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CAPÍTULO 1

1 No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.

2 Ele estava no princípio com Deus.

3 Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez.

4 Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens;

5 a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela.

6 Houve um homem enviado de Deus, cujo nome era João.

7 Este veio como testemunha, a fim de dar testemunho da luz, para que todos cressem por meio dele.

8 Ele não era a luz, mas veio para dar testemunho da luz.

9 Pois a verdadeira há consentido no conselho e nos atos dos chegando ao mundo.

10 Estava ele no mundo, e o mundo foi feito por intermédio dele, e o mundo não o conheceu.

Comentário: a Palavra (Logos) é a espada de Cristo, por onde as coisas surgiram em emanação primeira. Assim todo o átomo e mesmo desde a mônada, houve a penetração dessa vitalidade. Esse Logos é um Espírito, que é o Cristo Cósmico e Místico, e encarna através da Virgem (a matéria), assim que vem como Espírito Santo. Ademais, o Logos-Solar ou Cristo-Solar se encarna na constelação de Virgem, e por isso a criança é para ser degolada por Herodes (o Logos ser degolado pela matéria). O Logos é assim crucificado na cruz da matéria, ou seja, nos quatro elementos. Também é ao mesmo tempo o homem celeste, o Novo Adão, que está crucificado no Universo. Já tratamos dele como as esferas da Árvore da Vida, e assim guarda as emanações de Deus, do Altíssimo, Grande Rosto. Essa encarnação não pode ser conhecida sem a iluminação, segundo Jacob Böehme, não bastando mero estudo das Escrituras. É o Homem-Deus, como se referem os Martinistas. A árvore é Cristo e o ramo é Jesus. Volta à lição de Angelus Silésius. Essa palavra também nos leva ao mundo da Imagem Verdadeira, ao paraíso, segundo Taniguchi. Pelo Logos solar que as coisas foram feitas e existem, e do Sol (Universal) que veem e para onde retornam. Aqui se incluem a Criação dos anjos e hierarquias celestes, pois o Adão antes da queda possuía a “vestidura de luz”, era um com Cristo, e assim ordenava e dominava os animais (seres viventes, aves do céu, anjos, hayot etc). O Novo Adão ou Cristo é o Salvador, que livra da escravidão do materialismo e ego (Diabo). Deus tornou-se homem para restaurá-lo, segundo Böehme. E os anjos caídos e Lúcifer teriam um papel de fogo, sendo tal fogo uma relação com a serpente astral, luz astral inferior. A falta de castidade levando a se perder na nona esfera da árvore da vida, encontrando assim a árvore da morte, demoníaca. A queda é uma queda dimensional, e o Verbo lembra que as coisas foram feitas perfeitas. O testemunho da luz é de Cristo, de sua vestidura de luz, aquele “corpo glorioso” a que ainda teremos. Como já falei em livro “Bíblia e Misticismo”, o Verbo é muito um som, um mantra primordial. E cada Era ou Aeon tem sua “Palavra”.

11 Veio para o que era seu, e os seus não o receberam.

12 Mas, a todos quantos o receberam, aos que crêem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus;

13 os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus.

14 E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.

15 João deu testemunho dele, e clamou, dizendo: Este é aquele de quem eu disse: O que vem depois de mim, passou adiante de mim; porque antes de mim ele já existia.

16 Pois todos nós recebemos da sua plenitude, e graça sobre graça.

Comentário: o nome é Yeheshua, que é uma referência ao nome divino de Jesus. É o nome de Deus, o tetragrama, adicionado da letra Shim, que significa a descida do Espírito Santo. João é a porta estreita, é um dos messias, dos dois a que a tradição dos essênios e as messiânicas já esperavam. Uma porta triangular para a iniciação. João é ao mesmo tempo o passado e o futuro, e assim também um João escreveu o livro do Apocalipse ou Revelação. Um dos dois messias teve sua vida mais exposta, e entre eles trocavam ensinamentos e acabou o Verbo se fazendo carne, na forma de Cristo Interno, naquele batismo de fogo. A pessoa de João fez o batismo de água, que era a iniciação. João é também o João interno, segundo Pistis Sophia, e assim é a reencarnação do Elias. João sendo o precursor, aquele que prepara o caminho do Cristo Íntimo, segundo Samael Aun Weor. O iniciado desce assim ao inferno, semelhante a o que fez o Cristo, antes de encontrar o Reino. Sobre o Verbo se fazer carne, disse Böehme: “Quando o Verbo se colocou em movimento para a revelação da vida, ele se revelou na essencialidade divina, na água da vida eterna; ele a penetrou e se tornou súlfur, ou seja, carne e sangue; produziu a tintura celestial, que envolve e preenche a Divindade, onde a sabedoria de Deus permanece eternamente com a magia divina. Compreenda corretamente: A Divindade desejou tornar-se carne e sangue; embora o puro e imaculado Deus permanece espírito, tornou-se o espírito e a vida da carne, operando na carne; assim, quando penetramos, através de nosso desejo, em Deus, nos doando totalmente a ele, podemos dizer que penetramos a carne e sangue de Deus, vivemos em Deus, pois o Verbo se fez homem e Deus é o Verbo” (A Encarnação de Jesus Cristo). Portanto, necessária se faça a “reintegração” a Cristo, que esteve também no ramo do adepto Jesus, para nos mostrar o caminho e revelar a verdade. Carne não significa apenas o corpo, mas a dimensão da matéria como um todo.

