A Origem Secreta da Tradição Ritualística da AMORC

Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “The Secret Origin of the AMORC Ritual Tradition", realizada por Jeff Alves.

A AMORC tem influência tradicional. Este é o segredo escondido em seus rituais de iniciação.

Hoje eu irei destrancar um segredo bem guardado dentro da AMORC. Irei mostrar de onde os rituais de iniciação realmente vêm e por uma boa razão. A AMORC provavelmente mantém esta pequena joia longe do alcance de seus membros, pois ela acha um pouco embaraçoso. Seus rituais de iniciação não são antigos per se, mas eles têm uma bela história para contar.

Como um tradicionalista, eu acredito que a AMORC deve estar orgulhosa dessas raízes.

Este post também foi feito em apreciação aos membros da AMORC que se juntaram à nossa comunidade no Facebook. É, de fato, um adendo ao comentário anterior da AMORC.

Em meu último post eu fiz uma revisão da AMORC, sendo este o primeiro dos meus comentários das Ordens Rosacruzes. Esta avaliação inicial foi feito para medir a sua pontuação tradicional, medindo quão bem eles são em relação aos ideais estabelecidos pelos nossos antepassados Rosacruzes. Como os leitores sabem, esta série objetiva rever todas as suas principais Ordens Rosacruzes em relação a seus méritos tradicionais e espirituais.

Parece que a avaliação da AMORC perturbou algumas pessoas. Esse não era o propósito.

Diversos fãs da AMORC expressaram certa decepção, chegando a sugerir que o meu blog era um ataque direto à AMORC. Não era. Como mencionado, há dois comentários para cada Pontuação, sendo o primeiro em relação ao Tradicional e o segundo em relação ao Espiritual

Vou repetir aqui: a AMORC faz muito bem em termos de pontuação Espiritual.

A razão da AMORC fazer tão mal na avaliação foi porque eu comparei-a contra os Pilares da Tradição Rosacruz, um padrão que eu estabeleci com base nos documentos iniciais da Tradição Rosacruz.

Para recapitular a revisão:

A AMORC tem uma forma escassa de Pansofia, muito pouca Trinosofia (alquimia, cabala, magia) e praticamente ao zero de Cristianismo. Foi determinado que todos estes aspectos eram parte integrante da nossa corrente, tal como estabelecido nos primeiros manifestos Rosacruzes. Estes três aspectos, Pansofia, Trinosofia e Cristianismo Hermético, são inevitáveis em termos de tradição Rosacruz.

É por isso que, por todos os meios e fins, a AMORC tropeçou com uma pontuação de 29 em 100.

MAS existe mais coisa nesta história. A trama aqui engrossa. Encontrarei as raízes mais ocultas.

Os Pilares R.C são uma importante vara de medição. Eles utilizam os primeiros fundamentos conhecidos em alemão como a "fase inicial Rozenkreuzer," sendo no início de 1600. Mas é claro que a tradição Rosacruz não parou por aí. Ela continuou a evoluir.

Na verdade, várias Ordens Alemãs e Francesas surgiram afirmando-se ser a "verdadeira fraternidade oculta" que estava se revelando abertamente pela primeira vez. Várias dessas Ordens alegaram ter a Pedra Filosofal ou conhecer os verdadeiros segredos da iniciação e da Maçonaria, que eles próprios criaram a Maçonaria e que somente eles poderiam explicar a grandeza dos mistérios existentes desde o tempo da queda de Adão. A atividade destas Ordens é conhecida como a "segunda fase Rosenkreuzer".

Considerar que a AMORC fez mal em sua Pontuação Tradicional não amortiza o valor tradicional da AMORC completamente. Na medida em que foi pontuada, ela apenas foi analisada em relação a fase inicial Rosenkreuzer. Mas não foi avaliada em relação à segunda fase Rosenkreuzer.

Deixe-me começar aqui, que a avaliação de qualquer Ordem tradicional é feita contra as normas dos pilares da Tradição Rosacruz, considerando-se especificamente como essa Ordem se sai em relação às proposições apresentada pelo nossos fundadores em seus primeiros estágios. Os seis manifestos documentais que compõem o padrão foram publicados em um período muito curto, de apenas 1616 até 1618. Estes seis manifestos absolutamente determinam as intenções dos nossos verdadeiros fundadores.

