As Mulheres No Martinismo – Parte 2

Texto de Mestre Nebo, traduzido pelo Irmão Grpp, publicado originalmente na página Ordem Martinista Brasil, em 08 de março de 2015.

Claudina Teresa Willermoz foi uma das iniciadas na Ordem dos Elus Cohen do Universo, através de seu irmão Jean Baptiste Willermoz (Fundador do Rito Escocês Retificado) que trocou cartas sobre o assunto com seu Mestre Pasqually (Fundador da Ordem dos Elus Cohen), entre os anos de 1771 e 1773, transmitidas ao Mestre através de seu secretário Saint-Martin. Pelo que sabemos Claudina não teria avançado além do grau de Mestre Eleito Cohen.

Dentre as iniciadas na Ordem, já foram relatadas por Van Rejnberk os nomes:

Da Senhora Lusignan, em Paris;

Da Senhora de Provenzal, Senhorita de Brancas e da Senhora Coalin, em Lyon;

Da Senhora Delobaret (viúva de Martinez) em Bordeaux;

Esta lista é de 1781, e provavelmente outras senhoras foram admitidas na Ordem após esta data; há uma discussão em torno da admissão da Marquesa de Croix, que teria sido sua candidatura recusada pelo Grande Mestre de Caignet, enquanto Matter afirma que ela foi recrutada e aceita por Martinez, estando inclusive registrada sua ida a Paris junto ao Mestre e outros discípulos. Nota-se, em outra lista da Ordem dada a Papus, que a Senhora Provenzal é registrada como possuidora do mais alto grau da Ordem, ou seja, de Reau+Croix, tendo sida recebida no grau em 1774.

Estas mulheres tiveram a importante função de descobrir o papel das mulheres nas operações mágicas e teúrgicas dos Elus Cohen. Podemos afirmar que suas funções nos rituais sempre estiveram ligadas a inspiração, estímulo e consolo, todas características do aspecto feminino. Falamos já sobre a dúvida a respeito da participação da Marquesa Croix na Ordem, mas da indubitável instrução que ela recebeu do Mestre Pasqually. Le Forestier dedicou um parágrafo inteiro, e Matter cita principalmente sua relação com o Mestre Louis Claude de Saint Martin.

Um comentário sobre “As Mulheres No Martinismo – Parte 2

Deixe uma resposta