17 Porque a lei foi dada por meio de Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.

18 Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer.

19 E este foi o testemunho de João, quando os judeus lhe enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para que lhe perguntassem: Quem és tu?

20 Ele, pois, confessou e não negou; sim, confessou: Eu não sou o Cristo.

21 Ao que lhe perguntaram: Pois que? És tu Elias? Respondeu ele: Não sou. És tu o profeta? E respondeu: Não.

22 Disseram-lhe, pois: Quem és? para podermos dar resposta aos que nos enviaram; que dizes de ti mesmo?

23 Respondeu ele: Eu sou a voz do que clama no deserto: Endireitai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías.

Comentário: Não se pode ver a Face senão através de seu anjo, Metraton, que em muito se identifica com o Cristo. Esse é o Grande Rosto, onde está o Pai, o Ancião dos Dias, e que está acessível através da esfera da árvore da vida de tipharet, ou Cristo. O Cristo que existe em cada um de nós pode por fim revelar o Pai, e esse encarna, ressuscita e sobe ao céu. Perguntar pelo seu paradeiro é uma forma profana de reagir, uma vez que renascemos em Cristo. Não se trata apenas de um homem como insistimos em refletir nessa obra. Cristo é Heli, o homem primordial, segundo Pasqually. Entende Vicente Velado: “Não se pode confundir o veículo físico chamado Jesus com o Cristo Cósmico nele manifestado”.

24 E os que tinham sido enviados eram dos fariseus.

25 Então lhe perguntaram: Por que batizas, pois, se tu não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?

26 Respondeu-lhes João: Eu batizo em água; no meio de vós está um a quem vós não conheceis.

27 aquele que vem depois de mim, de quem eu não sou digno de desatar a correia da alparca.

28 Estas coisas aconteceram em Betânia, além do Jordão, onde João estava batizando.

Comentário: O João era o próprio messias, um dos dois, e assim oculto, uma porta ou portal. O batismo é uma purificação, exigência de iniciação.

29 No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

30 este é aquele de quem eu disse: Depois de mim vem um varão que passou adiante de mim, porque antes de mim ele já existia.

Comentário: Uma simbologia messiânica. O Cristo é sacrificado na semelhança do cordeiro, pois em toda a páscoa o Logos-Solar se sacrifica pela natureza, que depois se renova nos 4 elementos. A palavra INRI se refere à renovação pelo fogo e aos 4 elementos. A Era ou Aeon de Áries, o “cordeiro”. Também vemos noutros evangelhos o relato da pescaria, de peixes, que se refere à Era de Peixes. O Cristo-Solar passando pelas constelações e tendo a experiência do Cósmico, bem como em todos nós. Tira o pecado porque o mundo evolui através Dele. O sacrifício de Deus é limitar os Seus poderes no plano material, encarnar. É a Lei do Sacrifício. O mineral se sacrifica pelo vegetal, o vegetal pelo animal, e ambos pelo homem. O homem sacrifica seus animais internos, impulsos, por Deus. E Maimônides fala de cordeiros como vestimentas, que ocultam a sabedoria.

31 Eu não o conhecia; mas, para que ele fosse manifestado a Israel, é que vim batizando em água.

32 E João deu testemunho, dizendo: Vi o Espírito descer do céu como pomba, e repousar sobre ele.

33 Eu não o conhecia; mas o que me enviou a batizar em água, esse me disse: Aquele sobre quem vires descer o Espírito, e sobre ele permanecer, esse é o que batiza no Espírito Santo.

34 Eu mesmo vi e já vos dei testemunho de que este é o Filho de Deus.

Comentário: O batismo é a iniciação nos mistérios de Cristo. Não se refere a uma religião, mas a uma vivência interna e cósmica, pessoal (pegar a cruz e segui-lo...). O batismo da água é um grau inicial, já o batismo de fogo é grau avançado. O batismo de fogo é o do Espírito Santo, que dá as 12 faculdades e que possibilita vestir a vestimenta, para assim adentrar nos aeones. A pomba é um animal de Vênus, logo nos leva a pensar na doutrina do amor. Também reflete a paz. Outro símbolo parecido é a fênix, que assim ressuscita de si mesma pelo fogo. O pio pelicano que sustenta seus filhotes com o sangue do peito. O caminho do coração. Bricaud ainda fala no batismo de ar, que estaria junto ao de fogo, chamado consamentum, e pelo qual se torna o homem “filho de Deus”. Sem esse batismo de fogo e ar não se pode entrar no Pleroma. O batismo de fogo e ar se dava na idade mínima de 20 anos.