As avaliações demonstram quão verdadeira é a causa de uma Ordem em relação a essas intenções originais.

Ao mesmo tempo; negar que a tradição Rosacruz não continou e evoluiu seria um engano. O segundo período Rosenkreuzer mostra isso e essas Ordens expandiram o escopo original. Assim, em comparação, meus pilares da Tradição RC vê as Ordens de um ponto de vista muito PURISTA e depois de tudo eu irei definir a minha própria Ordem aqui.

Agora, algumas pessoas recentemente me chamaram de "líder de pensamento Rosacruz" e talvez, eventualmente, o título poderá se sentar confortavelmente. De qualquer maneira, sem os meus amigos me cutucando com nomes e tirando sarro de mim, tenho o compromisso de ajudar os outros a enriquecerem a sua viagem Rosacruz. Em grande parte enfatizar a tradição e criar consciência sobre a nossa herança.

As Avaliações Rosacruzes encapsulam minha busca inicial para recuperar as nossas raízes perdidas.

Eu não espero que todas as Ordens façam bem contra os pilares. A AMORC fez mal e não é o pior desgaste em comparação com as próximas revisões. O que aconteceu na minha avaliação da AMORC, porém, foi que eu formulei um ponto, que era uma conclusão original minha.

Eu destaquei uma conexão entre a AMORC e uma certa Ordem Egípcia.

Esse pensamento me manteve incomodando. Cavei um pouco mais profundo.

Mas não se engane. Antes de eu divulgar essa revelação, eu ainda estou firme em relação à avaliação anterior.

As monografias da AMORC não ensinam mistérios Rosacruzes. Hoje a sua administração sabe pouco sobre mistérios Rosacruzes. Muito pouco de sua revista ou museu contêm ensinamentos Rosacruzes (Trinisofia, Hermetismo, Pansofia, Theosofia), mas o reino onde podemos descobrir sua herança tradicional está nas iniciações que eles usam, incluindo os símbolos e a decoração.

O que a maioria das pessoas não sabe é que a tradição ritualística da AMORC veio de outra ordem.

Introduzindo o Ritual Egípcio de Memphis-Misraim.

memphis-amorc-300x225Estranhamente muita gente nunca ouviu falar do Memphis-Misraim, que é um organismo muito Rosacruz. A maioria dos membros da AMORC tem mencionado algumas vezes que eles acham que a AMORC tem pouco a ver com a Maçonaria. De um modo geral, eles estão certos. AMORC e Maçonaria são duas entidades separadas com diferentes objetivos. E, no entanto, esta suposição é absolutamente errada quando se trata do Rito de Memphis-Misraim, amplamente conhecido como Maçonaria Egípcia, uma tradição que eu tive a sorte de ser iniciado na Suécia, graças a Mikael Gejel & Fin N.

Como e por que a AMORC está relacionada com o M.M é fascinante. Este post vai provar o ponto.

Na minha avaliação da AMORC afirmei que "a AMORC é essencialmente o rito egípcio de Memphis-Misraim sem a lenda do construtor maçônico". Isto não foi um palpite que acabou por ser um bang, mas também descobriu-se que o fundador da AMORC, Harvey Spencer Lewis, propositadamente fez isso, sabendo muito bem que ele estava mudando os rituais e eviscerando a lenda maçônica.

Para os leitores que não conhecem, a Maçonaria Egípcia não é a mesma Maçonaria regular. Esta última é em grande parte Inglesa ou Escocesa, e baseia-se na lenda do construtor em torno do templo do Rei Salomão. A história tradicional dentro da Maçonaria regular afirma que um dos mestres construtores do rei Salomão foi chamado Hiram Abif e foi ele que aprendeu a sabedoria secreta de Salomão, que foi transmitida através de sua guilda de construtores, dentre a qual estavam os mistérios secretos da elaboração do templo. Seu ofício se tornou filosófico, com o objetivo de construir um templo para uma humanidade iluminada.

A Maçonaria Egípcia, por outro lado, é geralmente detestada por Maçons regulares. Ao invés de ter apenas 33 graus, o Rito de Memphis-Misraim tem 99 iniciações de mistérios no total.

