Não sou judeu. Posso aprender Kabbalah?

sephirot4pngPergunta simples, resposta nem tanto. Atualmente a resposta é sim e já existem judeus passando para não judeus esta sabedoria (mesmo que existam os que são contra aa isto ainda). Porém é no mínimo estranho não judeus responderem a esta pergunta dizendo que eles não poderiam aprender por não serem judeus, terem mais de 40 anos e etc... Vamos discutir mais um pouco sobre isto?

Existem níveis de desenvolvimento relacionando a Kabbalah à humanidade. A depender da época (do chamado "nível de desenvolvimento da época") os textos mudam a roupagem e a forma.

É dito mitologicamente que o primeiro cabalista foi Adam HaRishom (o primeiro homem) que escreveu o livro Sepher Raziel. O primeiro cabalista a passar isto para todos é Abraham com o seu Sepher Yetzirah. Maimônides diz que ele faz isto de reino em reino e depois centenas de milhares vão à sua tenda para aprender. Ora, se ele foi de reino em reino e centenas de milhares foram aprender o método, sendo que ainda não haviam judeus, significa então dizer que mitologicamente a Kabbalah desde 4000 anos atrás já passava a sua sabedoria para não judeus, correto?

Quando o Baal Ha Sulam fala sobre a Torah, por exemplo, diz que é o primeiro livro escrito na Linguagem dos Ramos, que as pessoas da época poderiam compreender a linguagem utilizada e que a Torah foi expressa justamente para as pessoas dessa época. Com o Exílio, o Ego cresce, há uma "descida" da espiritualidade e as pessoas deixam de fazer esta conexão com a linguagem da Torah, deixando este livro de ser compreensível a todos.

Na época do Rashbi, o desejo da espiritualidade volta a crescer. A sabedoria da Kabbalah agora utiliza-se de Midrash. Então surge o Zohar, utilizando este tipo de linguagem.

Na época do Ari os escritos ganham linguagem mais científica e a linguagem ganha mais enfoque nos Ramos do que nas Raízes. Antes dele só se podia falar em "fábulas" e "contos" sobre a Kabbalah. Ele recebe permissão para passar de forma mais direta e sem restrições, deixando inclusive os textos abertos para o entendimento por parte de não judeus. Abro aqui um parêntese para informar que, se na época fosse estritamente seguida a regra de que para estudar Kabbalah (e não para ser cabalista) era preciso ser judeu maduro (com mais de 40 anos), casado, de comportamento exemplar e ser ávido por descobrir os segredos do universo, então Isaac Luria nunca poderia ter estudado Kabbalah e muito menos ser cabalista. Ele começou a estudar com 17 anos e morreu aos 38!

Salomon Rashi de Troyes (1040-1105)
Salomon Rashi de Troyes (1040-1105)

Não irie entrar em detalhes sobre o ocorrido na Espanha que gerou cabalistas judeus convertidos ao cristianismo e devido a um dos princípios da Kadosh Kabbalah ela dever ser passada para não judeus como consequência disto. E gerou toda uma revolução na Tradição Esotérica Ocidental. Veja a influência que ela teve em autores como Pico della Mirandola, por exemplo. Também não custa ressaltar que há teorias de que os Templários tiveram acesso a Kabbalah devido a interesses judaicos em relação às Cruzadas. Como diz Vitor Manuel de Adrião, " Face à impossibilidade de recuperarem militarmente a Terra Santa, no século XII os judeus da diáspora decerto viram os propósitos de conquista ultramarina pela Ordem do Templo servirem perfeitamente aos seus propósitos. Isso tanto no aspecto militar, como no político e no religioso. Daí financiarem largamente as Cruzadas; daí iniciarem propositadamente vários e distintos cavaleiros templários nos segredos mais selectos do Judaísmo, ou seja, na Kaballah, a “Tradição Velada do Livro”. Nesse sentido, pode-se aventar não ter sido escolhida ao acaso a cidade de Troyes para a realização em 1128 do concílio solicitado por São Bernardo a pedido de Hugues de Payens e seus oito companheiros, a fim de ser aprovada oficialmente a nova Milícia do Templo. A maioria deles tinha laços familiares à Casa de Borgonha a qual, significativamente, esteve na fundação de Portugal. Ora, nessa cidade francesa, domínio do conde Hugues de Champagne, residia o próprio cavaleiro Hugues de Payens, parente do conde seu feudatário, ambos íntimos do pensamento heterodoxo do rabino Rashi da Escola de Estudos Rabínicos de Troyes, onde o estudo da Kaballah ocupava lugar destacado, a qual prosperava desde 1070, época de Godofredo de Bouillon. Além disso, o próprio São Bernardo possuía proximidade familiar aos cavaleiros requerentes da nova Ordem, sendo sobrinho do cavaleiro André de Montbard por sua mãe, Alette, ter casado com Técelin de Montbard, senhor do feudo de Fontaine, todos com grande proximidade ao esoterismo sinagogal. Será ainda na cidade de Troyes que nascerá um trovador célebre, Chrétien de Troyes, que cerca de 1160 iniciará o ciclo literário do maior dos mitos medievais: o do Santo Graal, que um trovador templário posterior, Wolfram Von Eschenbach, irá atribuir a sua posse efectiva à Cavalaria da Ordem do Templo (...) Conscientes da impossibilidade de restaurar o Templo de Salomão assim como a linhagem divina dos reis de Israel, interrompida definitivamente, os judeus benjamitas da diáspora desviam os olhares do Médio Oriente e fixam as atenções no mais Ocidente da Europa, na Terra de Sefarad ou dos sefarditas que aqui eram, neste mesmo País então em formação destinado a abrir um novo ciclo de Humanidade. Servindo-se do pretexto da política militar de reconquista da Península Ibérica ao Islão, impelem os Barões de França, liderados por D. Henrique de Borgonha, à consagração do novo Condado Portucalense como Terra Santa, sentido místico que cedo incutiram nestefinis Terris in Occidis, por certo prevendo que cedo o Condado se tornaria País independente, o primeiro da Europa feudal, e teria todas as condições para nele se fundar a nova Israel. Posteriormente, os cavaleiros templários trariam para esta outraTerra Santa, o “Porto do Graal” (como está no sinal rodado nas cartas de doação de Tomar e Sintra por D. Afonso Henriques a Gualdim Pais, Mestre Provincial do Templo), essa mesma Arca da Aliança, as Tábuas de Moisés, o Cálice de Salomão, enfim, expressões diversas para uma única Sabedoria Iniciática alegorizada no Saint Vaisel, que como objecto cerrado vem a simbolizar o saber velado, trazido para aqui possivelmente pela mão de Arnaldo da Rocha, em segredo, encarregando-se o Mestre Gualdim Pais de soerguer um novo e terceiro Templo de Salomão digno de albergar a Santa Relíquia vinda do Oriente. Ideia escondida mas que deu concepção e nascimento à Charola ou Rotunda octogonal em torno da qual se formaria o Convento de Cristo em Tomar, a região mais ao centro de Portugal, construída como réplica exacta da Cúpula do Rochedo em Jerusalém que assenta sobre as antigas ruínas do Templo de Salomão". Friso então que mesmo antes dos judeus serem obrigados ou a voltarem para as suas terras ou a se converterem e os convertidos terem que passar o seu conhecimento aos não judeus já havia iniciados nesta tradição que não eram judeus (e isto pode ser evidenciado em alguns escritos do Século XIV e mesmo com os Templários conforme supracitado).

