Texto publicado originalmente no blog Bibliot3ca.

A Carta de Bolonha, de 1248 E.´. V.´.
O mais antigo documento maçônico conhecido no mundo

Luc Boneville M.´. M.´.

Tradução: José Antonio de Souza Filardo

O “Statuta et Ordinamenta Societatis Magistrorum Tapia et Lignamiis” ou “Carta de Bolonha” foi redigido originalmente em latim por um escrivão público de Bolonha, a partir das ordens do prefeito de Bolonha, Bonifacii di Cario, no dia 8 de agosto de 1248. O original é conservado atualmente no Arquivo de Estado de Bolonha, Itália.

Tão importante documento tem sido incompreensivelmente ignorado pelos estudiosos da História da Maçonaria, por mais que as causas de seu esquecimento sejam óbvias, dado o empenho generalizado em ressaltar somente as origens inglesas da Maçonaria, e ainda assim foi publicado A. Gaudenzi no nº 21, correspondente a 1899, do Boletim do Instituto Histórico Italiano, titulando seu trabalho: “As Sociedades das Artes de Bolonha. Seus Estatutos e suas Matrículas”.

Os autos correspondentes à “Carta de Bolonha” está integrado por documentos datados em 1254 e 1256 e têm sido reproduzidos integralmente e com fotografias do original em um livro com o título “In Bologna. Arte e società dalle origini al secolo XVIII”, publicado em 1981 – hoje já fora de catálogo – pelo “Collegio dei costruttori edili di Bologna”.

Consciente da importância maçônica de tal documento, o Ir. Eugenio Bonvicini o editou em 1982 juntamente com um Ensaio de sua autoria, apresentado oficialmente por ocasião do “Congresso Nacional dos Sublimes Areópagos da Itália do Rito Escocês Antigo e Aceito”, reunido em Bolonha naquele mesmo ano. Do trabalho do Ir. Bonvicini publicou-se um resumo na Revista Pentalfa (Florença, 1984). Além disso, foi reproduzido em um capítulo de “Massoneria a Bologna”, de Carlo Manelli (Editorial Atanor, Roma, 1986) e em “Massoneria di Rito Scozzese”, Eugenio Bonvicini. (Editorial Atanor, Roma, 1988).

Está bem claro que a “Carta de Bolonha” é, para todos os efeitos, o documento maçônico (original) sobre a Maçonaria Operativa mais antigo encontrado até hoje. É anterior em 142 ao “Poema Regius” (1390), 182 anos ao “Manuscrito de Cooke” (1430/40), 219 anos ao “Manuscrito de Estrasburgo” reconhecido no Congresso de Ratisbona de 1459 e autorizado pelo Imperador Maximiliano em 1488, e 59 anos ao “Preambolo Veneziano dei Taiapiera” (1307).

O conhecido historiador espanhol, especializado em Maçonaria, padre Ferrer Benimeli, SJ, em seu comentário sobre a “Carta de Bolonha” diz (traduzido do italiano):

“Tanto pelo aspecto jurídico, quanto pelo simbólico e representativo, o Estatuto de Bolonha de 1248 com seus documentos anexos nos coloca em contato com uma experiência construtiva que não foi conhecida e que interessa à moderna historiografia internacional, sobretudo da Maçonaria, porque situa-se, pela sua cronologia e importância, até agora não conhecida, à altura do manuscrito britânico “Poema Regius”, do qual é muito anterior e que até hoje tem sido considerado a obra mais antiga e importante”.

A “Carta de Bolonha” confirma o texto das Constituições de Anderson, 1723, quando diz tê-las redigido após consultar antigos estatutos e regulamentos da Maçonaria Operativa da Itália, Escócia e muitas partes da Inglaterra. Revisando o texto do “Statuta et ordinamenta societatis magistrorum tapia et lignamiis”, não resta a menor dúvida de que este foi um dos estatutos e regulamentos consultados por Anderson. Os estatutos de 1248 foram seguidos pelos de 1254/1256, publicados em 1262, 1335 e 1336. Este último esteve vigente e inalterado até que em 1797 a “Società dei maestri muratori” foi dissolvida por Napoleão Bonaparte.

