ou um castelo de sete lados, 7 sábios ou místicos, talvez eles mesmos dormindo ou em torno de uma Maria Sophia adormecida, que se encontra perfeitamente dentro de um caixão de vidro.

Tudo isso vem junto com a chave que faltava para a lenda Rosacruz. Como afirmei, a tradição Rosacruz deve ser vista como existindo dentro de um leque maior de diversos contos europeus.

Dentro da nossa própria tradição Rosacruz, o túmulo rosacruciano, como apresentado no terceiro grau de iniciação, é explicado como sendo não só o Túmulo de Christian Rosenkreutz, mas também como sendo a catacumba do Rei Arthur. Tudo isso talvez pareça fantasioso, como à primeira vista Rei Arthur não parece ter muito a ver com a lenda Rosacruz. São palpites. Carl Jung demonstra como Merlin é uma corrupção do antigo “Merculinus”, sendo uma forma alternativa de de Mercúrio, de modo que o nosso mago Merlin é trazido para dentro do reino da Tradição Hermética como um guia ao solar Rei Arthur. O próprio Arthur, nós dissemos que é uma corrupção de Arthuros, sendo ninguém menos que Art-Horus, ou por outro lado a criança solar Horus, como o filho guerreiro de Uthur Pendragon. Seguindo nossa busca ao Templo da Sabedoria, parece que a Dama do Lago não é outra senão a própria Sophia.

Esses elementos herméticos são coroados por uma toda-importante reviravolta na lenda do rei Arthur e da Branca de Neve. A "ficha" cai quando aprendemos que na versão italiana da lenda de Branca de Neve, ela é protegida por sete cavaleiros sagrados em vez de anões, e aqui devemos nos voltar para a lenda do Rei Arthur do Castelo de Sete Escudos. Sim, está certo, o próprio Arthur, juntamente com sete de seus leais cavaleiros, está dormindo dentro de um túmulo de sete escudos, assim como Branca de Neve. Próximo a Arthur está sua esposa Guinevere. Quão próximo isso corresponde à lenda Rosacruz, e aqueles já cobertos serão examinados abaixo. Por enquanto, eu insisto a todos os estudantes Rosacruzes que leiam a seguinte lenda cuidadosamente.

O conto está ligado a um lugar chamado 'Sewingshields' em Northumberland, no nordeste da Inglaterra, onde essa fortaleza, agora em completa ruína, fica a apenas uma curta distância do Muro Romano, nas proximidades dos Lagos Northumberland. Na versão de Hodgson, da história sete da sonolência dos Cavaleiros de Arthur da Távola Redonda e esperam com ele pelo dia do seu despertar.

A tradição imemorial afirmou que o Rei Arthur, sua rainha Guinevere, sua corte de senhores e senhoras, e seus cães ficaram encantados em alguma caverna de rochedos, ou em um salão abaixo do castelo de Sewingshields, e continuariam lá, em transe, até que alguém deveria primeiro soprar um clarim colocado sobre uma mesa perto da entrada do salão, e depois com a "espada da pedra", cortar uma jarreteira também colocada ao lado dele. Mas ninguém nunca tinha ouvido falar onde era a entrada para esta sala encantada, até o fazendeiro da Sewingshields, cerca de cinquenta anos desde então, estava sentado tricotando sobre as ruínas do castelo, e sua garra caiu, e correu para baixo através de um junco de espinhos e urtigas, como ele supunha, em uma profunda passagem subterrânea. Cheio de fé que a entrada do Hall do Rei Arthur foi agora descoberta, ele limpou o portal cheio de rosas silvestres, retirando as ervas daninhas e lixo, e entrando na passagem abobadada. Em seu caminho obscuro, o fio de sua garra. O piso estava infestado de sapos e lagartos; e as asas escuras de morcegos, perturbadas pela sua intrusão profana, esvoaçavam medonhamente em torno dele. Por fim, sua coragem afundando foi fortalecida por uma vaga luz distante, e conforme ele avançava, crescia gradualmente mais brilhante, até que de uma só vez, ele entrou em um salão vasto e abobadado, no centro da qual havia um fogo sem combustível, a partir de uma larga fenda no chão, ardia com uma chama alta e tremulante, que mostrou todas as paredes esculpidas e o telhado desgastado, o monarca e sua rainha e corte repousando em torno de um teatro de tronos e sofás caros. No chão, além da chama, deitada, a fiel matilha de 30 pares de cães; e sobre a mesa antes deles, o chifre de dissolução de feitiço, a espada e a jarreteira. O pastor reverentemente, mas com firmeza, agarrou a espada, e como ele retirou-o vagarosamente da bainha enferrujada, os olhos do monarca e seus cortesões começaram a abrir, levantaram até ficarem de pé. Ele cortou a jarreteira; e como a espada estava sendo lentamente embainhada, o feitiço assumiu seu poder antigo, e todos eles gradualmente afundaram em repouso; mas não antes que o monarca levantasse seus olhos e mãos, exclamasse: - Ó ai do mau dia, no qual essa tola criatura foi nascida, - a jarreteira cortada, mas não soprou a corneta de chifre. O terror trouxe a perca da memória, e o pastor foi incapaz de dar qualquer relato correto de sua aventura, ou encontrar mais uma vez a entrada do salão encantado. [6]