baalsulamA partir de Baal HaSulam nenhum texto cabalístico novo surge. Não há inovações. Não há atualizações. Há apenas comentários dos textos antigos. O foco muda para deixar os textos compreensíveis a todos.

Se tentarmos entender os textos cabalísticos de outros níveis de alma (de épocas mais antigas) teremos inclinações para não entendermos em nosso ego devido à humanidade estar em um nível de alma que superou aquele nível anterior. Deste modo, cabalistas como Baal HaSulam fornecem atalhos para estes conhecimentos por intermédio de seus textos, comentando o Ari e o Zohar, que é uma linguagem mais adequada para a nossa geração, sendo compreensível tanto por judeus quanto por não judeus.

Ao discutir com um amigo judeu sfaradi da comunidade judaica de Fortaleza, Keruv Barzilai, sobre este assunto, ele inclusive complementou da seguinte forma: "a Cabala era ensinada abertamente até a destruição do Beit Hamikdash Beit (segundo Templo) e, por motivos óbvios, fechou-se temporariamente. Com a força cristã e suas mudanças no mundo (não como uma crítica aos cristãos, pois tem meu profundo respeito), judeus foram mortos e a prática da Cabala tornou-se algo mais perigoso ainda (por seus conceitos místicos e esotéricos). Sim, de fato chegou o tempo da Cabala assumir sua missão (não que ela tenha se esquecido disso), pois receber é algo próprio do ser humano e doar foi a segunda fase de desejo dentro do ser humano, assim, sua evolução deu-se através de vontades e estados de constrições, onde outros desejos de equivalência de forma (com o Divino) surgiram. Hoje não somos diferentes de antes. "Conhecimento não nos serve de nada se não podemos passá-lo adiante".

Quando perguntaram ao Rav Kook, o grande Cabalista do século XX, quem poderia estudar Cabalá, sua resposta foi inequívoca: "Qualquer um que queira".

Logo temos que:

a) Não, não precisamos conhecer fluentemente hebraico. A Kabbalah não faz parte do Judaísmo. Ela utiliza da linguagem do Judaísmo para ser transmitida. Alguns cabalistas inclusive irão afirmar que é mais complicado um judeu aprender do que um não judeu porque vai associar as palavras às significações delas na língua hebraica quando na realidade ela se refere a um Ramo e não a uma Raiz.

b) Não, não é preciso estar imerso na cultura judaica. Mesmas razões já discutidas acima.

c) Não, a abertura do ensino da Kabbalah para não judeus não é moda. A Kabbalah surgiu sendo passada para não judeus. Posteriormente tornou-se restrita a judeus. E hoje é aberta (embora haja ainda judeus que tenham resistência a isto - não falando ortodoxos porque mesmo dentro dos ortodoxos há quem passe para não judeus). Existem ramos da Kabbalah dita Judaica cheio de Segulot de fato. Houve uma troca aí - há uma tendência de usar a Kabbalah para validar o que se sabe, seja new age ou até mesmo tradicional, e, consequentemente, vão existir tanto bizarrices tradicionais (como a postura de não judeus de que um não judeu não pode aprender Kabbalah por não ser judeu - desculpem a redundância) e até mesmo modernas (como até mesmo dentro de algumas linhas da Kabbalah Judaica haver Segulot)

kabbalahA melhor forma de aprender Kabbalah é no método boca a boca (e não boca a ouvido, pois não basta escutar, você deve passar adiante), ou seja, alguém tem que passar para você. Se pegarmos uma linha ortodoxa e judaica de ensino para judeus e não judeus, a que mais é indicada para quem não tem acesso a um Moreh ou Rav, tanto por judeus e não-judeus cabalistas, é o Instituto Bnei Baruch. Se estas pessoas fazem parte de escolas esotéricas ou mesmo grupos de estudos (ou ainda não sabe absolutamente nada do assunto e busca aprender para aplicar à tradição em que faz parte), tendo em vista a quantidade de bizarrices sobre o assunto, é recomendável primeiro aprender conceitos fundamentais da Kabbalah Judaica (recomendo o Bnei Baruch) e só então partir para os escritos esotéricos ocidentais que falam de Kabbalah.

"Eu tenho visto que aquela proibição sobre o estudo aberto na sabedoria da verdade foi apenas por um período limitado, até o final de 1490, mas a partir daí a proibição foi levantada e a permissão foi concedida para estudar o Zohar. Desde 1540 isto tem sido uma grande Mitzva (mandamento) para que em público as massas estudassem, velhos e jovens... E isso é porque o Messiah virá e não por qualquer outra razão. Portanto, não devemos ser negligentes". (Rabbi Abraham Ben Mordechai Azulai, Ohr HaChama, por volta do Século XVI ou XVII)

"A partir do ano 1540 em diante os níveis básicos da Cabala devem ser ensinados em público para todos, jovens e velhos. Somente através da Cabala eliminaremos para sempre guerra, destruição e a desumanidade do homem em relação ao seu semelhante". (Rav Avraham Azulai, A Misericórdia de Avraham, por volta do Século XVI ou XVII)

"Rabbi Yehuda Leib HaLevi Ashlag (1884-1954) é conhecido como Baal HaSulam pelo seus comentários - Sulam(escada) - sobre o Livro do Zohar. Baal HaSulam dedicou sua vida às interpretações e inovações da sabedoria da Cabala, disseminando-a por Israel e por todo o mundo. Desenvolveu um método especial para o estudo da Cabala, pelo qual, qualquer pessoa pode se aprofundar na amplitude da realidade e conhecer suas raízes e o propósito de sua existência". (Trecho da biografia de Rabbi Yehuda Ashlag apresentada pelo Instituto Bnei Baruch)

"Nunca houve qualquer proibição ou promulgação restringindo o estudo da sabedoria da Kabbalah. Qualquer um que diga que nunca estudou Kabbalah e que nunca viu o PaRDeS fala como um ignorante". (Rav Elijah ben Solomon Zalman, Séc. XVIII)

E, por fim, novamente...