35 No dia seguinte João estava outra vez ali, com dois dos seus discípulos

36 e, olhando para Jesus, que passava, disse: Eis o Cordeiro de Deus!

37 Aqueles dois discípulos ouviram-no dizer isto, e seguiram a Jesus.

38 Voltando-se Jesus e vendo que o seguiam, perguntou-lhes: Que buscais? Disseram-lhe eles: rabi (que, traduzido, quer dizer Mestre), onde pousas?

39 Respondeu-lhes: Vinde, e vereis. Foram, pois, e viram onde pousava; e passaram o dia com ele; era cerca da hora décima.

40 André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram João falar, e que seguiram a Jesus.

41 Ele achou primeiro a seu irmão Simão, e disse-lhe: Havemos achado o Messias (que, traduzido, quer dizer Cristo).

42 E o levou a Jesus. Jesus, fixando nele o olhar, disse: Tu és Simão, filho de João, tu serás chamado Cefas (que quer dizer Pedro).

Comentário: Hora décima devia ser umas 4 da tarde. Messias é aquele que é ungido. A unção se dava com óleo santo. Pedro é a pedra fundamental do “templo”, e a pedra de tropeço. Refere-se muito a castidade, quando vemos a trajetória dele. O Cordeiro de Deus está sacrificado desde a fundação do mundo.

43 No dia seguinte Jesus resolveu partir para a Galiléia, e achando a Felipe disse-lhe: Segue-me.

44 Ora, Felipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro.

45 Felipe achou a Natanael, e disse-lhe: Acabamos de achar aquele de quem escreveram Moisés na lei, e os profetas: Jesus de Nazaré, filho de José.

46 Perguntou-lhe Natanael: Pode haver coisa bem vinda de Nazaré? Disse-lhe Felipe: Vem e vê.

47 Jesus, vendo Natanael aproximar-se dele, disse a seu respeito: Eis um verdadeiro israelita, em quem não há dolo!

48 Perguntou-lhe Natanael: Donde me conheces? Respondeu-lhe Jesus: Antes que Felipe te chamasse, eu te vi, quando estavas debaixo da figueira.

49 Respondeu-lhe Natanael: Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és rei de Israel.

50 Ao que lhe disse Jesus: Porque te disse: Vi-te debaixo da figueira, crês? coisas maiores do que estas verás.

51 E acrescentou: Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto, e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do homem.

Comentário: Os 12 Apóstolos são as 12 potestades, que também são interiores ao homem. Eles levam aos 12 aeones e podemos pensar nos mesmos como representantes das 12 tribos de Israel. Outrossim, vemos aqui mais uma vez as 12 constelações do céu, uma referência aos animais sagrados (seres viventes ou hayot), que são descritos em Gênese, Ezequiel e Apocalipse. A relação com os anjos se vê estreita e os poderes celestes e divinos aparecem no Cristo Místico e Mítico. A visão do filho do homem é usar de todas as vestimentas e trafegar pelas dimensões, a “Escada de Jacó”, onde anjos sobem e descem. O Filho do Homem é o homem celeste, Adão Kadmon, que partilha do mesmo símbolo das esferas ou sephirot da árvore da vida. Refere-se ao Cristo Cósmico e Interno, e por isso do céu se abrir, esse que vem na experiência mística da teofania.

(Parte de livro Bíblia e Mistérios)

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Aspectos místicos do Natal

“Ora, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. E, entrando o anjo onde ela estava disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo. Ela, porém, ao ouvir estas palavras, turbou-se muito e pôs-se a pensar que saudação seria essa. Disse-lhe então o anjo: Não temas, Maria; pois achaste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado filho do Altíssimo; o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi seu pai; e reinará eternamente sobre a casa de Jacó, e o seu reino não terá fim” (Lucas 1: 26-33).

No dia 25 de Dezembro vemos o tempo da luz, da vida e do amor. Do ponto de vista cósmico o Cristo-Solar nasce no signo de virgo (de uma Virgem) e caminha na noite mais escura do ano no hemisfério norte, a que antigos chamavam de solstício de inverno, sendo Ele a luz do mundo, que supera as dificuldades do inverno e sempre retorna com a fertilidade e boa colheita a cada ano. Nasce assim de forma imaculada, sem nenhum pecado. Comparando a isso, existia uma série de cultos e que tiveram a data de 25 de Dezembro como o nascimento de seus mestres (deuses como Krishna na Índia, Hórus no Egito, Buda, Zoroastro no Irã, Mitra e tantos outros), anunciando assim a salvação de cada Era, presentemente com o maior que conhecemos, Jesus, o Cristo, ou Yeschouá.