Em 1257 foi decidida a separação entre os Mestres do Muro e os Mestres da Madeira, que até então eram uma única Corporação, mas separados desde antes nos trabalhos das correspondentes Assembleias tendo, porém, os mesmos Chefes.

No mesmo Arquivo de Estado da Bolonha, conserva-se uma “lista de matrícula” datada em 1272 e ligada à “Carta de Bolonha”, que contém 371 nomes de Mestres Maçons (Maestri Muratori), dos quais 2 são escrivães públicos , outros 2 são freis e 6 são nobres.

Para baixar o texto em PDF, clique aqui.

Compilação de trechos da obra "A Obra de Jean Baptiste Willermoz" de autoria de Jean-François Var traduzido e publicado pela Sociedade de Ciências Ocultas.

A Terceira Classe, a Classe Secreta do RER

Muito tem sido escrito a respeito desta Classe.

Os “Grandes Professos” era “secreta” por definição. Willermoz, em seu “Preâmbulo” a Wilhelmsbad, dela fala somente sob uma forma obscura (o que não o impediu de receber, nos bastidores, as destacadas adesões de Charles de Hesse e do Duque Ferdinando de Brunswick, Grão-Mestre Geral da Ordem). A instrução aos C.B.C.S., datada de 1874, faz-lhe somente uma rápida alusão (não desespereis meu bem amado irmão, se seguires fielmente o caminho que acabamos de traçar, pois poderás encontrar algum dia aqueles Mestres, aos quais é inútil buscar se for empregada alguma via duvidosa. Eles vão à frente daqueles que os buscam com um desejo puro e verdadeiro”). Em 1872, “a lista geral dos Irmãos Grandes Professos” contava com 59 nomes reagrupados nos colégios de Lyon, Estrasburgo, Turim, Chambery, Grenoble, Montpelier e Nápoles (Steel-Maret, 1893, págs. 16-20). A Revolução causou-lhe muitos transtornos e, ao final de sua longa vida, Willermoz não contava com mais do que dois fiéis: seu sobrinho Jean Baptiste e Joseph-Antoine Pont. Mesmo assim, o Grande Professo ainda sobreviveu durante algum tempo na Alemanha graças ao Príncipe Christian de Hesse, mas sob uma forma extra-maçônica (cf. J.Fabry, 1984).

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Texto do Irmão +Tácitus compartilhado originalmente no blog Rosacruzes em 24 de março de 2015.

Todo e qualquer estudante curioso de alguma das ditas ciências ocultas, em determinado momento, se já não se deparou, irá se deparar com o estranho nome PAPUS. Aquele que hoje pertence a qualquer organização de caráter esotérico, ouvirá muito seu nome em diversos temas e, o profundo investigador nesse tema constatará que no misticismo ocidental, talvez seja o nome visto com maior frequência.

O motivo disso? Simples, ao olhar sua vasta bibliografia, a profundidade com que diversos temas foram abordados mas também, pela reputação adquirida por seu conhecimento com sua mente “enciclopédica” perspicaz e sua peculiar capacidade de síntese, fez com que seu nome se espalhasse por toda a Europa e além dela. Somamos a isso seu carisma e magnetismo pessoal como testemunharam seus amigos e irmãos mais próximos por diversas vezes, tornou-se então a referencia mais procurada dentro do meio ocultista e das ordens esotéricas do final do século XIX e início do XX.

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Texto de Kennyo Ismail publicado originalmente em seu blog, No Esquadro, em 15 de setembro de 2016.

Há anos que eu tenho dito isso em minhas palestras e me deparado com o espanto no olhar da maioria dos irmãos na plateia, seguido de um franzir de testa por boa parte desses.

Como bons papagaios de avental, repetimos sempre que possível que a Grande Loja de Londres e Westminster foi fundada em 24 de junho 1717, tendo Anthony Sayer como seu primeiro Grão-Mestre, e, portanto, a Maçonaria Especulativa existe desde 1717 e blá-blá-blá, tomando por ponto de partida, sempre, 1717, quase que como um número cabalístico.