Quando perguntaram ao Rav Kook quem poderia estudar Cabalá, sua resposta foi inequívoca: "Qualquer um que queira".

Não custa lembrar que vai ser muito difícil um judeu gostar da mistura da Kabbalah com outras coisas (como Tarot, Cristianismo, Alquimia e etc.), embora esta mistura seja uma das bases da Tradição Esotérica Ocidental e fez nascer a Kabbalah Cristã e/ou a Kabbalah Hermética.

23 comentários sobre “Não sou judeu. Posso aprender Kabbalah?

  1. Pelotas Occulta

    Olá boa noite a todos, eu lí o texto e o achei muito interessante, mesmo eu tendo uma visão contraria, e já deixo isso dito, para todos entenderem de que forma estão impregnandos os meus conceitos.

    Eu sou um membro adormecido das seguintes ordens; DeMolay,Rosacruz(AMORC/TOM),Co-Maçonaria,Vale do Amanhecer,FRA(fraternidade Rosacruz Antiga)[não pretendo voltar a ativa em NENHUMA delas] fui criado na visão espirita, e atualmente estou em processo de Gyur(conversão ao judaísmo)

    Minha opinião:

    Se eu fosse querer estudar sufismo, seria melhor aprender com um sufi, provavelmente o Mestre Sufi, pediria que eu me converte-se ao Islam para melhor compreender os ensinamentos do Sufismo( que incluiriam eu seguir a Dieta e a disciplina Islamica para absorver melhor os ensinamentos),
    Assim também seria com o Judaísmo, uma coisa é ler a Torah, outra coisa é ler a Torah sem misturar leite com carne e sem comer carne de porco, e outra coisa é ler a Torah em uma dieta plenamente kosher, e outra coisa é ler a Torah em hebraico, são níveis de percepção diferentes, quanto mais imerso mais perfeita é a absorção do conhecimento, a cabala judaica, pertence a egregora judaica, a tradição e a cultura judaica.

    Ai entramos em um ponto desagradável, seria a kabbalah mistica uma forma de superssionismo?uma forma de doutrina cristã da substituição?
    A Doutrina da substituição diz que D"us abandonou as leis de Moisés e através de Jesus firmou o novo povo escolhido(cristãos) e abandonou os judeus, e logo todos os "artefatos" judaicos foram legados ao cristianismo, o povo judeu então através dessa doutrina cristã foi escurraçado ao longo de 2000mil anos.

    Dentro desse contexto temos que entender o seguinte "Jesus é um NINGUÉM(pra não dizer nomes feios) no judaísmo, nada, zero" e esse NINGUÉM se reflete na Cabala.
    Porque oras a cabala, é parte da cultura judaica
    e muitos cristãos usam de malabarismo e cabala pra tentar justificar Jesus.
    Como inclusive um frater Rosacruz/Maçom fez comigo dizendo que faltava entendimento de Mishná e Cabala ao povo judeu, "estava dizendo que a galinha não conhecia o ovo que botou" mas da onde vem essa audacia? Da Doutrina da Substituição/Superssionismo.

    Na cabala judaica não existe Tarô ou advinhação,na cabala judaica não existe Magia, O Maharal De praga(por exemplo) era um homem muuuito puro, muuuito sábio que vivia a lei mosaica em plenitude e para salvar o povo judeu, D"us revelou a ele a forma de fazer o Golem, mas com todo o aval e amparo do criador.

    A Cabala é um modo de vida, porque o judaísmo é um modo de vida, Com Excessão dos descendentes de sangue(por parte de mãe) de outro judeu, é judeu quem pratica o judaísmo.

    E os membros do CHABAD(que é um acronimo cabalistico de chochmah-Sabedoria, Binah-Compreensão, e Da'at-conhecimento, que era o nome de uma cidade que significa "a cidade do amor fraternal" que ficava na russia e foi destruida) Dizem que nem os judeus conseguem atingir a Cabala, só grandes Rabinos(Rebbes) Sábios(Tzadik) Conseguem atingi-la então quando aparece uma ordem como a rosacruz Kabbalista e diz que o grau máximo deles é Doutor em cabala, como você acha que isso soa na cabeça de um Judeu?Que tem dificuldades muitas vezes de ensinar judaísmo básico a um goy, e o goy querer aprender algo super elevado na religião dele?

    Fora isso a Kabbalah tem se tornado um mercado lucrativo no Brasil, aliás pode-se dizer que a Kabbalah dá dinheiro pra quem escreve sobre...

    Qual foi o seu primeiro livro sobre cabala? o Zohar?o Sefer yestirah?algum livro introdutório escrito por um judeu estudioso ou por um Rabino?Foi o Bnei Baruch?Foi o Kabbalah Center?Dependendo do ponto de partida sua expêriencia com Cabala vai estar arruinada porque você pegou avoda zará e meteu no meio da cabala, e fez uma salada de fruta muito doida.
    Dizem que o Zohar enlouquece seus leitores, mas qual zohar? a edição enxuta que se vende aportuguesada por ai, ou o livro composto de varios tomos em Hebraico?