Sobre Jesus histórico, não sabemos da data de seu nascimento. Mas muitos dizem que a Igreja usou a data com base na comemoração do Deus romano “Invicto”, o que é apenas suposição, tendo em vista o que vemos sobre a antiguidade da data e aspecto comum em várias nações e crenças. Mas Cristo é crucificado no Equador, e assim o aspecto cósmico ganha ainda mais símbolos. Nasceu assim Jesus quando havia uma treva espiritual, em meio a descrenças e poderes cada vez mais desumanizadores e para revelar o Novo Adão, o Novo Homem que estava por surgir, o qual se pautaria nos seus elevados preceitos morais, antes apenas compreendidos por raros filósofos e iniciados, agora disponíveis a todos os que “buscam” a reintegração com Deus, e a encontram pelo batismo (nas águas que purificam e transformam, na mãe celeste, Virgem Maria, Biná da cabala). Também em Cristo Cósmico vemos o signo estelar de Áries, o cordeiro de Deus, mais uma vez sacrificado no mundo, para a remissão dos pecados e da queda (da esfera cabalística do Reino, que antes estava próxima ao Grande Rosto, a presença do Senhor Pai, Hockmah/Sabedoria da cabala, que caiu de uma esfera espiritual para uma esfera material, Assiah).

O Novo Homem assim renasce e comemora o Natal no seu Cristo Interno, pois é um Cristo em formação. Desta forma, está escrito: “Mas agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto. Porque ele é a nossa paz, o qual de ambos os povos fez um; e, derrubando a parede de separação que estava no meio, na sua carne desfez a inimizade, isto é, a lei dos mandamentos contidos em ordenanças, para criar, em si mesmo, dos dois um Novo Homem, assim fazendo a paz, e pela cruz reconciliar ambos com Deus em um só corpo, tendo por ela matado a inimizade; e, vindo, ele evangelizou paz a vós que estáveis longe, e paz aos que estavam perto; porque por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (Efésios 2: 13-18). E esse é o caminho do místico martinista, pela oração, caridade e compreensão mística desse mistério.

Voltando aos símbolos do Natal, temos a árvore, hoje tão adornada com enfeites, bolas e luzes. Essa árvore pode ser entendida como a árvore da vida, descrita no livro do Gênesis bíblico, e seus enfeites deveriam ser em verdade, frutos. Existia no princípio, antes do mercantilismo, as árvores naturais e onde eram colocadas ou maçãs, ou velas, isso muito antigamente. Isso se deu por herança de tradições alemãs, polonesas e inglesas, e com imigrantes que continuavam a sua tradição de cortar alguma árvore para comemorar o Natal, já no Novo Mundo, na América. Da tradição teutônica ou germânica, sabemos que a comemoração da árvore é anterior, e que leva a árvore sagrada do Deus Odin, o maior do panteão nórdico, o Pai, de sabedoria e outras qualidades extraordinárias, e sua árvore Yggdrasil, que faz sombra ao Universo, sendo a “árvore do conhecimento”, uma árvore assim gigante e dos tempos dos gigantes (nos lembra os personagens do tempo de Noé...). Assim sobre as datas comemorativas, lembra um texto martinista do grupo Hermanubis, disponível na Internet: “Se as pessoas fossem um pouco mais curiosas, observariam que absolutamente nenhuma das festas até hoje comemoradas encontram-se nas escrituras sagradas, e quando existe uma festa com o mesmo nome bíblico, não obedece a prescrição de ser comemorada na data determinada. Por mais que o leitor procure, não encontrará em nenhuma bíblia oficial o dia 25 de Dezembro como data natalícia de Yeschouá o Grande Arquiteto do Universo, ou o dia 31 de Dezembro como um dia que marca para a mudança do ano”. E na Europa anterior ao cristianismo se comemorava a época com fogueiras nas árvores (comemoração do fogo), e com relação às colheitas futuras.