Sempre questionei tal informação. Sempre questionei o fato de não haver um documento com registro público da época, ou mesmo uma notícia reproduzida em um dos jornais londrinos. Sim, Londres tem jornais circulando desde 1621. Como poderiam deixar de noticiar algo como isso? A chamada Carta de Bolonha, quase 500 anos mais antiga, foi registrada em cartório… por que uma ata de fundação de 24/06/1717 não seria?

...continuar lendo "O Embuste da Fundação da Grande Loja Unida da Inglaterra"

regius1Compilação de textos sobre o tema contendo o Poema Regius de forma integral e mais dois artigos incluídos integralmente os quais foram publicados originalmente no Fraternidade Farroupilha e no Conselho de Veneráveis do Triângulo.

O Poema Régio (Regius Poem), também conhecido como Manuscrito Halliwell, é o mais antigo documento maçônico de que se tem conhecimento, embora esta posição seja contestada por alguns autores em favor da Carta de Bolonha.

O texto original foi gravado em inglês arcaico, com letras góticas, sobre pele de carneiro. É composto por 64 páginas, contendo 794 versos. A data de sua produção, segundo especialistas, estima-se como sendo situada na década de 1390, apesar de que, supõe-se que tenha sido copiado de um documento mais antigo. O autor é desconhecido e o local de origem, segundo o historiador maçônico Wilhem Begemann, é a cidade inglesa de Worcester (fundada em 407 DC).

Desde a sua redação até ser descoberto como documento maçônico, o trajeto percorrido pelo manuscrito é um tanto incerto.

Aparentemente, ele foi propriedade de vários antiquários e colecionadores, tendo sido adquirido pelo Rei Carlos II, passando a pertencer à biblioteca real (Royal Library), a qual, em 1757, foi doada pelo Rei George II ao Museu Britânico. Atualmente, o documento original está guardado na Biblioteca Britânica (British Library) e faz parte da Coleção Real de Manuscritos (Royal Manuscript Collection). Para aqueles que gostariam de lê-lo em inglês é possível adquirir uma cópia por download no site da livraria virtual Amazon.com.

...continuar lendo "O Manuscrito Halliwell ou Poema Regius"

CAVALEIROS AMERICANOS DO FOGO – C.A.F.H.

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Ordem relacionada a Santiago Bovisio, fundada em 3 de março de 1937, cujo nome vem de lojas maçônicas e tábuas redondas teosóficas. Refere-se ao grau 27 do Rito de Memphis e Misrain maçônico, denominação usada pelos filósofos herméticos, relacionado a filosofia de fogo de Hermes Trimegisto. Filósofos da chama. Bovisio também era radicado na loja maçônica alemã e militante da Antroposofia, e assim com a chegada do nazismo na Alemanha, teve de ir para a Argentina.

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A “Reunião das Almas CAFH” tem como base a ideia de renúncia. Outro personagem importante, juntamente com seu livro é Dr. Ramón Pascual Muñoz Soler, diretor da Associação da Cultura Espiritual Argentina e Organizador de Centros de Estudo de Psicología Médica, Parapsicológíca e Psicología Educacional, sua obra sendo O Camino da Egoencia. Outras obras surgem, como de  Jorge Isaac Vassenberg (Waxemberg), sucesor de Bovisio na frente da CAFH. São a “Renúncia e o Sentido da Existência” (1969), “A Ascética da Renúncia” (1970) e “Da Mística e os Estados de Conciência” (1972). Rumores que a Ordem e seus membros estariam supostamente ligados a agentes de inteligência e a popular Loja P2, bem como a planos de destruição interna. A ela estavam ligados jovens que mudavam suas crenças religiosas. Em maioria psicólogos e psiquiatras. Mas seu caminho é de luz, pela renúncia e caminho do coração.