    A Cabala tem sua importância mas ela não pode ser usada contra o povo judeu, e Também não pode se afirmar que Jesus era um Cabalista, visto que ela relativizou a lei mosaica(a disciplina Mosaica necessária para obter os resultados) e o que se explica de seus milagres foi o furto do nome inefável de dentro do templo(como falei dizer que Jesus é um NADA para o judaísmo em ainda estaria falando bem dele, pois de acordo com o costume, a lei e a fé judaica ele foi um bandido)

    Então fica aqui o meu apelo, uma experiência PLENA como Cabalista só Será Possível ao homem Circuncisado convertido e que vive plenamente a Fé judaica, e isso é extremamente dificil e complicado para o convertido, pois é muito ruim e amargo mexer lá na "BIOS do sistema" extinguir o cristianismo de dentro de sí não é uma tarefa facíl quando é sabado e você não pode pegar o elevador tem que subir 200 degraus e vem aquela máxima na sua cabeça "o homem não foi feito para o sabado, mas o sabado foi feito para o homem" que é basicamente um foda-se pra lei de D'us eai?

    Nada Contra a Kabbalah mistica, eu adorei ela, me diverti muito com ela e suas imagens de facíl entendimento, inclusive lí alguns livros que devaneiavam dizendo que os pitagóricos estiveram em contato com os essenios e os cabalistas, muita história mitica para explicar a origem da cabala na maçonaria, quando de fato, alguns judeus não tão praticantes acabaram dando uma deixa e outra alí enquanto maçons ativos durante o desenvolvimento dos graus-filosóficos.

    E temos que levar em conta também que durante a era da Alquimia os judeus morriam na fogueira, no cadafalso, no calabouço, sofriam pogrons e perseguissões, então de fato alguma coisa pode ter sido usada pra "aliviar a barra" e as perseguissões, claro um achismo bárbaro da minha parte.

    Abraham Isaac Kook, temos que entender o homem em seu tempo, ele foi o primeiro Rabino chefe asquenazita da "palestina" Britânica, um homem do século XX(20), sobre essa questão eu ainda vou acessar os foruns judaícos americanos e perguntar mais informações para os outros Chaverim(amigos praticantes da fé e do povo) então essa questão eu deixarei em aberto pra comentar mais tarde, porque já escutei de um Rabino Americano que ele não ia muito com a Cara do Rito escocês e chamou a cabala do rito escocês de Cabala suja(lembrando que curiosamente esse rito só tem apelo no Brasil e nos países latinos) sobre esses pontos eu primeiro vou me informar para depois comentar então

    Continua...

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    1. Keruv

      Muita coisa do que falou faz sentido (dentro da visão judaica ortodoxa), mesmo que a conversão deste seja Massorti "conservadora". Realmente a a esfera judaica se comporta assim, seja com Jesus, seja com o Cristianismo de forma geral, o que não quer dizer que seja uma opinião unânime, mas mesmo assim é de grande peso.

      Na Cabala Kasher ou Chassídica não existem meios esotéricos como Tarot, mapas astrológicos, evocações de entidades, etc. Mas ela está ligada inteiramente ao cumprimento das Mitzvot, a Halacha e ao estudo da Torah no nível SOD.

      Sobre o Maharal de Praga e dizer que um Golem é algo permitido pela lei judaica... Eu duvido muito. A prática de criar homúnculos é algo constante em livros e grimórios de magia.

      Eu particularmente não acredito que a Cabala seja o Judaísmo de hoje, até porque o Judaísmo de hoje não é o mesmo de 100 anos atrás, muito menos de 1000 anos atrás e ainda mais o de 4000 anos atrás. A Cabala é desde o princípio e tenta se valer não da "mecânica" do rito. Por exemplo, um sujeito pecava um Chatat e teria que sacrificar uma cabrita para ser perdoado, embora dentro de seu coração continuava o desejo e desequilíbrio das vontades. A Cabala não olha só para o rito, pois ele não serviria de nada se não aprendermos os princípios, mas olha para a internalização, o que o rito pode mudar dentro do ser humano. O rito agora substituído pelo Sidur tem o mesmo princípio... Se você rezar apenas por obrigação, porque o judeu assim é obrigados os 3 serviços e tarara) sem Kavana, sem "sim Lev", sem Machshava, ocorre o mesmo "Nada", não tem valor. Acredito que a Cabala internaliza essa energia e revela esses conceitos. Não ocorre o mesmo com o Judaísmo atual. Por exemplo, na minha sinagoga há pessoas que correm de Cabala por acreditarem que é outra coisa, que não é Judaísmo. Os motivos? Não sei. Mas percebo que são pessoas materialistas, políticas por natureza, que só enxerga o que os interessa...

      Quanto a só o elemento judeu ser merecedor da Cabala, para mim é uma ideia ridícula. Basta entendermos que a proposta da Cabala é através da carência (algo constante no ser humano) fazer com que a alma sinta a necessidade de "Devekut", de se assemelhar a ELE, dentro da realidade plástica criada por Elohim, até porque ninguém se igualaria à sua essência. Então não concordo que o Goy seja apenas uma criatura (como um animal).

      Concordo que hoje temos muitas Cabalot e, mesmo que Adam tivesse a sua "tradição" cabalista e Noach a sua, acredito que suas tradições se misturaram com outras tradições, gerando aí outras Cabalot. Com Abraham um novo começo, passado aos demais que lhe sucederam e, devido a casamentos mistos e outras assimilações, surgiu de novo a mistura. Por isso que judeu puxam tanta "sardinha" para o seu lado... Todos tinham a possibilidade de aderir aos conceitos cabalistas já em 1537, mais ou menos, com o Rav Itzchak Luria, o Ari (de abençoada memória). Algumas coisas mudaram como a ideia do Tzimtzum, o Shevirat Halekim, a Alma e seus estados... Inclusive o Arizal ensina que o judeu tem além da alma fundamental, tem a alma intelectual, que o converso pode adquirir no processo de Guiur, ou seja, uma visão que não existia antes surgiu com Arizal.

      Mas entendo a visão do caro que escreveu. Não é um grito à supremacia judaica não, né? Porque se for serei inimigo ferrenho. Temos que entender que se ele fará Guiur, ainda é Goy, e nem poderia, segundo essa argumentação, falar de Cabala, não é mesmo? Prefiro amar a todos e não só a judeus. Ou então quando se der o Guiur, isso implica que os outros membros da família não são judeus, nem por tesoura e nem por Guiur, como se faria então? Diminuiria seus irmãos, pai, mãe, etc? Isso é ridículo. Como rezariam no Sidur a parte que diz: "Bendito sejas Tu, Eterno, que não me fizeste Goy"?

      Vamos pensar no todo.