A estrela que guiou os magos até o mestre era uma marca dos magos, ou mesmo simbolizada por um pentagrama, estrela de 5 pontas ou mesmo um hexagrama, de 6 pontas. Seus presentes também tinham simbologia espiritual. Sobre a data, a igreja oriental celebra em 6 de janeiro. E Lucas que citei no início, foi referido em um censo de Quirino, falado em papiros egípcios. Ainda por correção de calendário, seria o nascimento em data de 5 ou 4 a.C. Belém é ponto comum entre Davi e Jesus, e o nascimento assim de um messias teria de ocorrer nessa localidade, já por profecias. A estrela de Belém é assim o Místico Sol da Meia-Noite, a que certos místicos se referiam, que nos traz ao mundo os raios de luz, vida e amor. Assim Cristo é Thifaret da cabala, a beleza divina que une todos os outros atributos da Luz Maior do Pai, sendo representante do adepto, centro da árvore da vida. Disse o Rosacruz Max Heindel: “Ao mesmo tempo devemos exaltar Deus em nossas próprias consciências, aceitando a afirmação bíblica de que Ele é espírito e que não podemos tentar representar a Sua imagem, nem retratá-Lo, pois Ele a nada se assemelha, quer nos céus quer na Terra. Podemos ver os veículos de Jeová circulando como satélites em volta de diversos planetas. Também podemos ver o Sol, que é o veículo visível de Cristo. Mas o Sol Invisível, que é o veículo do Pai e fonte de tudo, este só pode ser visto pelos maiores clarividentes e apenas como a oitava superior da fotosfera do Sol, revelando-se como um anel de luminosidade azul-violeta por trás do Sol. Mas nós não precisamos vê-Lo. Podemos sentir Seu amor e essa sensação nunca é tão grande como na época do Natal, quando Ele nos está dando o maior de todos os presentes: o Cristo do novo ano”.

 

O Natal envolve esse segredo solar, e vemos o nascimento de Cristo como proveniente desse significado cósmico, naquele Sol que em certo momento está em ângulo com constelação de Virgem, passa pela constelação de Peixes, cujo símbolo vemos em adesivos colados em carros, passa pela constelação de Cordeiro (Áries) e vence o sinistro inimigo, o bode (constelação de Capricórnio). Assim vemos todos esses símbolos refletidos no sacrifício anual, em que essa maravilha da Criação, o Sol, nos doa a vida. Recentemente presenciamos um filme sobre Noé, onde percebemos esse Cristo, nos salvando do mundo perdido, através do dilúvio do batismo. Nesse filme mostram Adão e Eva com suas vestes de luz, que teremos um dia de recuperar, sobrevivendo a morte e descobrindo o Reino de sabedoria e a ressurreição da vida eterna. Tudo isso nos foi herdado pela sabedoria gnóstica, de um pequeno grupo cristão excluído de estratégias políticas.

Vemos que mesmo com o Natal de São Nicolau, e de nosso Papai Noel, há ainda um sentimento de alegria, de solidariedade, e de uma luz maior que o comum. Essa iluminação purifica corações, e faz do nascimento do Cristo Interno a igreja verdadeira, aquela que nunca será destruída ou que se corromperá com idolatria. Ao mesmo tempo o Cristo Cósmico que vemos na eternidade, e que morre apenas simbolicamente, para nos deixar a vida eterna e a salvação. Esse Natal pode ser para sempre comemorado, sem medo de estar contrariando o Pai do Céu.

(Retirado de livro Bíblia e Misticismo)

 

 

B.O.T.A. : CONSTRUTORES DE ADYTUM

Paul Foster Case (Frater Perseverantia) foi filho de um bibliotecário e sendo ele diretor de orquestra, bem como especialista sobre tarô. Também escrevendo artigos numa revista de Nova Yorke, conhecendo Michael Whitty (Frater Gnoscente et Servient) e por esse ingressa na ordem Alfa e Ômega. Troca ademais, cartas com Regardie sobre a Golden Dawn. Também ligado a teosofistas. Assim, a revista Azoth ganha importância por lá, nos EUA. Ademais, admitido no templo Toth Hermes em 1918. Teve problemas por publicar a atribuição de nomes hebraicos relacionados a cartas de Tarô, o que seria ensino privado da Aurora Dourada, mas isso teria ocorrido antes dele ser membro da Ordem. Junto com amigo, faz pesquisas em akasha e escreve o Livro dos Testemunhos, que se refere a meditações cabalísticas. Com saúde de amigo tendo problemas, acaba sendo indicado a cargo superior, sendo chefe supremo da AO nos EUA. Busca criar a terceira ordem, a Hermética Ordem de Atlantis, quando percebe a queda da Toth Hermes. De 60 participantes, o número caiu para 11.