A principal diferença aqui é que eles alegaram uma origem egípcia. Ao invés de remontar aos construtores do templo de Salomão, eles se viam como uma extensão dos arquitetos do Egito, que havia criado as pirâmides e testemunhado os antigos mistérios lá mesmo. Foi a sua fraternidade, segundo eles, que tinha continuado as antigas religiões de mistério do Egito, Pérsia, dos Hebreus e da Grécia, todas as quais eles tinham testemunhado e transmitido em sua Maçonaria Egípcia.

A AMORC em sua história tradicional também reivindica ser oriunda dos egípcios, ou seja, a partir de Imhotep, ou, como alguns dizem, Akhenaton. Isto é onde você vai começar a ver o cross-over da Maçonaria Egípcia.

Na verdade, o Rito de Memphis-Misraim é uma combinação de dois ritos anteriores, sendo o primeiro o Rito de Misraim e o segundo o Rito de Memphis. Ambos tiveram diferentes lendas de fundação.

O Rito de Misraim começou em 1803 como uma extensão da Maçonaria Egípcia de Cagliostro. De acordo com sua lenda, Misraim foi o neto de Noé, que depois de sobreviver à inundação fundou o Egito. Ele é conhecido como Menes, o primeiro dos faraós, e introduziu a Cabala e a Arquitetura para os Egípcios. Tal como acontece com Rosenkreuz, ele tinha um túmulo de sete lados, rodeado por sete pedras planetárias e, acima de seu sarcófago, queimava um fogo que nunca se apagava. Este Rito era Hermético, Cabalístico e possuía 80 graus.

O Rito de Memphis foi criada em 1838. Ela também teve altos graus, aparentemente 88 no total. Sua lenda de fundação foi Rosacruz, alegando que um sábio egípcio chamado Ormus, que era um sumo sacerdote no templo de Serápis, foi convertido ao Cristianismo por Marcos no ano 96 D.C. Ormus é dito como aquele que retificou os mistérios de Ísis e Osíris com esta nova revelação de Cristo.

A diferença que o Rito de Memphis tinha em relação ao de Misraim era que ele tinha mais ênfase sobre Templarismo, Cavalaria e Cristianismo gnóstico. De acordo com o meu amigo historiador Milko, o Rito de Memphis foi uma tentativa de cristianizar o anterior rito de Misraim. Ambos os ritos ensinavam iluminismo, a doutrina da Reintegração e tinha fases de trabalho filosóficas, cabalísticas e magísticas.

Foi em 1881 que os Ritos de Memphis e de Misraim foram reunidos em uma forma de Maçonaria Egípcia.

A nova forma de Maçonaria Egípcia, o Rito de Memphis-Misraim, tornou-se uma mistura de ambos, que contém os melhores elementos de cada Ordem. Pessoalmente eu prefiro o Rito de Misraim na medida em que contém mais ritual oculto. Eu também poderia acrescentar que muitas figuras proeminentes foram membros, incluindo Blavatsky, Steiner, Westcott, Crowley, Papus, Reuss e Yarker, para citar alguns.

E, é claro, Harvey Spencer Lewis foi um membro.

Isto é onde fica interessante.

F.U.D.O.S.I investiu Harvey Spencer Lewis.

O ano era 1934, 8 de Agosto, para ser exato. Spencer Lewis neste dia foi iniciado no 6°, 87°, 88° 89° e 90°. Neste dia especial, uma reorganização da M.M foi decidida entre os líderes Rosacruzes, que mutuamente reconheciam-se e que tinham trocado iniciações para ajudar a ratificar a sua autoridade Rosacruz. Eu não preciso repetir a história F.U.D.O.S.I aqui, mas mencionarei o fato de que a maioria dos corpos Rosacruzes Franceses e Belgas estavam presentes.

Nesta conferência, que durou vários dias, chegou-se a uma conlusão. A F.U.D.O.S.I concordou que a origem do "Antigo e Primitivo Rito de Memphis-Misraim" tinha que ser de fonte Rosacruz.