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    2. Jeff Alves

      A questão fica mais interessante quando dentro do próprio Judaísmo há quem negue Kabbalah dizendo que ela não é Judaísmo! Geralmente apega-se ao conceito de Kabbalah estando no meio do Judaísmo, como se fosse a essência dele, mas há linhas judaicas que proibem ou veem com maus olhos a Kabbalah.

      Quanto à questão de aprender hebraico, irei citar o Rav Laitman novamente:

      "Desejamos informar que não é necessário traduzir termos hebraicos usados na Cabala para outro idioma, pois cada um deles aponta uma entidade espiritual (partzuf) ou uma de suas partes.

      Providenciamos algumas traduções paralelas para auxiliar o estudante que conhece o Português. No entanto, deve ser enfatizado que estas traduções podem levar a associações com imagens de nosso mundo. Isto é estritamente proibido porque ninguém deve rebaixar o espiritual ao nível de nosso mundo.

      Termos como Cabeça (Rosh), Boca (Peh), Cópula (Zivug) etc.,
      podem induzir a associações que nada têm a ver com a Cabala.

      Assim então, é recomendado se apegar às denominações hebraicas. Os estudantes que não entendem hebraico realmente terão uma vantagem sobre os que entendem hebraico, pois para eles estes termos não carregarão nenhuma referência ao nosso mundo".

      Creio que não é preciso citar a argumentação utilizada para um não judeu não aprender Kabbalah. Sei que há a questão da língua e da cultura envolvido nisto, mas há quem defenda (e é a base deste pensamento) que o não judeu é inferior espiritualmente ao judeu e portanto não poderia alcançar um nível de espiritualidade da mesma forma que um judeu poderia alcançar.

      O Rabino Dov Ber Pinson, por outro lado, diz que o Tanya não deve ser entendido literalmente e que "judeu" e "não judeu" não se refere às propriedades externas (as comunidades religiosas em que alguém nasce), mas às propriedades internas (e isso indenpende de em qual religião ele nasceu). Curiosamente, Yehudah Khein defende isso de uma forma que há gentios espiritualmente elevados, com alma judaica, faltando apenas a conversão formal e que há judeus que apenas nasceram judeus mas não possuem alma judaica. Yehuda Ashlag, por outro lado, interpreta não como judeu ou como não judeu, mas como níveis de percepção da alma humana, ao se utilizar da Linguagem das Raízes e dos Ramos. Não posso deixar de citar o Rabino Elihaj Benamozegh, que elogiava explicitamente outras religiões como o Cristianismo e Islamismo e até mesmo sistemas místicos pagãos. Para ele, a Kabbalah é aquilo que pode reconciliar as religiões do mundo, que representam apenas diferentes facetas da mesma coisa. Ele chega a interpretar o Novo Testamento, Hadith, Vedas, Avesta e mistérios pagãos de acordo com a Kabbalah. Enfim, dentro da própria comunidade judaica, há quem acredite que o termo judeu é um termo simbólico e não uma referência à religião.

      Sendo assim, tiramos algumas conclusões sobre posturas diferentes:
      1. O pensamento judaico de que a Kabbalah vai contra o Judaísmo;
      2. O pensamento judaico de que a Kabbaalah apenas pode ser ensinadas a judeus;
      3. O pensamento judaico de que a Kabbalah pode ser ensinada e aprendida por todos.

      Sem esquecer, é claro, que dentro de cada postura pode haver diferentes tipos de Kabbalah.

      Só que quando tratamos da Tradição Esotérica Ocidental tratamos da Kabbalah como um dos três pilares da Trinosophia. Ela acaba se tornando uma das bases da corrente de pensamento Rosacruz/Pansófica. Em suma, ela serve de instrumento para que se façam correlações entre todas as tradições usando como base o pensamento esotérico ocidental. É algo diferente da Kabbalah Judaica, pois vai misturar com coisas que a Kabbalah Judaica não misturaria. Mas aqui estamos tratando de tipos diferentes de Kabbalah. Se no próprio Judaísmo há linhas de pensamento totalmente opostas umas as outras, por que não pensar que pode haver uma linha pautada não no Judaísmo, mas na Tradição Esotérica Ocidental?

      O curioso é que esta discussão é famosa pelas falácias envolvidas, sempre envolvendo superioridade ou inferioridade. Geralmente ou vai se defender que você não pode aprender e muitos outros não podem ou que você pode aprender e muitos outros não podem. O primeiro me parece fruto de uma postura de que "eu acho que não consigo aprender, então a maioria também não pode" e o segundo parece-me "eu sou superior espiritualmente a você, então eu posso aprender e você não". Perceba que as discussões sempre são em torno do quem pode aprender, quem não pode aprender, apresentação de credenciais para que isto se discuta, achismo sobre o que o outro estudou ou não estudou e etc. Não se faz análises limpas, sempre tendendo para o lado que defende. Digo isto porque há ótimas argumentações sobre Kabbalah ser destoante do Judaísmo, sobre Kabbalah poder apenas ser aprendido no contexto judaico e sobre Kabbalah poder ser aprendida por todos. Geralmente se foca nas argumentações que você defende e nem ao menos se analisa as outras. O ponto de vista histórico fica totalmente desnorteado. Sem falar que muitas das vezes nem argumentação há... Apenas os achismos são apresentados. E o principal nunca é feito: ao invés de discutir as diferenças, por que não discutimos as SEMELHANÇAS?

      Independentemente de qualquer coisa... Há judeus que ensinam Kabbalah a não judeus e não creem haver diferença de aprendizado entre um e outro. Há quem pense o contrário? Há. Há quem pense que um judeu deveria passar longe de Kabbalah? Também há. Há quem ache que a Kabbalah é algo que mistura todas as tradições esotéricas como Tarot e Alquimia? Também. Não tenho como negar que todas essas linhas de pensamento existem e há boas argumentações sobre elas. Discutir uma negando todas as outras é parecido com a discussão medieval sobre o sexo dos anjos: não vai levar a lugar algum... Quem pratica qualquer uma dessas ou quem tem qualquer uma dessas posições não vai mudar de posição. Então por que ao invés de perdemos tempo com essa parte retórica e lógica não trabalhos o principal: as semelhanças entre essas linhas de pensamento e as vivências que cada uma delas pode trazer?