Certas escolas estavam destoando de princípios cristãos e os formadores seriam advindos dessa “seita”. Autodenominada Cavaleiros Americanos do Fogo, de sistema aparentemente rosacruz e maçônico, mas com seu próprio cerimonial litúrgico para os ritos de iniciação, casamentos e honras fúnebres. Com Bovisio a ordem começa com poucos membros, em torno de 100, mas com o tempo cresce e chega a milhares, em vários países americanos. Mas com a morte de Bovisio a Ordem perde sua característica, entra para a exigência do Estado e acaba em 1977, ou se transforma.

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A Ordem começa, segundo eles, na Ásia Central, a 24 milênios, e se distribuiu por 7 lugares diferentes. A obra destes conta com 773 ensaios e 47 livros, distribuídos em diversos países. Mas sua origem é esotérica e é dirigida astralmente pela Mãe Velada. Assim destinada ao homem americano-aquariano, que se iniciava. Uma Ordem do Fogo. Também mostra alguma analogia cainita, em oposição em mistérios da água, de Abel. Isso lembra a obra de Max Heindel sobre Catolicismo e Maçonaria. Realacionada a obra de grandes ocultistas do renascimento, como Celador, Girolamo Savonarola, e por fim em Bovisio, que era clarividente. Assim relacionado ao iniciador solar, Maitreya.

Tinham uma filosofia contra a riqueza e nisso criticavam católicos e judeus. Mas passou por uma crise. Isso se mostra na Assembleia do Plenilunio de Maio de 1977, em San Paulo, Brasil, quando todos os Superiores reunidos não puderam se por antes um simples pedido de perdão. Mas a riqueza os atraiu, tendo casas, campos, depósitos bancários etc. Restou apenas os ensinamentos do mestre Santiago. Atualmente mais em ajuda social. No Brasil a Ordem tem palestras, eventos e estudos, e pode ser encontrada em:

em Belo Horizonte

em Goiania

em Juiz de Fora

em Recife

em Salvador

em São José dos Campos

em São Paulo

Por fim, os filhos da Cafh hão de santificar seu dia.

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Diferente do que muitos imaginam, bem como do usual por nosso país, onde há Fraternidades Rosacruz, é se pensar em uma sociedade Rosacruz dentro da Maçonaria, ou que se exige ser maçon antes de Rosacruz. Por aqui vemos as ordens fundadas no século 19 afiliando e ensinando, com muita propriedade e eficiência, e que são um baita caminho espiritual e iniciático. Mas houve e existe ainda as Rosacruzes maçônicas: a SRIS - Sociedade Rosacruciana in Scotia, a SRIA - Sociedade Rosacruciana in Anglia (Inglaterra), a Societas Rosicruciana in Civitatibus Foederatis (dos EUA). Porém, aparecem materiais atuais da SRIA com 12 graus.

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Também diferentemente das ordens que conhecemos e vemos mais divulgadas, do século 19, as rosacruzes maçônicas têm seu trabalho iniciático desde 1800, e então em período muito anterior aquelas que se buscam fora dessas três citadas acima. Semelhante a Rosacruz original que conhecemos, ou uma que surgiu após os manifestos, a Rosacruz de Ouro (GURC), essas rosacruzes necessitam de filiação maçônica antes de sua iniciação. Sua estrutura de graus é semelhante as Ordens Rosacruzes, e geralmente em número de 9, diferentemente da Rosacruz de Ouro, que possuía 12, bem de como outras Ordens Rosacruzes, como a Aurora Dourada e outras posteriores.

Segundo consta, o corpo diretivo da Sociedade Rosicruciana in Civitatibus Foederatis (EUA) é conhecido como o Supremo Conselho, composto por Fratres de oitavo e novo graus. O chefe da Sociedade é intitulado O Supremo Magus, do nono grau, eleito a cada triênio. Já as instâncias são chamadas de "colégios", sendo cada uma delas dirigida, nos Estados Unidos, por um Adepto Chefe, de nono grau, nomeado para a vivência pelo Supremo Magus. A participação é restrita a 72 membros. Os novos membros são obrigados a selecionar um "lema latino" distintivo e afirmar que eles não são membros de uma organização Rosacruz maçônica como uma questão de ética. A Ordem não está interessada no aumento de número de membros, mas na qualidade dos membros, e está sempre feliz em considerar tais irmãos, cujo interesse em objetivos da Ordem são sinceros e que considere estar em solidariedade com o movimento.