Aqui está versão da lenda de Sewingshields do Sir Walter Scott, sendo que ela diverge em vários pontos.

Certa vez um pastor, em busca de uma ovelha perdida, sobre os rochedos, de repente teve sua atenção despertada, pelo ambiente em torno dele assumindo uma aparência que ele nunca antes tinha testemunhado. Parecia haver sobre o ambiente uma vivacidade além do habitual, e uma solenidade tão profunda pairava sobre ele, que as suas características se tornaram como que palpavelmente impressas na sua mente. Enquanto ele estava refletindo sobre esta ocorrência inesperada, onde seus passos foram presos por um novelo de linha. Ele agarrou-o, seguindo o caminho indicado pela linha, levando-o ao interior de uma caverna, no intervalo do qual, como a linha orientadora usada por mineiros em suas explorações de passagens tortuosas, pareceu perder-se. Quando ele se aproximou, sentiu-se forçosamente obrigado a seguir o condutor estranho, "que tinha tão maravilhosamente entrado em suas mãos”. Depois de passar por um longo e sombrio vestíbulo, ele foi conduzido para um aposento no interior. Um imenso fogo ardia na lareira, e lançou suas grandes labaredas selvagens – esplendor sobrenatural, para o canto mais remoto da câmara. Sobre ele foi colocada uma enorme caldeirão, como se os preparativos estavam sendo feitos para uma festa em uma escala extensa. Dois cães deitados, com a cabeça levantada, em cada lado da lareira, na quietude do sono ininterrupto. A única notável peça de mobiliário no apartamento era uma mesa, coberta com pano verde. Na cabeceira da mesa, um ser consideravelmente avançado em anos, de aparência nobre, vestido com os trajes de guerra, sentado, firmemente dormindo, em uma poltrona. Na outra ponta da mesa havia um chifre e uma espada. Apesar desses sinais de vida, por toda a câmara predominava um silêncio terrível, uma sensação no qual fez o pastor refletir que ele avançou além dos limites da experiência humana, e agora estava na presença de objetos que pertenceram mais à morte do que a vida! A própria ideia o fez sentir calafrios. Ele, contudo, teve a coragem cessada, para avançar em direção à mesa e levantar a buzina. Os cães levantaram suas orelhas pavorosamente, e o terrível veterano de guerra “levantou bruscamente seu cotovelo”, erguendo os olhos meio relutantes, disse o hesitante camponês, que se ele tocar a buzina e puxar a espada, iria conferir-lhe as honras da cavalaria, para durar através do tempo. Mas tal inédita nobreza de uma fonte tão medonha, qualquer encontro sem apreciação do jovem camponês cheio de pavor, ou terror de encontrar-se sozinho na companhia naquilo que poderia ser um fantasma maligno, que estava somente tentando-o para sua ruína, tornando-se urgente demais para ser resistida, e, portanto, propondo dividir o perigo com um companheiro, ele tateou seu caminho sombrio, como melhor seus membros trêmulos pudessem apoiá-lo, de volta para a luz do dia "abençoada". Em seu retorno com um reforço de força e coragem, todos os vestígios da antiga cena desapareceram; os penhascos apresentaram o seu habitual aspecto alegre e tranquila; e qualquer vestígio da abertura de uma caverna foi destruído. Assim falhou outra das repetidas oportunidades, para libertar o encantado rei da Grã-Bretanha do “enfeitiçado sono das eras”. Dentro de sua câmara rochosa, ele ainda dorme, como a tradição diz, até a hora marcada, ou se convidado por seu feiticeira a participar nas ilusões do festival das fadas, que não mais possui amuletos para ele. "Desperdiçado com cuidado," ele senta-se além dela – o banquete não saboreado – a pompa despercebida, pelo constrangimento. Seu convidado, e de sua terra natal retida pela triste necessidade. [7]