      Responder
  2. Gezz London

    Que absurdo é este que a Cabalá não faz parte do judaísmo!!! Ela é a quarta forma de interpretação da Torá (sod)! Este artigo não merece ser lido. CUIDADO.

    Responder
  3. Aline Fernandes

    Boa noite, sou judia e gostaria que entendessem certas coisas. Não existe mais proibição nenhuma. Já houve sim uma época em que apenas alguns discípulos aprendiam. Era, portanto, conhecimento restrito até mesmo entre os judeus. Quanto à questão da idade, não é que a pessoa tem que ter exatamente 40 anos, mas precisa ter muito conhecimento de Torah e Talmud para conseguir entender kaballah. Logo, tem que ser uma pessoa com muito conhecimento ou uma capacidade intelectual muito grande de absorção de conhecimento. Hoje em dia, em que a maior parte das pessoas já desenvolve cedo o intelecto em escolas e universidades é mais fácil encontrar alguém apto a aprender com 27, 28 anos do que seria antigamente. O mesmo vale para a abertura dos ensinamentos às mulheres. Antigamente, as mulheres tinham muitos filhos, não lhes sobrava muito tempo para desenvolverem o intelecto por meio dos estudos. Hoje em dia, a situação é diferente. Aí é óbvio e claro: se você não for um judeu, então tem que ter um professor muito bom e habilidoso, capaz de explicar a kaballah e relacioná-la à Torah, sem que isso entre em confronto com a desvantagem de entendimento que você terá com relação ao texto da Torah. Quem faz um trabalho muito bom com relação a isso é o Rav Michael Laitman. Observem que mencionei a Torah (os cristãos chamam de Pentateuco), pois não existe estudo de verdadeira kaballah desvinculado da Torah. Ou seja, nem tudo que dizem por aí que é kaballah é kaballah. Existe muita falsificação, enganação por aí.

    Responder
    1. Jeff Alves

      Obrigado por deixar o seu comentário, Aline Fernandes. A maioria dos judeus que conheço que estudam Kabbalah recomendam o estudo através do Instituto Bnei Baruch, do Rav Michael Laitman. Esta é realmente uma ótima sugestão.

      Responder
  4. Pelotas Occulta

    Gostaria de dar a opinião sobre o Tema de Dor Leon Attar, um instrutor de Judaísmo e Cabala judeu, Dor é Israelense, mora no Brasil a mais de 10 anos e é judeu ortodoxo, sua instituição é a AJA Associação Judaísmo em Ação.(Convido todos a assistirem suas palestras no youtube são fantásticas)

    "coloquei o link para esse artigo pra ele"

    Dor-pra mim no e novidade
    o que eu sempre falo

    EU-"mesmos entre aqueles que se dizem mais tolerantes, elesroubaram a cabala dos judeus e dizem saber mais cabala do que os judeus, usam disso pra tirar dinheiro das pessoas
    A maçonaria tem todas as palavras de passe em hebraico
    os rosacruz chamam o altar deles de shekinah
    todos eles usam desses artificiespara se dizerem cabalistas
    e quando perguntamos porque os judeus não praticam essas coisas
    todos eles tem a mesma resposta
    que isso é coisa segredo dos sacerdotes que o povo não sabia"

    Dor- "amigo eles nao chegeum nem perto do que e cabala
    nao esquento com goy quer ensinar cabala ou aprender
    ambos nao vao alcancar
    nem judeus conseguim
    so uns justos de niuvel muito elevado
    depois de anos de estudos e trabalho
    e lembre todos os caminhos levam a verdade" (me deu uma lição de paciencia e humildade,Dor é um grande professor)

    EU-eu concordo com o senhor, mas sinto pena das pessoas que perdem tempo e dinheiro com essa gente

    Dor-"quem aceita ou nao ja e problema pessoal ehhehe
    amigo nao sinto pena nao
    pena quem tem e a galinha
    heheheheh
    e engando quem quer ser enganado ne"

    EU-verdade.
    Shabat Shalom Dor, vou deixar você fazer suas preparações, tenha um bom fim de semana com sua familia, até

    Dor- Shabat Shalom amigo.

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    1. Jeff Alves

      "Não esquento com goy quer ensinar cabala ou aprender". Já percebeu que isto significa que nem você poderia aprender cabala? Repetindo o que o Keruv colocou. "Temos que entender que se ele fará Guiur, ainda é Goy, e nem poderia, segundo essa argumentação, falar de Cabala, não é mesmo?". Você sabe que isto é originário da crença de que o não judeu é inferior espiritualmente ao judeu, não sabe? Quando o Keruv coloca sobre pai e mãe, creio que ele se refere à essa questão da superioridade judaica. Você está colocando que sua família é inferior a você, sendo que na realidade você não nasceu judeu, nasceu Goy. Isto não geraria um certo paradoxo no sentido de que você está defendendo algo que não poderia nem sequer aprender ou de que você está se defendendo um argumento que tem uma base de pensamento pautada em você ser espiritualmente inferior a outros?

      Repetindo o final de um comentário anterior...
      ndependentemente de qualquer coisa… Há judeus que ensinam Kabbalah a não judeus e não creem haver diferença de aprendizado entre um e outro. Há quem pense o contrário? Há. Há quem pense que um judeu deveria passar longe de Kabbalah? Também há. Há quem ache que a Kabbalah é algo que mistura todas as tradições esotéricas como Tarot e Alquimia? Também. Não tenho como negar que todas essas linhas de pensamento existem e há boas argumentações sobre elas. Discutir uma negando todas as outras é parecido com a discussão medieval sobre o sexo dos anjos: não vai levar a lugar algum… Quem pratica qualquer uma dessas ou quem tem qualquer uma dessas posições não vai mudar de posição. Então por que ao invés de perdemos tempo com essa parte retórica e lógica não trabalhos o principal: as semelhanças entre essas linhas de pensamento e as vivências que cada uma delas pode trazer?

      Responder
  5. Pelotas Occulta

    é necessário entender um ponto do judaísmo, o judaísmo tem 3 linhas Liberal/Massorti(ou tradicional) e Ortodoxa(que detêm certa hierarquia sobre as outras por ser a mais respeitosa com as leis) dependendo da linhagem você terá uma resposta, quanto mais liberal, mais tolerante será, entretanto aqui vai minha opinião pessoal, os judeus mais cabalistas, são os ortodoxos.