Já a SRIA (Sociedade Rosacruciana in Anglia) teve seus trabalhos iniciados entre 1852 e 1859, apesar de seu documento de constituição ser de 1868. Mas se atribui sua origem a 1543, o que estaria mesmo antes dos manifestos rosacruzes conhecidos. O mais provável que seja 1866-68 mesmo, e em 1867 a primeira reunião. Essa também possui 9 graus em sua estrutura. O limite máximo de membros é de 144. O colégio oiriginal possuía 12 membros. A ordem está atualmente concentrada na Inglaterra, Austrália, Nova Zelândia, Canadá, País de Gales, França, Holanda. Seus rituais são baseados no Fama Fraternitatis e na Rosacruz de Ouro. Diz que é a Rosacruz mais antiga do mundo. O maior legado dessa Ordem SRIA são seus 400 livros antigos e manuscritos Rosacruzes, que estão atualmente alojados no Museu da Grande Loja Unida da Inglaterra. Já a SRIS (in Scotia) já se teria segundo alguns extinto, mas há sinais de continuidade, bem como sendo a origem das outras duas que continuam.

Em diferença com Ordens Rosacruzes mais comuns, como as místicas (ex. AMORC), essas ordens Rosacruzes maçônicas foram classificadas de herméticas. Há também aquelas Rosacruzes que se pode classificar de teosóficas ou gnósticas, como a Lectorium Rosacrucianum e a Rosacrucian Fellowship, ou gnóstico-thelêmica, a FRA. Todas elas de elevados ensinamentos, e que são adequadas a cada buscador na senda da Tradição Rosacruz. Mas o que transparece em alguns documentos, é que desde a SRIS e as posteriores, se há estudo de misticismo judaico-cristão, de cabala, das letras místicas I.N.R.I., 4 elementos, da mística da Luz, o Nome de Jeová (IHVH), Alquimia Espiritual, a mística do número 12, da Santa ceia, de Jesus, religiões orientais, mistérios egípcios etc. isso somado ao simbolismo dos rituais e a característica maçônica, que foi retirada em ordens Rosacruzes de século 19. Mas no geral o que se vê em ordens Rosacruzes maçônicas é uma característica diferenciada daquela que se observa em não dessa filiação. Mas nem por isso se pode dizer menos verdadeiras do que aquelas que surgiram posteriormente, e todas colaboram a manutenção de uma Tradição Rosacruz.

 

13118835_1157573490961810_8644817487112900434_nComo um Artesão, você é capaz de ser gentil e tolerante consigo mesmo depois de se deparar com suas falhas e erros enquanto vive/labora?

Você entende que os erros são necessários para a Maestria do Ofício?

Como um Artesão, você corrige os seus erros e aprende com eles?

Como um Artesão, você tenta prevenir os seus erros?

Como um Artesão, você "mede duas vezes para lapidar uma única vez"?

Você intuitivamente entende que os erros e imperfeições são perfeitamente naturais?

Você intuitivamente entende que os erros e imperfeições feitos no passado não podem ser mudados e, já que o futuro ainda está em nosso poder, as lições do passado podem ser aplicadas no presente?

Você intuitivamente entende que os erros e imperfeições ajudam a definir o caráter do seu trabalho individual e do Ofício de Artesão em si mesmo?

Como você classificaria a sua capacidade de encarar os Desafios, o fracasso e as críticas construtivas/úteis?

Como você pode melhorar a sua capacidade de encarar os Desafios, o fracasso e as críticas construtivas/úteis?

Como um artesão, você exercita a Gratidão pela oportunidade de aprender, crescer, melhorar e aplicar as correções e melhorias necessárias para a vida/Obra depois de cometer um erro?

P.S: Texto da página "Cathedral Building - Masonry" traduzido e adaptado. Craftsman é Artesão, mas na Maçonaria Inglesa se refere ao Maçom. Embora o texto se refira ao trabalho de um Maçom, preferi traduzir como Artesão para que todos possam exercitar esta reflexão individual. Que tal exercitar esta reflexão?