Estudiosos têm comentado que o mito pode ter surgido para explicar o nome do lugar como “Sewingshields”, do velho idioma Inglês “Sete Escudos”, e outros declararam que o nome surgiu da existência histórica de sete cabanas de pastores no qual cercavam o lago de Northumberland, que mais tarde tornaram-se os Sete Cavaleiros da Távola Redonda. [8] Novamente, como os sábios, eles representam sete qualidades ou tipos de artes ou virtudes, como visto nos nomes dos cavaleiros do Rei Artur. Aqui os protetores da Donzela evoluíram de serem anões, representantes do conhecimento atrofiado, para um estado de conhecimento mais sábio ou virtude, sob a forma de valentes cavaleiros. É justo que os sete sábios devem ser substituídos por cavaleiros, em tempos de cavalaria e reis. Assim, de acordo com a lenda italiana Branca de Neve, e Sewingshields há sete cavaleiros ao redor da Távola Redonda do Rei Arthur e Sophia.

Rei Arthur e seus cavaleiros na Mesa Redonda, que são 7 na Lenda da Tumba

Comparando as duas Sepulturas da Tradição Europeia

Na comparação do túmulo de Christian Rosenkreutz e a Abóbada do Rei Arthur, encontramos similaridades (clique na imagem para uma melhor resolução):

dois sepulcros

Estas semelhanças marcantes vinculam a tradição do Rei Arthur aos mitos rosacruzes de uma vez por todas, nos ajudando na Alemanha a investigar dentro do “Místico Sanctum Universal”, após nossa Ordem está nomeada. Sem cobrir muitos detalhes, devo acrescentar que seria um erro assumir que os Rosacruzes foram meramente sequestrados da lenda do Rei Arthur da Inglaterra, vendo que há exemplos ainda mais antigos de tais túmulos nobres na Alemanha, que também contêm uma luz sempre ardente. [i] (Ver rodapé) Uma importante versão, sendo aquela declarada pelo Imperador Alemão Frederick Barbarossa, em que ele deve acordar de seu túmulo, no qual também tem sempre presente a luz solar no lado de dentro e sete cavaleiros. Aqui uma profecia diz que no dia do despertar, ele exaltará Alemanha, exaltando a primeira das nações da Europa.

Os alemães sabiam que tais lendas são de conhecimento comum e estavam cientes da sua profecia também. Isso significa que na manifestação da lenda Rosacruz, os rosacruzes, ao descrever sua descoberta de tal tumba simbólica, estavam anunciando o cumprimento desta profecia. Eles estavam jogando sobre tradições conhecidas e as raízes profundas do povo alemão. A descoberta do túmulo de Christian Rosenkreutz proclamando que o TEMPO ESTÁ PRÓXIMO, logo nós ascenderemos como uma nação, e eles estavam usando esse mito para despertar vida em seu chamado por uma universal reforma espiritual e cultural através do continente. Muitos intelectuais foram à procura de outro salvador da sociedade, ainda mais radical do que o próprio reformador protestante Lutero, e o mito do túmulo Rosacruz foi a resposta.

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Imagem da “Gold und Rosenkreuzer” de 1777. Mais tarde, ordens Rosacruzes usariam o seu sistema de 9 graus. Esta imagem deriva de seu “Ritual de Adeptus Minor”, mostrando a formação original do “cerimonial” da Tumba de CRC. Mais tarde, o grau de Adeptus Minor seria usado na Inglaterra como a atual sétima abóbada murada. Isso é originalmente descrito pelo Fama – os sete irmãos rosacruzes ao redor de CRC, encarnando os Sete Sábios da Grécia ao redor de Apolo, pela reforma do mundo.