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O trabalho da B.O.T.A. (Builders Of The Adytum) desde seu início, conhece rápida extensão, tendo templos em Rochester, Washington, Boston, designados por números. Em 1929, Jessie Burns Parke desenha o Tarot da B.O.T.A. com instruções de P.F.Case. Antes se usava o modelo Waite. Se organizam uma serie de cursos preparatórios. Neste período preparatório para os candidatos, o Tarot é utilizado como instrumento de limpeza do subconsciente (estilo escola Novo Pensamento?). Entende o trabalho psicológico como preparatório para o trabalho mágico. Também os estudantes deviam conhecer bem a cabala, a astrologia, as letras hebraicas, correspondências desses. Apenas após longa preparação que estudantes seriam admitidos a trabalhos rituais. A ordem se expande na Europa a partir de 1984. Outro detalhe é que se afasta da linguagem e magia enoquiana, achando que seria um tanto perigosa, uma vez levaria alguns a loucura, e mesmo John Dee não a havia dominado. Pois a linguagem enoquiana poderia ter fontes qliphóticas, e também de fórmulas não protegidas. Case trabalhara com magia por cerca de 20 anos, e não era estranho ao tema. Mas nesse sistema teve sua reserva.

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Sobre o material de estudo e monografias da BOTA, há um variado estudo, bem amplo, se em comparação a outras ordens. Entre seus estudos constam as seguintes lições, dentre outras:

  • Fundamentos do tarot

  • Trinta e dois caminhos de sabedoria

  • A grande obra

  • O significado dos signos zodiacais

  • Poderes vibratórios da cabala

  • Cor e som

  • O oráculo do tarot

  • Doutrinas cabalísticas sobre o renascimento e a imortalidade

  • Ascenção meditacional na árvore da vida

  • Modelo mestre

  • Extenção esotérica do tarot para despertar os poderes estrassensoriais

  • Doutrinas cabalísticas sobre a polaridade sexual

 

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Pelo que se nota, a Builders Of The Adytum tem uma linha da Aurora Dourada, mas com menos magia. Também se nota a alquimia, nos estudos sobre a grande obra, e alguma doutrina tântrica, pelo estudo de polaridade sexual. Pareceu que havia uma aversão a Mathers, ou a sua mulher, e que outras pendências de ordens anteriores fizeram que ele fundasse esse caminho rosacruciano. Há um vasto estudo e não se trata de uma ordem que leve a despeza, então sendo uma boa opção, e acessível ao buscador. Adytum significa santuário interior, e a Ordem propaga os mistério e tradição ocidental. Pessoas de todas as crenças são bem vindas nessa Ordem. O acesso porém é diretamente nos EUA, mas se recebe lições via correio, havendo em inglês e espanhol. A Ordem possui trabalhos também na Europa e Nova Zelândia. Alguns acham a BOTA mais rosacruz que outras ordens que denominam rosacruz.

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Texto publicado originalmente no site Hebrew4Christians e traduzido pelo site Ponto de Vista Cristão.

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A primeira letra do alfabeto hebraico é chamada de "Aleph" (pronuncia-se "ah-lef"). Aleph não tem som próprio, mas geralmente tem uma vogal associado a ele.

Em hebraico moderno, a letra Aleph pode aparecer em três formas:

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Manual Print (Block)

Observe que a forma Impressão Manual (Manual Print) Aleph assemelha a versão livro impresso, exceto que os traços das linhas são todos mesmo. Você vai aprender impressão manual de forma a reconhecer as letras Hebraicas impressas como aparecem no textos Hebraicos. Você escreve a versão da letra Aleph impressão manual de acordo com o seguinte padrão:

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As setas numeradas mostram a ordem e direção para desenhar as linhas (o retângulo cinza indica as proporções da letra em uma célula de papel gráfico).

Escrita Hebraica (Cursiva)

Impressão Manual (Manual Print) é importante aprender a ajudá-lo a reconhecer Hebraico tipo impresso; no entanto, a comunicação manuscrita normalmente é escrita usando Hebraico cursivo. Você escreve a versão cursiva da letra Aleph de acordo com o seguinte padrão:

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Escreva a letra da direita para a esquerda, começando com o traço identificada como 1 e, em seguida, para o traço com o 2.

...continuar lendo "A Letra Aleph"

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Coluna com traduções dos textos do blog do Sam Robinson. Esta é uma tradução do artigo “Secret Origins of the Rosicrucian Tomb in the King Arthur Tradition“, realizada por "O Outro Lado".

E se o túmulo de Christian Rosenkreutz remontasse a milhares de anos atrás? E se ele realmente existe?

Conforme eu sento e contemplo com os meus amigos alemães, olhamos para os modelos antes de nós e decidimos juntos, sim, é hora de começar seções editoriais dos nossos ensinamentos rosacruzes. Nossa Ordem é um conclave de amigos, agora trabalhando sob as duas últimas remanescentes tradições rosacruzes alemãs a ser encontradas, e nosso objetivo é ajudar a disseminar as maiores raízes europeias da Tradição Rosacruz, e ajudar pessoas a descobrir quão profundo realmente são o alcance das implicações dos admitidos símbolos Rosacruzes e onde encontram-se os sistemas de iniciação contemporânea, nos termos do maior oceano da tradição do mistério da Europa ocidental.

mythic-vaultNo momento eu tenho a opinião que deveríamos nos concentrar em nosso trabalho espiritual com discernimento a respeito de uma perspectiva mais ampla de tais tradições enriquecedoras, em vez de deixar-nos tornar-se sujeito à ideia de que os ensinamentos de qualquer Ordem são perfeitos em si mesmos.