Assim, na reunião, os irmãos Belgas usaram isso para afirmar que o ramo Francês era um órgão que representava o Rito de Memphis ao invés do Memphis-Misraim juntos. Eles declararam que tinham encontrado documentação antiga do ano de 1818 do Rito original de Misraim e consideraram que era o momento certo para uma renovação completa do Rito.

O historiador e amigo pessoal Milko Boogard escreve:

"De acordo com a F.U.D.O.S.I esta seria uma "Renovação Rosacruz", realizada pelo Primeiro Imperator da Ordem Rosacruz, Harvey Spencer Lewis".

É aqui que vemos evidência de uma transição dos rituais do estilo maçônico dos ritos de Memphis-Misraim, que agora seriam transformados em puramente Rosacruzes e, posteriormente, utilizados pela AMORC. Agora que Spencer Lewis tinha a autoridade e concordância de seus pares Rosacruzes, ele iria levá-lo a si para levar o essencial dos rituais e transformá-los em uma nova forma de Rosacrucianismo.

A Renovação Rosacruz do M.M também significava que os elementos maçônicos tiveram que ser removidos. Não há mais lenda sobre Hiram Abif, o mestre de obras. Não há mais segredos sobre o templo de Salomão. Não há mais esquadro e compasso. Mas os elementos egípcios que fizeram Memphis-Misraim tão especial permanecem. É por isso que o Parque Rosacruz parece dessa forma.

Memphis-Misraim-Amorc Há outras duas provas principais para finalizar o argumento da origem M.M da AMORC.

O Altar Shekinah tem sido usado em cerimônias de AMORC desde o seu início. É sempre mostrado como um altar de três lados. Ele aparece no centro da sede da San Jose nos principais rituais. Você pode vê-lo representado aqui em uma convocação da AMORC realizada no ano passado. Eu também poderia acrescentar que Papus incluiu o uso deste altar em rituais Martinistas, mas Papus admitiu abertamente que ele o tirou do Rito de Memphis-Misraim. Hoje a AMORC não possui a tradição oral que se passa com este altar triplo, embora ela permanece em alguns organismos do Misraim e quando eu a recebi eu senti que o altar é importante o suficiente para ser incluído em nossa própria Ordem como um objeto que retrata um casamento místico, de natureza místico-erótica, e relacionado com os mistérios Isis-Osiris.

Shekinah-Altar

shekina-cagliostro-189x300Vou ainda acrescentar que o Rito de Misraim realmente obteve isto de Cagliostro e seu anterior Ritual Egípcio. Você pode vê-lo em sua forma original de altar triplo como representado em sua Trinosophia, muitas vezes atribuída a St Germain, ao lado. A linhagem de Cagliostro para a M.M é bastante interessante e vale a pena um estudo mais aprofundado.

Além disto, há um segundo símbolo do M.M. usado na AMORC.

lamenoto-175x300O Selo da AMORC foi um objeto de muita disputa. Na verdade, este selo é o mesmo selo derivado do Rito de Memphis-Misraim na Alemanha, então liderado por Theodore Reuss. Harvey Spencer Lewis ainda esteve sobre ataque em outro ponto neste mesmo assunto porque Crowley tornou-se o chefe do rito e a partir de então afirmou que, portanto, deveria exercer autoridade sobre a AMORC também. Desnecessário será dizer que a AMORC não usa este selo de hoje devido à ligação M.M/OTO. Mas, se você olhar para os certificados F.U.D.O.S.I da AMORC (antes utilizados) verá que eles eram selados com a própria assinatura do Lewis ao lado do símbolo do ovo alado do Rito Egípcio.

A história tradicional do Rito de Memphis-Misraim afirma que o rito começou com Misraim, o primeiro faraó do Egito. É por isso que depois de falar com Lewis, Crowley também escreve sobre Lewis dizendo: "Ele disse que a Ordem foi fundada por um dos primeiros reis egípcios e professavam ter provas documentais de uma hierarquia ininterrupta de iniciados desde então".

Claramente neste momento Lewis estava tomando emprestado a história tradicional de Memphis-Misraim e não a dos manifestos Rosacruzes que fala apenas de Christian Rosenkreuz.