Como observou Arthur Waite em 1614, ao mesmo tempo que as publicações rosacruzes, um panfleto, anonimamente publicado em alemão, chamado “Die Reformation der Ganzen Wieten Welt” ou de outra maneira "A Reforma Universal de Todo o Mundo" no qual contém uma proposta para a fundação de uma irmandade secreta, que deve ter como objetivo principal a saúde espiritual da humanidade. É uma tradução alemã do trabalho de Trajano Boccalini, em italiano, contando a mesma história. O título original italiano não é outro senão “A Reforma Universal de Todo o Mundo, por ordem do Deus Apolo, aos Sete Sábios da Grécia”. Nele, nós aprendemos que o deus Apolo está insatisfeito com a humanidade, que em seus olhos nós temos caído na vulgaridade cultural e sua solução é enviar os Sete Sábios da Grécia, que em sua sabedoria formará uma sociedade secreta que deve iluminar e reformar a cultura da humanidade.

À luz dessas descobertas e histórias, agora podemos ver que a Tumba Rosacruz e os manifestos, ambas são nada menos que o cumprimento de uma profecia alemã, bem como um chamado italiano para a reforma cultural. Estes combinados em conjunto, formam a base da lenda rosacruciana e dá fôlego às tumbas de sete lados que nós temos explorado, haja vista que nós, como Rosacruzes modernos, se quisermos nos chamar por esse nome, somos pretendidos a tornar a atividade viva de uma ideia, uma ideia de iluminação e de esperança para o futuro, trazendo mudança, até mesmo uma mudança radical, quando a civilização mais precisar de nós. Como este artigo sugere, CRC e seus sete irmãos são as encarnações ou representantes dos Sete Sábios da Grécia e do próprio Apollo no centro, respondendo o grande chamado pela mudança em nosso mundo, esta dando um modelo por nós para representar e incorporam as mesmas ideias e os mitos em carne, exigindo de nós que, vivendo como rosacruzes contemporâneos, precisamos avivar e habilitar essa grande filosofia de Ouro, tornando-se os Pilares do Templo da Sabedoria e, como cavaleiros, campeões de um mundo melhor.

Como um iniciado do sistema alemão e finalmente olhando para trás, refletindo sobre a forma como o túmulo de Christian Rosenkreutz espelha todas essas qualidades, incluindo os sete sábios, contos de fada antigos, e o próprio Apollo, tudo dentro do romântico reino dos cavaleiros do Rei Arthur e sua tumba, bem como a outra antiga caverna dos reis adormecidos da Alemanha, é porque por mim a Tumba de CRC não é um mito, mas sim um lugar para fechar os olhos e encontrar o fantasma do passado, dos antigos reis, filósofos e deuses que desejavam inspirar-nos. E às vezes, apenas às vezes, se nós escutarmos cuidadosamente, nós poderemos ouvi-los.

Samuel Robinson

Grande Hierofante do Mystica Aeterna, cofundador do corpo interno do O.R.M.U.S

Comentários Rosacruzes

Esta seção oferece comentários sobre post de meu blog, provenientes de irmãos e irmãs rosacruzes de outras Ordens Rosacruzes. Decorrente de vários ramos da Ordem Rosacruz, esta seção nos reúne em um novo estímulo, iniciado bem aqui no Mystica Aeterna, a fim de ajudar a desenvolver a partilha e a comunidade em toda a nossa bela tradição, independente das nossas diferenças, organizando-nos dentro de uma irmandade Rosacruz, de conexão, compaixão e partilha.

Paxton Knight - Cabalística da Rosacruz

Paxton KnightAo considerar a caverna/túmulo do conto Arthuriano "Sewingshields", podemos ver muitas das marcas do caminho da iniciação dentro do Tradição de Mistérios Ocidental. Nos é mostrado o túmulo como o famoso Mount Abiegnus, o qual é o caminho em espiral da Serpente da Sabedoria (energia Kundalini) - ou, neste caso, a chama eterna que queima profundamente dentro do núcleo interno da matéria e serve como o símbolo do fogo secreto na humanidade. Há também o Rei dormindo e sua rainha rodeado por sua corte e, presumivelmente, sete dos cavaleiros do rei que evocam o imaginário do grande Filho cabalístico, Zeir Anpin, e sua noiva antes da ocorrência dos vários estágios de desenvolvimento necessários de restauração (em hebraico -Tikkun) que são mencionados nas práticas cabalísticas. Na última etapa deste reintegração, Z"A (representado pela esfera de Tiphereth e as Sephiroth adjacentes) nos outorga seus cérebros (hebraico - Mochin) em Da'ath (hebraico - Conhecimento) e recebe a luz plena da Tríade Superior que confere a sua plena maturidade para que ele possa adequadamente relacionar-se com sua noiva e formar uma união para a Glória do Altíssimo, Bendito Seja o Seu Nome.