    Responder
    1. Jeff Alves

      Creio que é necessário acrescentar a isto mais um ponto. Quanto mais tradicional for uma linha maior é a probabilidade de encontrar alguém que é contra o estudo da Kabbalah pelos próprios judeus.

      Responder
        1. Jeff Alves

          Da mesma forma que para muitos judeus não faz sentido um judeu estudar Kabbalah, que para muitos judeus não faz sentido dizer que um não judeu não pode aprender Kabbalah e que para muitos judeus mesmo um não judeu convertido também não poderá aprender.

          Responder
          1. Pelotas Occulta

            Um Convertido Pela conversão Ortodoxa (Hager) tem todos os atributos de um Judeu nascido de mãe judia, Exceto que não pode ser Dayan em um Tribunal, entretanto o seu filho pode, pode inclusive o convertido ser Rabino ou Shochet ("Açougueiro Kosher") atividade extremamente importante e rentável. Sendo assim ele pode estudar cabala com um mestre em cabala( que será ortodoxo, todos os mestres raiz em cabala são ortodoxos) claro é aconselhavél sempre a homens mais velhos estudarem a cabala, o judaísmo é uma religião de muito estudo.

          2. Jeff Alves

            Teve um outro judeu aqui nos comentários que apresentou uma posição bem diferente da sua. Em quem acreditar? Em um judeu falando sobre a sua religião ou em um não judeu falando sobre uma religião que irá ser convertido? (Partindo do princípio que está sendo colocado sobre não judeus e judeus)

    1. Jeff Alves

      Pelo contrário. Até o momento todos os comentários foram aprovados (veja que tem um bem crítico abaixo). Não recebi nenhuma informação sobre a não aprovação de comentários (creio que deveriam recorrer ao blog sobre a não aprovação e não a outros, o que não faz sentido para mim).

      Responder
  6. Pelotas Occulta

    "(...)não judeu é inferior espiritualmente ao judeu, não sabe?..." Isso é um argumento falso, o Judeu Recebe do criador a obrigação de expandir a fé monoteísta no mundo, de estabelecer o templo sagrado e de manter os rituais da fé monoteísta, a alma dele tem outro objetivo, do que o nosso, entretanto o judaísmo aceita conversões.
    O Judaísmo é uma religião de revelação Nacional, Todo o povo Hebreu viu Moshê Rebenu Receber a lei de D'us no Sinai

    O povo judeu é chamado de Goy Ha Kadosh, Goy significa apenas povo/nação.

    O B'nei Noach é o Goy que aceita o monoteísmo e segue as leis da Torá ele um B'nei Noach justo tem um poder equivalente ao do sumo sacerdote do templo.

    Quando o Siddur fala do Goy, ele remete ao pagão, que se mantiver-se pagão se não buscar a D'us poderá reencarnar inclusive como animal, A ideia de alma animalesca do Goy é a ideia de que ele não vive para as coisas animalescas.

    “Não esquento com goy quer ensinar cabala ou aprender”. Já percebeu que isto significa que nem você poderia aprender cabala?

    Eu entendo ai que ele não buscar conflito, como ele afirmou não há o que fazer quando a pessoa quer ser enganada.

    Repetindo o que o Keruv colocou. “Temos que entender que se ele fará Guiur, ainda é Goy, e nem poderia, segundo essa argumentação, falar de Cabala, não é mesmo?”. Você sabe que isto é originário da crença de que o não judeu é inferior espiritualmente ao judeu, não sabe? Quando o Keruv coloca sobre pai e mãe, creio que ele se refere à essa questão da superioridade judaica. Você está colocando que sua família é inferior a você, sendo que na realidade você não nasceu judeu, nasceu Goy. Isto não geraria um certo paradoxo no sentido de que você está defendendo algo que não poderia nem sequer aprender ou de que você está se defendendo um argumento que tem uma base de pensamento pautada em você ser espiritualmente inferior a outros?

    -Existe falta de compreensão como colocado acima na questão da Nefesh, quando uma pessoa se converte de verdade dizem que ela é "um convertido que se converte" e que provavelmente a alma dele sempre foi judaica.

    Conheço convertidos que convivêm com suas familias, existem regras alimentares, e o ressentimento maior é por parte dos familiares por coisas bobas, como não comemoras pascoa,natal e ano novo e isso é bobagem.

    Repetindo o final de um comentário anterior…
    independentemente de qualquer coisa… Há judeus que ensinam Kabbalah a não judeus e não creem haver diferença de aprendizado entre um e outro. Há quem pense o contrário? Há. Há quem pense que um judeu deveria passar longe de Kabbalah? Também há. Há quem ache que a Kabbalah é algo que mistura todas as tradições esotéricas como Tarot e Alquimia? Também. Não tenho como negar que todas essas linhas de pensamento existem e há boas argumentações sobre elas. Discutir uma negando todas as outras é parecido com a discussão medieval sobre o sexo dos anjos: não vai levar a lugar algum… Quem pratica qualquer uma dessas ou quem tem qualquer uma dessas posições não vai mudar de posição. Então por que ao invés de perdemos tempo com essa parte retórica e lógica não trabalhos o principal: as semelhanças entre essas linhas de pensamento e as vivências que cada uma delas pode trazer?

    Você está encerrando o debate?é isso?

    Pra mim a questão é simples, quando eu estudava livros de cabala da editora pensamento, eu achava que estava estudando cabala, e aquilo é esoterismo, usando a base da cabala, mas não é cabala.

    Não existe nem metade dessa fissura com relação ao Sufismo,e porque? porque o sufismo não esta presente de forma alguma nos costumes e praticas da maçonaria e das ordens que nasceram pós a existencia da mesma.
    A cabala serve para dar alguma autenticidade a uma tradição que teve inicio no século 18, para legitimar um movimento, dizendo que ele tem origens mais antigas, quando de fato ele não tem.