Entretanto, poucas pessoas, em Ordens como Golden Dawn ou AMORC, hoje percebem exatamente onde suas Ordens estão posicionadas dentro dos domínios da Pansofia e Teosofia da Alemanha, e que existe tal posição.

Nossa Ordem, A Mystica Aeterna e sua Ordem Interna: ORMUS, decidiu apresentar esta maior relação, e explicar a hierarquia entre escalas cósmicas, o caminho para Regeneração, e como exatamente as diferentes ordens esotéricas oferecem diversas etapas sobre esta escada de iniciação. Na verdade, pouquíssimas Ordens apresentam todas sob o mesmo teto. A fim de começar esta missão de disseminar o que herdamos aqui na Alemanha, meu primeiro artigo aborda as origens antigas do túmulo Rosacruz de Christian Rosenkreutz.

...continuar lendo "Origens Secretas do Sepulcro Rosacruz na Tradição do Rei Arthur"

Arcane-Arcana-06-amoureux-loverPESO NUMÉRICO: 6

LETRA SIMPLES

ZODÍACO: Touro (variação: Escorpião)

SIGNIFICADOS         

EXOTÉRICO: Elo

ESOTÉRICO: Olho/Ouvido

INICIÁTICO: Methodus Analogiae (Tentação)

CAMINHO 5, Séchel Nihsrach (Consciência Enraizada), Kether – Binah: “Deus viu que a luz era boa, e Deus separou a luz e as trevas” (Gênesis 1,4). “Ela é chamada assim porque é a essência da Unidade homogênea. É unificada na essência do Entendimento que emana do domínio da Sabedoria Original” (Sepher Yetzirah).

VANTAGEM VAV: “O Adepto conhece o ‘ratio’ do passado, do presente e do futuro”.

“Ela o agarra e o beija, e depois diz de modo imprudente: ofereci um sacrifício de comunhão, porque hoje cumpro o meu voto, por isso saí ao teu encontro, ansiosa por ver-te, e te encontrei”.

“Eu, a Sabedoria, moro com a sagacidade e possuo o conhecimento da reflexão. Eu amo os que me amam e os que me procuram me encontram”.

“Grava-me, como um selo em teu coração, como um selo em teu braço; pois o amor é forte, é como a morte, e a paixão é implacável, é como a sepultura, suas flechas são flechas de fogo, uma chama do Eterno”.

“Quais são as sete partes do corpo do homem? Está escrito: ‘À imagem de Deus, Ele criou o homem’. Está, também, escrito: ‘À imagem de Deus Ele os criou’ – contando todos os seus membros e partes. Mas dissemos: A que se assemelha a letra Vav? Encontra-se uma alusão no versículo: ‘Ele espalha luz qual uma vestimenta’. Pois Vav nada mais é do que seis direções. Ele respondeu: A aliança da circuncisão e a companheira do homem são consideradas uma só. Suas duas mãos, então, formam três; sua cabeça e corpo, cinco; e suas duas pernas, formam sete. Correspondendo a eles, estão seus poderes no céu. Está, portanto, escrito: ‘Deus fez tanto um quanto seu oposto. São esses os dias [da semana, conforme está escrito]: ‘Porque seis dias Deus criou o céu e a terra’. As Escrituras não dizem ‘em seis dias’, porém, ‘seis dias’. Ensina que cada dia [da semana] tem seu próprio poder específico ” (Bahir).

“Lembra-te, Filho da Terra e do Céu, que, para o comum dos homens, a atração do vício tem mais prestígio que a austera beleza da virtude”.

Arcane-Arcana-05-pape-popePESO NUMÉRICO: 5

LETRA SIMPLES

ZODÍACO: Áries (variação: Libra)

SIGNIFICADOS         

EXOTÉRICO: Janela

ESOTÉRICO: Alento

INICIÁTICO: Magnetismus Universalis / Scientia bonii et mali (Consciência)

CAMINHO 2, Séchel Maz’rir (Consciência Radiante), Kether – Chochmah: “A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam o abismo, e um sopro de Deus agitava a superfície das águas” (Gênesis 1,2). “É a Coroa da Criação e a radiância da unidade homogênea que ‘exalta-se acima de todos como a Cabeça’. Os mestres da Kabbalah chamam-na de Segunda Glória” (Sepher Yetzirah).