O que é mais interessante, é o ritual contido na lenda Arturiana que deve ser realizado e os instrumentos a serem utilizados. O pastor (que é um pouco de anti-herói) é confrontado com um altar verde (a cor de Vênus) e uma escala proverbial de dois instrumentos complementares: há a jarreteira e a espada, o que sugere o caminho da severidade e honra cavalheiresca; o corte da própria jarreteira é um pouco de um ato violento, que perfura o véu ou quebra o círculo / esfera. No entanto, para completar o despertar do Rei e sua corte, ele sopra o chifre, o que sugere o judaico Shofar (chifre de carneiro) que foi utilizado pelo Sacerdote para anunciar o feriado de Rosh Ha-Shanah (que significa "Cabeça do Ano Novo "), que acabará por levar a Yom Kippur - o dia do Juízo / Expiação.

Note-se que Rosh Ha-Shanah ocorre no 7º mês do calendário hebraico, que é chamado de Tishrei - e girando as letras hebraicas também se soletra Reshit, o que significa "Início". É durante este tempo que o Sol viaja no signo de Libra, que é governado por Vênus. Foi Biblicamente também conhecido como Yom Teruah, ou "o dia de levantar ruído" - a que o nosso Pastor mal preparados falhou dentro do conto. Quando olhamos uma das várias versões do secular texto cabalístico, o Sepher Yetzirah, descobrimos que Libra é governado pela letra hebraica Lamed que é uma das únicas letras que sobe acima do resto das letras do alfabeto - o anseio para se conectar à fonte de toda a - a luz infinita. A palavra hebraica para Libra é moznayim que literalmente significa "equilíbrio", mas contida dentro da palavra também é oznayim que significa "orelhas" pois é o ouvido interno que dá a uma pessoa o seu equilíbrio e é a voz interior que leva o aluno à voz da grande Mãe cabalística, Binah, a terceira Sephiah Superior que é o verdadeiro entendimento. Tradicionalmente, Venus é governado pela letra Peh (embora sua associação moderna é Daleth), o que significa que é uma imagem da "Boca". Assim, tomadas em conjunto Lamed e Peh mostram a orelha e a boca, que é a natureza da Cabala em sua significação literal.

Quando consideramos todos os fatores desta luz, o conto Arthuriano "Sewingshields" mostra traços de uma alegoria judaica e cabalística para a reintegração da Face Menor, Zeir Anpin, através de vários Tikkun (harmonia de certos Sephiroth) - para o sopro do shofar que foi realizado pelo Sumo Sacerdote no Santo dos Santos (Sepulcro no nosso caso), como ele era a personificação da pureza (sexual) (por exemplo, a chama sempre acesa na câmara de Yesod) e consciência espiritual. O sopro do chifre em seguida simboliza uma excitação que é o de realizar uma união entre o menor e o maior através de um canal aberto para que o homem pode perceber e tocar sua / seu potencial mais elevado. No entanto, o nosso pastor parece ser um exemplo do candidato despreparado e desequilibrado que só pode pensar a agir violentamente com severidade, pois ainda ele não tem a natureza sublime de se envolver nos aspectos mais misericordiosos da oração e do desenvolvimento espiritual. Ele reage com medo. Independentemente disso, se o Tikkun for devidamente preformado, parece que dentro deste túmulo o som do chifre estaria anunciando a era do Retorno do Rei.

Sugere-se também ponderar a imagem do "Laboratório Alquímico" de Heinrich Khunrath quando se considerando o conto também.

RLDIII - Confraternidade Rosa+Cruz

RDLIIIQuando e onder estiver qualquer número de almas purificadas, encarnadas ou desencarnadas, para se unirem, atraídas pelo puro desejo de receber e comunicar-se bem, sendo unificadas no Espírito do Amor, e tendo assim tornado-se de fato uma alma na vontade da bênção, então surge espontaneamente, e é formado a partir dos elementos múltiplos de suas substâncias-almas individualizadas, um corpo de serviço divino. Isto, no nível do ser humano, é o mediador Corpo de Cristo, o navio do serviço do Amor, o qual assume uma forma que é visível para o vidente espiritual que vê além das sombras espectrais nas realidades internas do grau da vida.

Este, Sir, é o assunto permanente a respeito do Graal. ~ LAPSIT EXILLIS ~

"O candidato deve renunciar à sua personalidade, a fim de dedicar-se a um mais elevado apóstata moral".