    Responder
    1. Jeff Alves

      1. Em nenhum momento eu afirmei que o Goy é inferior espiritualmente ao judeu. Pelo contrário. Há vários argumentos que defendem isto. Perceba que nos comentários acima citei alguns Rabinos que tem uma posição contrária a esta e discursam sobre isto. Se há a necessidade de se falar isto, significa dizer que há quem defenda o oposto do que ele fala, certo? Isto é corroborado acima pelo comentário do Keruv que fala justamente sobre isto. Sugiro que também responda ao comentário dele para uma melhor discussão sobre o assunto, já que ele é judeu e tanto eu quanto você não somos. Quanto ao ponto de vista histórico sobre isto, sugiro que leia mais textos acadêmicos sobre a questão judaica da Kabbalah e sobre a posição dos judeus para com os não judeus. E, frisando, é claro que eu defendo que o não judeu é igual ao judeu e, assim como as citações que fiz dos rabinos, a interpretação das passagens que falam sobre judeus e não judeus são simbólicas e não literais. Associações literais fazendo parte da Kabbalah, como diria o Rav Laitman, não são Kabbalah.

      2. Na verdade ele não tenta buscar conflito com isto. É a posição dele. Ele não buscou conflito em outro momento... Até agora ele não comentou ainda o que ele acha do Dor e creio que não vai comentar. Cuidado ao afirmar posições subjetivas de outras pessoas baseadas no que você acha. Pode levar a afirmações perigosas ou enganosas.

      3. Quanto à questão da falta de compreensão relativa ao argumento dele, é melhor deixar para ele comentar. Ele é judeu, nós não (se este é o ponto que está colocando, nós não poderíamos ficar nem falando sobre isto por não sermos judeus).

      4. A sua comparação com o Sufismo é no mínimo ridícula. Procure entender mais o Sufismo no contexto do Islamismo. É bem diferente da Kabbalah no contexto do Judaísmo. Também é interessante que leia mais artigos acadêmicos da Tradição Esotérica Ocidental para não falar de equívocos históricos (Kabbalah sendo utilizada no século XVIII para legitimar um movimento do século XVIII que tem raízes antigas. O intercâmbio ocorre de uma forma bem diferente, por motivos bem diferentes e é bem anterior ao século XVIII - sugiro que leia Hanegraaf para maiores informações)

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  7. Alan Ramos

    Peço licença para compartilhar um texto:

    Pergunta: A Cabalá está ligada à religião?

    Resposta: Em seu artigo, “A Essência da Religião e Seu Propósito”, Baal HaSulam escreve que “religião” é a realização do Criador, a força superior, que atua em todo o universo. Nessa definição só se encaixa a sabedoria da Cabalá, pois ela é o único método que se dedica à revelação do Criador às criaturas.

    A Cabalá é a única religião verdadeira. Todas as outras crenças e “religiões”, como é costume chamá-las, não são realmente uma religião.

    Pergunta: Como a sabedoria da Cabalá está conectada a essas religiões?

    Resposta: Não há nenhuma conexão entre as religiões e a Cabalá. Todas elas se originaram depois que a Cabalá foi ocultada, ou seja, depois da destruição do Segundo Templo. Antes da destruição do Templo, toda a nação de Israel existia na realização espiritual, com uma sensação da força superior. No entanto, mais tarde, eles caíram de seu nível espiritual, do amor ao próximo ao ódio infundado. Isso é chamado de saída para o exílio a partir da realização do Criador, a força superior.

    Como eles estavam no amor fraternal, eles atingiram a força superior, enquanto o ódio infundado ocultava a força superior deles. É por isso que esse estado é chamado de exílio ou destruição. A fim de continuar a viver nas condições de ocultação, os Cabalistas criaram um substituto. Eles substituíram a sabedoria da Cabalá pelo judaísmo, que mais tarde deu origem ao cristianismo e, depois disso, ao Islã.

    Do Programa da Rádio Israelense 103 FM, 28/02/16

    http://laitman.com.br/2016/06/desfazendo-mitos-sobre-a-cabala-parte-7/

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  8. César

    Gostaria de participar do debate, pedir licença, pois é um tema interessante. Estava refletindo sobre o assunto e lembrei de Heinrich Khunrath. Reconhecidamente é uma importante referência em diversas ordens rosacruzes, e inclusive, já utilizava o hebraico como forma de correspondência ou relação simbólica (faleceu em 1605). Neste aspecto parece que alguma alusão a um "sistema cabalístico" já ocorria antes do século XVIII, e desta forma, não surge unicamente como meio de legitimação para determinada corrente iniciática. A elaboração de referências (ou correspondências) com a Cabala já era corrente, como também através do exemplo de Pico Della Mirândola (1463 - 1494), ou através de “judeus sefarditas” na Espanha. Agora, a questão de ser ou não ser uma Cabala verdadeira, ou sobre a hipótese de que somente um judeu poderia estudar a Cabala, penso no fato de Martinez de Pasqually não dominar o idioma hebraico (pelo que sei não?). Com o exemplo de Pasqually concluo que o sistema cabalístico permitiu satisfatoriamente elaborar conceitos e hierarquizar ideias complexas ou abstratas, e tornou-se uma linguagem comum entre místicos, alquimistas, teólogos, astrólogos, etc. (neste ponto cabe incluir o fenômeno da variação linguística, o hebraico falado hoje é o mesmo de mais de 3000 anos? Somente no plano da escrita,e mesmo assim está sujeito a variações). No caso de "Yeshua", se a letra "Shin" agrega ao Tetragrama a ideia de um Reparador, e estimula um processo de "reintegração espiritual", mostra-se conceitual e espiritualmente eficiente(na minha opinião e crença). Quanto ao inverso? Será que uma "Kaballah pura" seria adotada por místicos ou esotéricos em suas crenças? Ainda, pensando que a referida pureza estaria mais próxima da religião, ou o "exoterismo"? Neste caso o esoterista teria de abandonar muitas de suas práticas.

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  9. Matheus.

    É comum se pensar que a Kabbalah se trata de um sistema inerente aos Judeus ou que uma tal de ''Kabbalah Judaica'' é a única autêntica. Bem, muito antes dos hebreus a utilizarem o sistema cabalístico de forma adaptada a sua cultura, ela já era praticada no antigo Egito com uma outra roupagem diferente da qual vemos atualmente.

    A ideia que leva alguns a pensarem no protagonismo judeu nesse sistema se deve unicamente ao fato de que a maior parte dos conhecimentos cabalísticos chegou atualmente a nós através do seio da doutrina judaica.

    A rigor a Kabbalah é essencialmente hermética. Isso só se percebe quando se retira todas as vestimentas doutrinárias que geralmente cegam alguns dos seguidores deste sistema.

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