VANTAGEM HE: “O destino não pode tomar de surpresa o Adepto, o infortúnio não pode abalá-lo e nem os inimigos vencê-lo”.

“Melquisedec, rei de Salém, trouxe pão e vinho; ele era sacerdote do Deus Altíssimo. Ele pronunciou esta bênção: ‘Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo que criou o céu e a Terra, e bendito seja o Deus Altíssimo que entregou teus inimigos entre tuas mãos”.

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida. Ninguém vem ao Pai a não ser por mim”.

“Doravante ninguém me moleste. Pois eu trago em meu corpo as marcas de Jesus”.

Arcane-Arcana-04-empereur-emperorPESO NUMÉRICO: 4

LETRA DUPLA

PLANETA: Júpiter (variações: Marte, Sol e Lua)

SIGNIFICADOS         

EXOTÉRICO: Porta

ESOTÉRICO: Seio

INICIÁTICO: Formam (realização)

CAMINHO 14, Séchel Meir (Consciência Iluminadora), Kether – Tiferet: “A terra produziu verdura: ervas que dão semente segundo a sua espécie, árvores que dão, segundo sua espécie, frutos contendo sua semente, e Deus viu que isso era bom” (Gênesis 1:12). “Ela é chamada assim porque é a essência do Silêncio Falante (Chashmal). Instrui em relação aos mistérios dos Santos segredos e suas estruturas” (Sepher Yetzirah).

VANTAGEM DALET: “O mago rege sua vida e sua saúde e, também, a vida e a saúde de outros”.

“Bendito o que vem em nome do Senhor”.

“Perguntaram-lhe os estudantes: O que é a letra Dalet? Ele respondeu: Como é? Dez reis estavam em determinado lugar. Todos eram ricos, mas um deles não era tão rico quanto os outros. Mesmo sendo ainda muito rico, é pobre (Dal) em relação aos outros” (Bahir).

 “Lembra-te, Filho da Terra e do Céu, que nada resiste a uma vontade firme, que tem como alavanca a ciência da verdade e da justiça. Combater para assegurar a sua realização é mais que um direito, é um dever. O homem que triunfa nesta luta não faz mais do que realizar a sua missão terrestre: aquele que sucumbe pelo seu devotamento adquire a imortalidade”.

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sephirot4pngPergunta simples, resposta nem tanto. Atualmente a resposta é sim e já existem judeus passando para não judeus esta sabedoria (mesmo que existam os que são contra aa isto ainda). Porém é no mínimo estranho não judeus responderem a esta pergunta dizendo que eles não poderiam aprender por não serem judeus, terem mais de 40 anos e etc... Vamos discutir mais um pouco sobre isto?

Existem níveis de desenvolvimento relacionando a Kabbalah à humanidade. A depender da época (do chamado "nível de desenvolvimento da época") os textos mudam a roupagem e a forma.

É dito mitologicamente que o primeiro cabalista foi Adam HaRishom (o primeiro homem) que escreveu o livro Sepher Raziel. O primeiro cabalista a passar isto para todos é Abraham com o seu Sepher Yetzirah. Maimônides diz que ele faz isto de reino em reino e depois centenas de milhares vão à sua tenda para aprender. Ora, se ele foi de reino em reino e centenas de milhares foram aprender o método, sendo que ainda não haviam judeus, significa então dizer que mitologicamente a Kabbalah desde 4000 anos atrás já passava a sua sabedoria para não judeus, correto?

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030967300-1234814546_gTexto de Moré Caziros, publicado no IAOL

Shalom.

Estou muito feliz por estar aqui mais uma vez, escrevendo sobre Kabalah, em especial sobre a Guemarah. Muitas pessoas entraram em contato pedindo esclarecimento do por quê não existe mudança no nome. E respondo que é uma dádiva dada por D-us e por nossos pais (Honrar os pais). A Torah, que é a base do judaísmo como também da kabalah, nos diz que somente o Criador tem este poder ou algum representante divino.

Na Bíblia existem exemplos para refletirmos sobre o assunto, citarei três passagens bíblicas do Gênese:

• E prostou-se Abrão de rosto em terra, e falou D-us com ele dizendo: Quando a mim, eis a minha aliança contigo, e serás pai de uma multidão de nações; e não se chamará o teu nome Abrão (AVRM)*, e será teu nome Abrahão (AVRHM)*…
Cap. 17 vers 3 a 5.

• E disse D-us a Abrahão: A Sarai tua mulher, não chamarás seu nome de Sarai (SHRI)*, porque Sarah (SHRH)* é seu nome.
Cap 17 ver. 15.
*Transliteração

• O mesmo ocorre com Jacob (IAKB)* ao tornar-se Israel (ISHRAL)*, e até mesmo o exemplo de Saulo para Paulo no novo testamento, sendo Cristo o representante de D-us na Terra.

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