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Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “The Pansophy Secret Behind Western Initiation”.

Propondo Iniciação Arturiana, Maçônica e Rosacruz como Caminho Único

E Pensamentos no tocante ao Porquê um Mestre do Terceiro Grau Deve Ser um Adepto Independentemente da Tradição

Olá amigos e leitores.

O post de hoje vai deixar as nossas Avaliações Rosacruzes de lado e oferecer algo importante a considerar para todos os líderes e estudantes, como eu acredito haver melhores maneiras para podermos trabalhar em conjunto...

E eu quero dizer em todas as principais formas de iniciação Europeia.

Existem muitos tipos de Ordens e muitos delas parecem oferecer uma iniciação "diferente".

Tem Maçonaria, Rosacruz, Golden Dawn, Martinismo, mas elas são realmente únicas?

A minha convicção é que elas são apenas diferentes em tanto quanto elas divergem do maior sistema ocidental da iniciação. Você vê, desde as suas fundações há um padrão mais universal. Que a maior parte esqueceu.

É bom ter uma variedade de Ordens para escolher. Todo mundo parece ter seu próprio gosto, à procura de certas coisas que o atrai, seja deuses Egípcios, mistérios Cristãos ou Cavalaria. Mas em sua espinha dorsal, eu digo, elas não são tão diferentes, afinal.

Ou seja, não muito diferente quando visto 'corretamente' de acordo com a Pansophia.

Na verdade eu prevejo como a Pansophia pode se tornar popular nos anos futuros.

...continuar lendo "A Secreta Pansophia por trás da Iniciação Ocidental"

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Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “The Secret Origin of the AMORC Ritual Tradition", realizada por Jeff Alves.

A AMORC tem influência tradicional. Este é o segredo escondido em seus rituais de iniciação.

Hoje eu irei destrancar um segredo bem guardado dentro da AMORC. Irei mostrar de onde os rituais de iniciação realmente vêm e por uma boa razão. A AMORC provavelmente mantém esta pequena joia longe do alcance de seus membros, pois ela acha um pouco embaraçoso. Seus rituais de iniciação não são antigos per se, mas eles têm uma bela história para contar.

Como um tradicionalista, eu acredito que a AMORC deve estar orgulhosa dessas raízes.

Este post também foi feito em apreciação aos membros da AMORC que se juntaram à nossa comunidade no Facebook. É, de fato, um adendo ao comentário anterior da AMORC.

Em meu último post eu fiz uma revisão da AMORC, sendo este o primeiro dos meus comentários das Ordens Rosacruzes. Esta avaliação inicial foi feito para medir a sua pontuação tradicional, medindo quão bem eles são em relação aos ideais estabelecidos pelos nossos antepassados Rosacruzes. Como os leitores sabem, esta série objetiva rever todas as suas principais Ordens Rosacruzes em relação a seus méritos tradicionais e espirituais.

Parece que a avaliação da AMORC perturbou algumas pessoas. Esse não era o propósito.

Diversos fãs da AMORC expressaram certa decepção, chegando a sugerir que o meu blog era um ataque direto à AMORC. Não era. Como mencionado, há dois comentários para cada Pontuação, sendo o primeiro em relação ao Tradicional e o segundo em relação ao Espiritual

Vou repetir aqui: a AMORC faz muito bem em termos de pontuação Espiritual.

A razão da AMORC fazer tão mal na avaliação foi porque eu comparei-a contra os Pilares da Tradição Rosacruz, um padrão que eu estabeleci com base nos documentos iniciais da Tradição Rosacruz.

Para recapitular a revisão:

A AMORC tem uma forma escassa de Pansofia, muito pouca Trinosofia (alquimia, cabala, magia) e praticamente ao zero de Cristianismo. Foi determinado que todos estes aspectos eram parte integrante da nossa corrente, tal como estabelecido nos primeiros manifestos Rosacruzes. Estes três aspectos, Pansofia, Trinosofia e Cristianismo Hermético, são inevitáveis em termos de tradição Rosacruz.