Mais tarde, descobrimos que Lewis poderia substituir o bom rei 'Misraim "por Akhenaton em seus mitos fundadores. Isso foi feito, a fim de separar ainda mais a AMORC da lenda maçônica de Misraim. Minha estimativa é que Lewis realmente teve pouco tempo para digerir e planejar isso com cuidado, pois a renovação da MM de forma Rosacruz foi finalmente concluída em 1934 e, de fato, Lewis já vinha trabalhando neste Rito Egípcio desde antes de 1920.

Para adicionar o selo e o altar triplo (como se não é suficiente), devemos considerar como o Memphis-Misraim foi estilizado em termos não só de seus rituais, mas também suas regalias e certificados. Lewis viu que a AMORC se beneficiaria de tudo isso, tendo em vista o uso de emblemas Egípcios com o sol alado, as colunas Egípcias dos ritos e também selos hieroglíficos que adornam documentos da AMORC. Embora o altar triplo do M.M é realmente o elefante rosa na sala de AMORC, desnecessário será dizer que a iconografia egípcia fala por si. Antes da AMORC nenhum outro organismo Rosacruz tinha feito uso do extenso imaginário egípcio de tal forma, a não ser o Rito de Memphis-Misraim, que claramente deixou suas pegadas em cima da Ordem Rosacruz criada pelo Lewis.

Eu acredito que você deve seguir essas pegadas para rastrear o caminho de volta para onde sua tradição veio. Se você é um membro da AMORC e este post é tão chato como o meu passado, eu vos digo: não se preocupe. 🙂 Isto é algo que enriquece a sua herança. O Rito de M.M é bonito, atraente e rico. Com seus misteriosos 99 graus iniciáticos, o rito herdou à altura dos ensinamentos iluministas da época. A carga de Lewis para renovar os rituais do M.M não é um prego no caixão provando uma história, é uma conexão real que você pode se orgulhar.

Além do mais, este rito em si já tinha uma origem Rosacruz anteriormente. Mas isso é outra história...


Veja mais textos do Sam Robinson no Mystica Aeterna (em inglês). Como sugestão de leitura, indicamos alguns de seus posts mais recentes:

Sugestões de melhorias na tradução, enviar através de contato@oalvorecer.com.br

10 comentários sobre “A Origem Secreta da Tradição Ritualística da AMORC

  1. Alan Ramos

    Em umas das primeiras monografias da AMORC que recebi em casa, é dito que Lewis foi à França e recebeu "autorização" para continuar a herança Rosacruz. Talvez um dos motivos para Lewis "inserir" na AMORC tanto a simbologia egípcia como o altar Shekinah, ausentes na "tradição Rosekreuzer", seja para dar uma "pista sutil" de onde AMORC veio, "criando indiretamente" dois grupos:

    1- O daqueles que se satisfazem com a AMORC como ela é hoje, brigando com "louvável fervor" quando fazem qualquer comentário contrário ao "status quo". O que não é muito diferente de alguns "cristãos", que geralmente estão envolvidos em situações contrárias aos dogmas desta.

    2 - O segundo grupo seria das pessoas que, semelhante ao autor deste texto, tem a consciência de que "nada se cria do nada". Sempre há uma origem para tudo, e não é "pecado" investigar e questionar o status quo. Pelo contrário, apreende como o conhecimento e a Tradição atravessam as eras, sem perder "toda a essência".
    Grato pelo texto e pela tradução.

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  2. Alexandre Catropa

    O que é importante não é só cronologia da Ordem mas sua Ontologia comprovada que para aqueles estudantes sincero é feito uma alquimia que consegue se desenvolver seu psíquico,uma ciência,cultura,filosofia,são poucos mas existem não é em vão o processo iniciático funciona a liturgia é comprovada por isso é escolhido os sinceros de coração. OBS; É eficaz

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    1. Jeff Alves

      No princípio do texto já é dito que a AMORC é uma ótima escola iniciática. O texto trata sobre uma possível conexão entre a Memphis-Misraim e a AMORC e não sobre o processo desenvolvido pela AMORC, o qual, repito, no início do texto é tido como ótimo. Quanto ao processo alquímico, seria interessante ler um pouco mais sobre a Alquimia, que não tem muito haver com "Alquimia Mental".