O rei é pastor ao mesmo tempo. Algumas vezes ele despacha alguns brilhantes embaizadores para seu vaso em poder, o seu factotum, aquele que tem a felicidade de estar sujeito à morte.

"~ Sobre aquele mármore lendário lance teus olhos. A cena comanda uma visão moral. E em Arcadia está a consagração das planícies, por meio das ninfas risonhas e camponesas brincalhonas, pelas quais você vê o festival da felicidade lá atrás, com a Graça enternecora, e então visite compassivamente a meia face sorridente; Onde agora a dança, a luta e as núpcias festejam; a paixão latejante se encontra peito dos amantes, o emblema da vida fica, a juventude, e ocorre o florescer vernal, mas aí o dedo da razão aponta para o túmulo - o seu próprio túmulo"

John Daniele - Societas Rosicruciana in Anglia

JohnA reforma do mundo por meio do despertar espiritual e a renovação são componentes essencial do ethos Rosacruz. Essa inclinação tem informado as melhores filosofias e práticas da nossa tradição. O caminho da Rosacruz é, portanto, viajar para o mundo e se reunir com a multidão de almas piedosas para canalizar a bondade do Altíssimo até o reino terrestre.

Este ajuntamento de almas vivem em torno de uma figura emblemática como Christian Rosenkreutz, tal como elaborado por este papel, que é de fato enraizado na sabedoria tradicional da Cabala. O cabalista famoso e professor, o rabino Yisrael ben Eliezer, foi um defensor do princípio da "Dvekut" ou "adesão" a Deus. Ele postulou que a oração, especialmente a oração coletiva, era um meio pelo qual podemos apegar-se o Todo-Poderoso e experimentar algo de sua imanência. Por conseguinte, a fraternidade Rosacruz mítica expressou esta prática de "Dvekut" através de atos de lealdade para com Christian Rosenkreutz, um símbolo do Espírito Santo manifesto sob a forma de um sábio santo, ou na tradição judaica, um "tsadic" ou "homem justo".

Esta adesão das almas que vivem no Espírito Santo ilustra outro princípio princípio da tradição Rosacruz: a unificação mística do maior ao menor. Portanto, ao contrário de outros caminhos mais ascéticos para a união, que separam o material do espiritual, a Rosacruz é exortada a desenhar o Espírito Santo em união com a materialidade. Isso não pode ocorrer no entanto até que se purifique as nossas nossas mentes através da adesão às quatro virtudes cardeais e elevemos nossas almas por meio das três virtudes teologais que, juntas, são emblemas dos sete irmãos, ou sete sábios do túmulo de Christian Rosenkreutz. Jâmblico, em sua obra seminal, "De Mysteriis" articula este processo da seguinte maneira: "semelhança com Deus, na medida do possível". De acordo com os ensinamentos da Cabala luriânica, a ação colectiva de cada alma viva em elevar sua essência divina enquanto na forma material é o meio pelo qual podemos reparar nosso mundo. Esta doutrina da "tikkun olam" é a essência da nossa tradição Rosacruz.

Irmão Emmanuel - Ordem Martinista

LefterisQue belo pedaço de escrita! A história inteira de CRC refere-se ao coração espiritual. A razão pela qual ele tem estado em um túmulo é que ele só pode ser acessado após a morte de todos os nossos desejos e ligações terrenos e em completo silêncio.

Uma história bonita e inspiradora pode ser escrito para inspirar o candidato, mas as nossas ferramentas de trabalho permanecem as mesmas.

Somente um silente e calmo coração pode refletir, receber e perceber a glória do Altíssimo. Na tradição cristã original, há 7 arcanjos. O papel de embrulhar pode até mudar, mas o presente / verdade interior são sempre os mesmos.

Nick Farrell - Golden Dawn + RR et AC

NickO aroma Rosacruz da Golden Dawn sempre flertou com os mitos Arturianos. Em primeiro lugar, houve tentativas de WB Yeats para construir toda uma Ordem Golden Dawn baseada em torno dos mitos celtas medievais, que inclui Arthur. Em seguida, houve tentativas da Stella Matutina para fundir a Ordem do rei Artur da Távola Redonda na sua Segunda Ordem.