É por isso que, por todos os meios e fins, a AMORC tropeçou com uma pontuação de 29 em 100.

MAS existe mais coisa nesta história. A trama aqui engrossa. Encontrarei as raízes mais ocultas.

Os Pilares R.C são uma importante vara de medição. Eles utilizam os primeiros fundamentos conhecidos em alemão como a "fase inicial Rozenkreuzer," sendo no início de 1600. Mas é claro que a tradição Rosacruz não parou por aí. Ela continuou a evoluir.

Na verdade, várias Ordens Alemãs e Francesas surgiram afirmando-se ser a "verdadeira fraternidade oculta" que estava se revelando abertamente pela primeira vez. Várias dessas Ordens alegaram ter a Pedra Filosofal ou conhecer os verdadeiros segredos da iniciação e da Maçonaria, que eles próprios criaram a Maçonaria e que somente eles poderiam explicar a grandeza dos mistérios existentes desde o tempo da queda de Adão. A atividade destas Ordens é conhecida como a "segunda fase Rosenkreuzer".

Considerar que a AMORC fez mal em sua Pontuação Tradicional não amortiza o valor tradicional da AMORC completamente. Na medida em que foi pontuada, ela apenas foi analisada em relação a fase inicial Rosenkreuzer. Mas não foi avaliada em relação à segunda fase Rosenkreuzer.

Deixe-me começar aqui, que a avaliação de qualquer Ordem tradicional é feita contra as normas dos pilares da Tradição Rosacruz, considerando-se especificamente como essa Ordem se sai em relação às proposições apresentada pelo nossos fundadores em seus primeiros estágios. Os seis manifestos documentais que compõem o padrão foram publicados em um período muito curto, de apenas 1616 até 1618. Estes seis manifestos absolutamente determinam as intenções dos nossos verdadeiros fundadores.

As avaliações demonstram quão verdadeira é a causa de uma Ordem em relação a essas intenções originais.

Ao mesmo tempo; negar que a tradição Rosacruz não continou e evoluiu seria um engano. O segundo período Rosenkreuzer mostra isso e essas Ordens expandiram o escopo original. Assim, em comparação, meus pilares da Tradição RC vê as Ordens de um ponto de vista muito PURISTA e depois de tudo eu irei definir a minha própria Ordem aqui.

Agora, algumas pessoas recentemente me chamaram de "líder de pensamento Rosacruz" e talvez, eventualmente, o título poderá se sentar confortavelmente. De qualquer maneira, sem os meus amigos me cutucando com nomes e tirando sarro de mim, tenho o compromisso de ajudar os outros a enriquecerem a sua viagem Rosacruz. Em grande parte enfatizar a tradição e criar consciência sobre a nossa herança.

As Avaliações Rosacruzes encapsulam minha busca inicial para recuperar as nossas raízes perdidas.

Eu não espero que todas as Ordens façam bem contra os pilares. A AMORC fez mal e não é o pior desgaste em comparação com as próximas revisões. O que aconteceu na minha avaliação da AMORC, porém, foi que eu formulei um ponto, que era uma conclusão original minha.

Eu destaquei uma conexão entre a AMORC e uma certa Ordem Egípcia.

Esse pensamento me manteve incomodando. Cavei um pouco mais profundo.

Mas não se engane. Antes de eu divulgar essa revelação, eu ainda estou firme em relação à avaliação anterior.

As monografias da AMORC não ensinam mistérios Rosacruzes. Hoje a sua administração sabe pouco sobre mistérios Rosacruzes. Muito pouco de sua revista ou museu contêm ensinamentos Rosacruzes (Trinisofia, Hermetismo, Pansofia, Theosofia), mas o reino onde podemos descobrir sua herança tradicional está nas iniciações que eles usam, incluindo os símbolos e a decoração.

O que a maioria das pessoas não sabe é que a tradição ritualística da AMORC veio de outra ordem.

...continuar lendo "A Origem Secreta da Tradição Ritualística da AMORC"