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  3. Alexandre Catropa

    Referente Memphis-Misraim Muitos integrantes da Ordem eram da Maçonaria nos seculos 16,17,18 existe uma história muito mais antiga de personagens que fizeram Integração Debussy cagliostro Jovelet e outros,
    Não é nenhum mistério e não Harvey Spencer Lewis,vejo muito contundente e exploração de História do que fatos verídicos, as monografias são pura alquimia o segredo é seguir os estudos para dar abertura para alquimia e nem todos fazem isso negligencia os estudos.
    Aí que há um engano Alquimia mental é segredo para alquimia em metais pesados.

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  4. Pelotas Occulta

    A amorc no Brasil tem algumas funções, sua instalação por estas terras creio eu que não foi ao acaso.
    Barrou-se o desenvolvimento de outras ordens, tornou estéril o campo da Thelema(quase nulo)
    Limitou o martinismo a alguns poucos
    Limitou o Memphis Misraim a uma ordem fantasma, que mal aparece e vive na penumbra, vive escondida, e muitos acham romantica essa situação.

    A AMORC casou bonito com a maçonaria brasileira,e nesse casamento todos os outros pretendes foram descartados...Quem perdeu com isso?
    O cenário iniciatico do Brasil.

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  5. Edimar Pereria

    O fato é: Lewis esteve na Itália para por recomendação para contatos com membros de Memphis-Misraim por razão desses possuírem antigos documentos rosacruzes e objetos que pertenceram a antigos templos. Já os ensinamentos práticos das monografias vieram de Sar Hieronymus, continuador da Rosacruz Universitária de Sar Peladan. O último ponto é a influência do "movimento de retorno a Blavatsky", do qual Lewis fazia parte, encabeçado por uma importante líder teosófica que iniciou o norte-americano ao contato com os mesmos Mestres da Sociedade Teosófica.

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    1. Frater T.A.S.

      Caro Edimar, sou um estudioso da Tradicao Rosacruz, em especial da AMORC, a qual estudo a mais de 40 anos. Gostaria de saber se o Frater poderia nos informar em que fontes foram obtidas estas importantes informacoes sobre HSL.

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  6. Tales Vasconcellos

    Olá Jeff, bom texto! Ainda assim eu gostaria e complementar algumas questões. Spencer Lewis não recebeu os seus graus do Memphis Misraim em uma reunião da FUDOSI. Na bibliografia regular da AMORC você encontra menção de que ele teria sido no máximo Companheiro Maçom, tendo assim optado por seguir seu caminho apenas no Rosacrucianismo. No livro "The Unknown God: W.T. Smith and the Thelemites" nós encontramos algumas referências (inclusive citando número de processos) de quando o Spencer Lewis foi preso por estelionato e Aleister Crowley, recém chegado aos EUA, o auxiliou a se livrar das acusações. Crowley acreditava que Lewis poderia lhe auxiliar a se tornar conhecido no novo mundo, e com isso introduziu Lewis a Theodor Reuss, na época O.H.O da O.T.O. Reuss então lhe concedeu em 1921 os graus de 33º, 90º e 95º do Memphis Misraim e o grau VII da O.T.O, para que ele viesse a operar um corpo local da Ordem nos Estados Unidos. Esse diploma chegou a ser publicado uma vez pela própria AMORC no livro "Documentos Rosacruzes" 1980 (única edição - eu tenho o original e se quiser posso lhe enviar fotos do diploma e do livro). Foi a partir daí que Lewis passou a adotar diversos elementos da O.T.O dentro da AMORC, entre eles: o Lamen da O.T.O (Selo da Amorc), a mítica egípcia (em referência ao Novo Aeon), a data do ano novo rosacruz (que é a mesma do equinócio dos deuses, evento que marca a contagem de 22 dias para a data da recepção do Liber Al Vel Legis), a utilização de Liber para documentos oficiais/sagrados, etc. Anos mais tarde, quando Crowley assumiu como O.H.O da O.T.O ele questionou o fato de Lewis não desenvolvido qualquer trabalho da O.T.O nos Estados Unidos e ter utilizado os elementos da Ordem para enriquecer a AMORC. Lewis ignorou esse questionamento. Crowley ameaçou um processo por plágio (que não se concretizou, pois nessa época Crowley já estava em falência) e Lewis passou então a acusa-lo de ser um mago negro. Fim.

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