Em meu livro "Beyond the Sun" eu falo sobre como OTR foi, provavelmente, a invenção de Neville Meakin, que era o braço direito de Dr RW Felkin. Felkin essencialmente tomou a ordem mais com a ideia de proporcionar um sistema de formação cavalheiresca e mágica para a Segunda Ordem. Quando ela começou você tinha que ser homem e um adepto da Golden Dawn.

Felkin ficou tão impressionado com o sistema Arthuriano que ele parecia considerá-lo como mais importante do que o seu trabalho Golden Dawn.

A razão é o conceito de cavalheirismo esotérico em que uma pessoa comum é treinada para ser algo útil para a sua comunidade em geral. Isto não é particularmente elegante na comunidade esotérica mais ampla, onde a ideia de individualidade tem sido destacada, muitas vezes em detrimento da comunidade. No entanto, chega-se a um ponto do treinamento onde um mago tem que começar a se concentrar fora do seu próprio desenvolvimento e ajudar a evolução da humanidade. A cavalaria esotérica preenche esse papel muito bem.

Os conceitos de cavalheirismo que eram para proteger os fracos e defender a sociedade, foram tomados e, em seguida, perdidos pela Maçonaria moderna. Para fazer isso corretamente deve-se haver mais do que a caridade através de angariar de fundos, mas focar as habilidades mágicas para o bem da sociedade.

Se isso não for feito com cuidado, pode se degenerar em magia política e, por isso, é necessário algum cuidado. Mas há mais frequentemente casos claros onde a magia pode ser dirigida para objetivos mais amplos. Eu sei de um grupo que fazia rituais para livrar seu país da corrupção política. Logo após este trabalho ser interrompido houve prisões de alguns políticos de alto escalão em um escândalo de corrupção.

Mas às vezes os cavaleiros Rosacruzes, com o seu dever de curar o doente, tem que sujar as mãos e ajudar suas comunidades locais de forma prática.

Notas de Rodapé

(1) Efésios, 20:2

(2) Pedro, 2:5

(3) Cleobulus de Lindos, Solon de Atenas, Chilon de Esparta, Bias de Priene, Thales de Mileto, Pittacus de Mitilene e Periander de Corinto.

(4) Maria Sophia Margaretha Catherina von Erthal, que nasceu em Lohr am Main, em 1725, que, como na história do Grimm, tinha uma mãe verdadeiramente má. O espelho falante pode ser visto hoje no Spessart Museum em Lohr Castle.

(5) Imagem de domínio público

(6) "History of Northumberland” de Hodgson

(7) Cowper’s Homer’s Oddyssey

(8) Enquanto algumas versões atribuem a Mesa Redonda a 12 cavaleiros, a tradição de sete cavaleiros é demonstrada aqui

(i) "Sete homens que dormem e longo dormi, em um antro, sob um penhasco de oceano, nos confins da Alemanha, onde há neve todo o tempo de verão, e no inverno, embora os homens vejam a luz do sol, ainda que o sol não é visto! Todos os homens podem vê-los lá; eles são sólidos no corpo; a sua cor não é alterada; nem as suas roupas velhas; e, portanto, as pessoas os mantêm em grande adoração e reverência. Um miserável avarento uma vez tentou tirar um deles do seu vestuário e seu braço ímpio secou-se na tentativa".

(ii) "Uma lenda alemã ainda mais antiga existe relativa ao imperador alemão Frederick Barbarossa, que se diz residir em Kyffhauser Mountain. Seu túmulo foi dito ser visto pela última vez em 1669 e também ele dorme imortalmente rodeado por sete de seus guerreiros. Sua barba cresceu tanto tempo que tem quebrado através de sua mesa redonda, e outras lendas dizem que quando a barba 'enrolar-se exatamente três vezes em torno de sua mesa redonda o fim dos tempos chegou. "Ele deve acordar e se tornar o último imperador em terra. Outras lendas afirmam que ele vai subir para liderar a Alemanha, mais uma vez, e ele e seus sete cavaleiros adormecidos devem libertar a Alemanha e exaltá-la como a primeira entre as nações da Europa.

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3 comentários sobre “Origens Secretas do Sepulcro Rosacruz na Tradição do Rei Arthur

  1. Alan Ramos

    "Mas às vezes os cavaleiros Rosacruzes, com o seu dever de curar o doente, tem que sujar as mãos e ajudar suas comunidades locais de forma prática."
    Não vejo isso como "sujar as mãos", mas consequência de sair da visão "macro" para o "micro", o aqui e agora.

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